Censura


A polémica anda quente.

O artigo em causa apenas peca por curto e não incluir muito mais materiais polémicos, que os há à vista de todos, com qualidade gráfica e conteúdo com mais do que evidente interesse sociológico: AS_212_EV.

Contra a censura míope de um cientista social de gabinete, nada como divulgar o objecto censurado.

É a auto-censura. A cedência às conveniências. O evitar de conflitos incómodos para garantir futuras vantagens. O auto-silenciamento é mais seguro, mais confortável e está muito bem de saúde.

Mas ainda não me apetece.

Is Anybody Listening to Teachers?

(…)

School districts need to support their teachers instead of trying to manage what we do. Ultimately, we all want the same thing—for our students to get the time and attention they need to be successful. That goal is very personal for teachers. We see our students every day; we know what their strengths and weaknesses are and what they want for themselves. They are not just numbers to us, they are our children.

When fall comes, the teachers in my district will be forced to work harder than ever before. They will do so because to fail would hurt our students; that isn’t an option for any teacher I know. But I believe that as teachers work harder our voices must grow louder. We need to help the public become more aware of what teachers do both in and out of the classroom and how important that work is to our schools and to the students within them.

After my experience this year, I think it is essential for all teachers to remember that even when we are ignored, we must never allow ourselves to be silenced. We are not just speaking out for ourselves, but for those who rely on us.

A sugestão de leitura é da A. C. mas veio mesmo a calhar… mesmo a calhar… em tantos sentidos.

 

Jerónimo Martins recusa vender livro de Sócrates

Para quando as piras de livros proibidos?

No fundo temos em desenvolvimento a domesticação da comunicação social, tal como Santana/Portas/Morais Sarmento planearam, Sócrates executou com muitos tentáculos, Fernando Lima teorizou e Passos Coelho/Relvas/Portas tentam aperfeiçoar:

  • A Dita e o Balde:

RÁDIO VICHY OU RÁDIO ‘PITROL’?

  • Essência da Pólvora:
  • Kosta de Alhabaite:

… mas já chegamos a Angola?

  • O Que é o Jantar?

RDP, serviço público ou a voz do dono?

  • Pegada:

A censura voltou desta vez à RDP

  • Reunião Geral:

O regresso da velha senhora

  • Tarrenego

Quem se mete com Angola…

  • Tempos Modernos:

Na RDP já se cumprem os desígnios de Duque

Recolha do Livresco.

RDP acaba com espaço de opinião que serviu de palco a críticas duras a Angola

Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião “Este Tempo”, da Antena 1.

 

CENSURA INSTITUCIONAL

As versões (apesar de tudo) depuradas:

5 ways SOPA/PIPA would impact Web start-ups

Brad Feld: Why SOPA and PIPA Must Be Stopped

Google Rallies Opposition to Murdoch-Backed Anti-Piracy Bill

SOPA Will Take Us Back to the Dark Ages

Don’t Understand SOPA? Help Is Close at Hand

Is Congress Trying to Censor the Web with SOPA?

SOPA blackout: Lawmakers shift on piracy bills

Websites flexing muscle in push against online piracy bills

China prepara-se para alargar registo de identidade nos microblogues

Autoridades chinesas consideram que os microblogues são uma forma de divulgar rumores infundados sobre os líderes do país.

Opinião Pina – Não é censura, é outra coisa

A notícia de que um elemento da equipa de apoio às escolas da DREC foi alegadamente (vejam como eu sei usar o truque do “alegadamente”) afastado do lugar por ter assinado uma moção na escola onde lecciona não pode ser varrida para o lado com base em argumentos do tipo – ah, pois e como foi lá ele parar!

Porque isso significaria que na purga, por delito de opinião, é válida e faz parte dos mecanismos aceitáveis de funcionamento de um departamento do Estado.

Claro, a hierarquia dirá que não tem pode ter confiança em alguém que assina um documento contra uma política que a DRE em causa se esforça por implementar.

Mas… mas… há elementos que comprovem a incompetência ou não cumprimentos dos deveres pela pessoa em causa?

Vamos lá tentar falar a sério disto, para o caso de os senhores (já não há nenhuma margarida, pois não?) DRE perceberem: nas vossas equipas há mais de uma pessoa que não está de acordo convosco e as ameaças que foram feitas, em especial desde 2009-2010, quanto a serem demitidos todo(a)s aquele(a)s que lançassem algumas informações para fora só resultou pela metade.

Seja a norte, seja mais a sul, há pessoas que continuam a falar, insatisfeitas com aquilo que vêem, só que pedem para não se aflorar o que contam, exactamente por causa dessas ameaças. Em primeira ou segunda mão, muito se vai sabendo ou ouvindo, mas quem conta tem medo de ser descoberto(a), pois tem consciência de que a informação pode ser compartimentada e pode ser achado o rasto de quem divulgue alguma coisa.

Portanto, as coisas sabem-se… não se podem é falar em público. Por exemplo,… sobre os megas-gigas… as coisas vão-se ouvindo e lendo. Não pode é ser colocado online, para defesa e protecção das ditas fontes.

A fidelidade é relativa, em especial quando se percebe que a forma de lidar com os assuntos é abusiva. E isto é válido não apenas para a DREC, mas, por exemplo, de igual forma para a DREN e a DRELVT.

Há docentes que não se esquecem que o são e que, quando observam o que é feito, ainda se lembram que lhes poderia estar a ser feito a eles.

Portanto… se é para voltarem às charruadas… vejam lá bem como o fazem. Porque a fidelidade e o silêncio forçados, quando acabam, em regra acabam mal.

Isto é apenas uma espécie de aviso de boa vizinhança, por parte de quem está habituado a ouvir em off e calar ou a ler mails sob nick ou pedido explícito de total anonimato e não reprodução do que lê.

E isto assim não é democracia… se é que isso ainda incomoda alguém…

Membros dos Gato Fedorento deixam “A Bola” por contencioso com Sousa Tavares

Manuela Moura Guedes revela que noticiário tinha novos dados sobre caso Freeport

A apresentadora do Jornal Nacional, de sexta-feira, da TVI, revelou que o noticiário que estava a ser preparado para amanhã incluía novos dados sobre o caso Freeport. À TSF, Manuela Moura Guedes confirmou que não lhe foi explicada a razão pela qual este jornal foi suspenso.

Gabinete de Sócrates fez pressões para ‘calar’ Relvas

Membros do gabinete do primeiro-ministro José Sócrates fizeram pressão sobre o presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro (IFSC), Alexandre Relvas, aconselhando-o a ter contenção no discurso de inauguração deste centro de reflexão do PSD. A Relvas foi-lhe lembrada a sua condição de presidente da Logoplaste, que tem como objectivo aumentar a sua participação accionista na empresa pública REN. O gabinete de Sócrates desmente.

A denúncia sobre estas alegadas pressões para calar Relvas foi feita por Jorge Bleck, membro da administração do IFSC, em declarações ao ‘Jornal de Negócios’: “Houve da parte do gabinete do primeiro-ministro abordagens junto de pessoas próximas do dr. Alexandre Relvas para que medisse com cuidado aquilo que iria dizer como presidente do Instituto”.

Podemos discordar do estilo, de alguns tiques, mas há atropelos bem mais graves que justificam a revolta de todos os que não podem pactuar com estas manobras a poucos dias do arranque da campanha eleitoral.

Manuela Moura Guedes contou ao JN que a administração comunicou, esta manhã, a João Maia Abreu que “iriam acabar com o noticiário das sextas-feiras, que não haveria mais ‘Jornal Nacional” das sextas. Mediante tal medida, os responsáveis resolveram apresentar a demissão dos cargos que exerciam, explica Manuela Moura Guedes.

Alguém perdeu em definitivo a cabeça e decidiu fazer perder a cabeça a quem tem receio de perder negócios.

Algo verdadeiramente vergonhoso. Que sempre terá acontecido, mas que os novos tempos potenciam.

Censura

Tão apropriado… a tudo…

Maldita liberdade

Em tempos que já lá vão, a manipulação por Salazar do evasivo conceito de “equilíbrio orçamental” permitia que orçamentos tecnicamente deficitários aparentassem sempre invejável saúde financeira. A censura e a ausência de discussão pública faziam o resto. E a coisa, com a ajuda de um legislador fortemente proteccionista, funcionava e ia alimentando a confiança dos agentes económicos (nas suas “Lições de Finanças Públicas”, Teixeira Ribeiro dizia que “Deus escrevia direito por linhas tortas”).

Para a coisa funcionar hoje, seria preciso haver de novo censura. Por isso, foi por água abaixo a bem intencionada decisão estatística do IEFP de embelezar os números do desemprego “eliminando” 25 mil desempregados (passando a dá-los como “inactivos”) e apagando informaticamente outros 15 mil do Sistema Integrado de Gestão da Área do Emprego. Não fosse sindicatos e jornais terem posto a boca no trombone e o desemprego em Portugal teria crescido “apenas” 13,1% no primeiro trimestre do ano. Assim desembestou por aí acima e já vai, parece, em 9,3%, e não nos anunciados 8,9. Maldita liberdade de informação!

Num àparte final de um mail, um colega comunica-me que na sua escola – uma Secundária da Grande Lisboa, desde Janeiro deste ano, o Umbigo deixou de ser consultável nos respectivos computadores.

Não me espanta. Apenas gostaria de saber se é um feliz caso isolado.

Do grande defensor da moral e bons costumes, nomeadamente no que se refere a que livros podem, ou não, estar expostos em Feiras do Livro, ou seja todos aqueles que comecem o título por “Equa” e acabem em “Dor” ou que associem vias fluviais e a flora floral:

Ora, uma feira é um local público e, tanto quanto sei, quem se queixou foram pais, incomodados com a sua exposição a crianças. E eu acho que eles têm, pelo menos, razões que merecem ser ponderadas, por bom senso e bom-gosto. A desculpa da arte ou do erotismo não serve para tudo. As coisas têm o seu contexto e a sua liberdade própria. A liberdade de atirar o nu explícito de Courbet à cara de quem passa e o não procurou, de um pai indefeso que passeia uma criança pela mão numa inocente feira de livros, é uma falsa liberdade. Não fosse este novo saloismo de termos o terror de não ser “modernos”, e perceberíamos que a liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir.

Miguel Sousa Tavares, Expresso, 28 de Fevereiro de 2009

Não sei se comente isto a sério ou como anedota. Porque a parte politicamente correcta final desta prosa levaria, em não muito distante instância, a que fossem apreendidas pela polícia todas as revistas de sociedade que «atiram» à cara de «inocentes pais» que passeiam as suas crianças por ruas ou centros comerciais  com quiosques ou papelarias, fotos dos amores de figuras públicas.

Pode parecer algo aceitável para muitos, mas pode achar quem considere obscena esta forma de informação.

O problema é a que novos censores atribuímos a missão de apreender e confiscar estes atentados à liberdade alheia.

A agentes da psp ou a autores de livros de sucesso transatlântico?

Haverá terceira hipótese?

Como conselho final, apenas diria ao feirantes e livreiros de Braga para não atirarem com os livros a pais indefesos e crianças porque, antes de mais, danificam o material que pretendem vender, o que baixa sensivelmente o seu valor de mercado.

(já agora, é perfeitamente aceitável atirar fumaça à cara da populaça… é a liberdade aceitável para uns que não para outros, mas os uns valem mais do que os outros)

PSP apreende livros por considerar pornográfica capa com quadro de Courbet

A PSP de Braga apreendeu hoje numa feira de livros de saldo alguns exemplares de um livro sobre pintura. A polícia considerou que o quadro do pintor Gustave Courbet, reproduzido nas capas dos exemplares, era pornográfico, adiantou uma fonte da empresa livreira.

António Lopes disse que os três agentes policiais elaboraram um auto no qual afirmam terem apreendido os livros por terem imagens pornográficas expostas publicamente.

O quadro do pintor oitocentista – tido como fundador do realismo em pintura – expõe as coxas e o sexo de uma mulher, sendo, por isso, a sua obra mais conhecida. Pintado em 1866, está exposto no Museu D’Orsay em Paris.

Será que me fecham o blogue se eu começar a colocar por aqui uns quadros com raparigas desnudadas?

Ou será que se forem menos realistas a coisa passa?

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Egon Schiele

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