Centrão


Se o grande Centrão estiver amarrado, é mais simples controlar as coisas.

Marcelo defende que Presidente da República deve pedir Governo forte após eleições

Cavaco recebe subscritores de ‘Um Compromisso Nacional’

… em prol do Centrão. O problema é que grande parte destes 47 são co-responsáveis pelo estado a que chegámos e eu acredito que se achariam facilmente 48 notáveis a apelas a algo novo.

Sondagem: PS e PSD devem entender-se

Inquérito da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença coloca várias questões sobre a atualidade política nacional.

Objectivos básicos:

  • Amarrar os dois maiores partidos a uma solução, deixando as franjas a esbracejar, mas sem hipóteses de efectiva fiscalização.
  • Impedir que, em caso de maioria PSD/CDS, o PS e se calhar o próprio Sócrates venham para a Avenida da Liberdade de braço dado com a Esquerda que ele tanto considera anacrónica.

Chumbadas limitações às remunerações de gestores públicos

Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD.

… como sempre disse, excepto quando diz que negoceia diplomas com o Governo. Neste caso, como sabemos que o OE foi negociado com o seu emissário, não é de esperar nenhum arremedo de legalismo, tipo Estatuto dos Açores. Como não são as suas prerrogativas institucionais em jogo, mas o rendimento de centenas de milhar de famílias, seguirá para bingo, no âmbito da cooperação estratégica.

Aumenta pressão sobre Cavaco para se opor aos cortes salariais

Tribunal Constitucional já declarou inconstitucionais cortes nos salários dos professores. STE também pediu fiscalização preventiva do OE.
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Entretanto, pouco me admira que a doutrina-Pimenta Machado se imponha, de novo, nesta situação.
Até porque, nesta matéria, como em tantas outras num passado recente, o Centrão com as suas ramificações ex-esquerdistas, está todo unido na defesa das suas soluções.

… feito hoje por Henrique Monteiro na sua coluna no Expresso é o apelo ao fim da zanga das comadres e dos compadres que devem cobrir com o Centrão qualquer pretensão de transparência, unindo para a teórica salvação do país todos os que o enterraram durante mais de três décadas.

Patético, mas previsível. Com Cavaco a presidente e um governo desse tipo, mesmo que afastando um indesejado Sócrates (apenas porque se esticou mais do que devia na pretensão de poder pessoal, não porque discordem, no essencial, dos métodos e medidas), nem de claustrofobia democrática se falaria, porque ela seria quase certamente efectiva. Uma espécie de regresso à União Nacional, quiçá à União Sagrada da I República.

“PSD estaria ao lado do Governo para renegociar o limite do défice”

Imagem encontrada aqui.

Ex-presidente do Porto de Lisboa faz consultoria para a Mota Engil

Manuel Frasquilho, que assinou acordo do terminal de Alcântara, fez consultoria para a Mota Engil através de empresa do genro.

E se dúvidas existissem…

Fernando Nobre apela a governos de coligação

Fernando Nobre, candidato à Presidência da República, inaugurou hoje a sua sede nacional, apresentou o seu mandatário da juventude, o humorista Nilton, e um novo slogan da sua candidatura: “Vamos recomeçar Portugal”. E neste recomeço que diz desejar para o país, uma das medidas que tomaria para combater a crise era chamar os principais partidos para que fizessem “uma coligação de Governo, o mais alargada possível”.

Cavaco Silva concorda e Soares já elogiou o sentido de Ewtado de Passos Coelho. Faltava o outro vértice do triângulo amoroso…

PSD quer desempregados a trabalhar de graça

Ministra do Trabalho prevê descida do desemprego em Abril

Acabei de ler, confesso que coms uns saltos pelo meio que a letra é das miúdas, o discurso de Manuela Ferreira Leite no encerramento da Universidade de Verão do PSD.

Há lá imensas coisas interessantes e bem ditas. Podia fazer aqui entre uma a duas mãos cheias de citações daquelas muito interessantes sobre os falhanços do governo, a tentação mistificadora da sua estratégia comunicacional ou mesmo a sua desorientação perante situações de maior crise.

Só que, pelo meio de tantas áreas em que o PSD de MFL discorda do PS socrático (Economia e política de emprego, Segurança Interna, Justiça, Saúde, Agricultura, Adminstração Pública etc), nenhuma palavra de crítica e alternativa surge em matéria de Educação. Aliás, não surge nenhum palavra, ponto final, parágrafo. [Correccção: o Gabriel Mithá Ribeiro e o Pedro Castro já me assinalaram, nos comentários #1 e #3 uma frase lá pelo meio do discurso…).

Ou seja, se há área onde o Centrão conflui de forma prazenteira parece ser na política educativa, o que talvez explique a forma como o Governo avançou por este campo sem que quase ninguém se levantasse em protesto, salvo uns fogachos das extremas (o CDS mais pelo rigor disciplinar e da avaliação, o PC e o Bloco mais pela defesa geral do que designam como «Escola Pública»).

Isto significa que, em termos de alternativa, PS e PSD não discordam das medidas que maiores dúvidas levantam e piores consequências terão a médio prazo no sector da Educação. O que até se adivinharia pelo modo como o Presidente da República tem exercido os seus poderes de veto ou pedido de fiscalização das leis.

Portanto, a este nível estamos falados. O PSD de Manuela Ferreira Leite partilha a mesma concepção de uma carreira docente garrotada, de uma estrutura curricular distorcida, de uma formação de professores que menoriza a qualificação científica dos docentes, de um regime disciplinar e de assiduidade dos alunos profundamente laxista, de uma mistificação enorme em torno da formação profissional, de um modo arrogante de lidar com os professores deste país.

Só pode ser isso, porque a outra hipótese seria que Manuela Ferreira Leite, ex-Ministra da Educação, se tivesse pura  e simplesmente esquecido que ainda há umas réstias de Educação neste país. Essa não me parece razoável.

Apesar de se estar a dirigir a uma «Universidade», mesmo que a brincar com aquelas outras em que… esqueçam…

Já a convergência estratégica em usar a Educação como campo para experiências de carácter meramente ideológico, os alunos como cobaias para um sucesso estatístico e os professores como meros prolongamentos instrumentais das vontades ministeriais, para muito mais razoável e evidente.

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