CEF


O MEC agora coloca Informática na lista prioritária!
Agora?
Mas para ter uma noção da quantidade de escolas que não abriram cursos por imposição das DRE’s (após uma pergunta no Facebook… imaginemos na totalidade das escolas):
 
“• Brotero (Coimbra): Multimédia
• António Nobre (Porto): CEF e Técnico de Informática de Gestão (mas autorizou Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos)
• Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister – Alcobaça (Pública) -> Cef de Instalador e Operador de Sistemas Informáticos
• Escola Secundária de Ourém – Curso Profissional de Multimédia e Curso Profissional de Informática de Gestão Escola Secundária de Peniche -> Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos
• Agrupamento de Escolas de Marrazes -> CEF – Instalação e Operação de Sistemas Informáticos
• Escola Secundária D. Inês de Castro (Alcobaça) -> Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (e tinham professores de quadro de informática, que ficaram com horário zero!!)
• ES Bernardino Machado (Fig. Foz) – Tec. Gestão e Prog. de S.I.
• Agrupamento de Escolas dos Arcos de Valdevez-A direção informou que não seria possível abrir cursos de Informática. Nem Informática de Gestão nem Multimédia. E CEFde electrónica e reparação de computadores também não.. Esc Sec Dr. Manuel Gomes Almeida (Espinho) Técnico de Informática de Gestão (tendo concorrido 6+2 (da outra outra escola com quem agrupamos) e havia alunos, que foram enviados para a escola profissional!
• Agrupamento Drº João de Araújo Correia – Peso da Régua(Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Gestão e Equipamentos Informáticos) + CEF
• Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves – Odemira não teve autorização para abrir cursos de informática.
• Escola Secundária António Sérgio – nenhum de informática nem multimédia, nem cef
• Escola Secundária Daniel Faria Baltar tb não foi possível abrir nenhum curso de informática.
• Esc Sec Mortágua curso de multimédia 
• Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Amora
• Agrupamento de escolas de Alfena (tínhamos uma turma preenchida para o profissional e outra para o CEF e não deixaram abrir)
• Escola Secundária de Alpendorada não teve autorização para abrir cursos de informática
• Agrupamento de escolas de Aguas Santas
• Vila Viçosa
• agrupamento de escolas cego do maio, povoa de varzim, cef tipo 2 de operador reparador de computadores
• Operador de informatica- eb 23 de Cristelo( paredes) 
• Curso profissional de informática – Escola Secundária Poeta Joaquim Serra – Montijo
• Escola Rainha Santa Isabel – Carreira – CEF Operador de Informática.
• Curso Profissional de Informática de Gestão – Agrupamento de Escolas de Valdevez – Arcos de Valdevez
• Esc. Secundária Fontes Pereira de Melo – CEF Operador Informática T2 e T3 / Profissional Programação / Profissional Multimédia ainda em duvida
• Escola Secundária de Tomaz Pelayo- Técnico de Gestão e Equipamentos Informáticos
• Agrupamento de Escolas de Valbom – Curso Profissional Técnico de Informática de Gestão
• Agrupamento de escolas de arrifana – CEF operador de informática
• Escola Secundária de Vizela – TGPSI
• Agrupamento Vertical de Redondo
• ES Lordelo
• Agrupamento de Escolas de Vizela – Infias, com alunos para abrir para abrir CEF-Operador de Informática, não foi autorizado pela DRE.
• Agrupamento de Escolas de D. Dinis, Marvila, Lisboa – Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos.
• Agrupamento de Escola de Freiria – CEF IOSI
• Agrupamento de Escolas de Canelas: nada de informática (CEF T2; CEF T3 e CPGPSI)
• Escola Secundária de Marco de Canaveses, agora agrupamento n.1 de marco de canaveses – CEF IOSI e IRC
• Escola Paula Nogueira não abriu o cef de informática pq a DREALG não quis (Em Olhão. deste Vila real de Santo António até Olhão só abriu um CEF de Informatica)”
Agora até poderiam abrir, mas as matrículas estão feitas e… logicamente que não vão abrir… no mínimo incompetência, não?
R.

Aqui ficam as listas completas:

Uma nova pérola enviada pelo Mário C:

Esta é de rir, os CEF portam-se mal e levam com uma empresa de psis para melhorar os comportamentos. Que sai caro, sai!

Confirma-se o que por aqui se escreveu ontem:

Remunerações dos docentes contratados que leccionam CEF’s e Profissionais passam a ser suportadas pelo POPH

Anexando o ofício-circular nº 2/GGF/2011:

 

Uma carta anónima de alegadas dezenas de professores é enfrentada por um abaixo-assinado de umas dezenas de professores.

Faz-me lembrar aquelas pessoas que estavam na linha da frente da contestação à ADD e depois concorrem a classificações de mérito sem sequer precisarem disso para progredir. E que, para além disso, aceitam ser relatores de outros colegas.

Viva! Viva!!

Professores dos CEF contestam carta anónima

Uma carta anónima remetida, alegadamente, por dezenas de professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, onde são denunciados comportamento menos correctos dos alunos do Curso de Educação e Formação (CEF), motivou um abaixo-assinado de 31 dos 32 professores que leccionam nestes cursos. Os professores, unidos, estão indignados com a carta, já que a mesma não reflecte o que acontece com estes cursos.

O caso dos CEF – Cursos de Educação e Formação – é sintomático da forma como este Governo (porque o mais recente despacho vem do Ministério do Trabalho, pela mão do sempre desejado Valter Lemos, e não apenas do da Educação) tem lidado com as questões da Formação e Educação.

Relembremos que o funcionamento destes cursos foi fomentado como uma via profissionalizantes, destinada a integrar principalmente – não vale a pena negá-lo – jovens com percursos escolares problemáticos. Para isso foram permitidas diversas liberdades curriculares a estes cursos, embora sempre com um apertado controle no seu funcionamento. Sabendo-se que as turmas resultantes são complicadas e que manter em funcionamento um CEF – com a consequente busca de estágios, tratamento de imensos problemas de índole disciplinar, etc – é algo diferente de um turma regular, permitiu-se que as turmas funcionassem a partir dos 10 alunos e os Coordenadores dos Cursos e Directores de Turma passaram a ter um crédito horário específico.

Para encorajar – ou forçar – a difusão dos CEF, não se esqueceram de incluir na avaliação dos órgãos de gestão, um parâmetro em que a existência e variedade de CEF beneficiava muito essa mesma avaliação.

A seguir, para a opinião pública, exibiram-se números variados do sucesso nas turmas CEF, de adesão a esta via e mais uma série de coisas apresentadas para serem tidas como muito boas.

Eis quando, no alegado  Paraíso, cai a patorra do senhor de sempre e, por despacho (que o homem só conhece este tipo de documento), alteram-se a um mês do arranque do novo ano lectivo as regras de funcionamento dos cursos, quando já tudo estava preparado e encaminhado: menos horas para os directores de turma, fim da redução para as reuniões periódicas dos conselhos de turma, aumento em 50% do limite mínimo de alunos para funcionar cada curso e, pior, indicação para agrupar turmas em disciplinas com conteúdos similares (o que pode levar a turmas com mais de 30 alunos com perfil problemático na sala de aula).

A partir de Setembro, as escolas do ensino básico e secundário só poderão ter em funcionamento turmas de Cursos de Educação e Formação (CEF) para Jovens se estas tiverem no mínimo 15 alunos. Até agora, o limiar mínimo para o funcionamento destas turmas era de 10, mas várias estavam abaixo deste patamar.

Esta mudança foi decretada por um despacho datado do final de Julho e assinado pelo agora secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, e pela ministra da Educação, Isabel Alçada. O diploma, que está agora a chegar às escolas por e-mail, justifica a alteração com a necessidade de “melhorar os factores de integração e acompanhamento” dos alunos que frequentam aqueles cursos. Turmas ou cursos com menos de 15 alunos só poderão funcionar se forem autorizados, “excepcionalmente”, pelas direcções regionais de Educação.

Ou seja, na prática, isto seria um convite ás escolas para reduzirem ou anularem a oferta de CEF, caso a avaliação das direcções não passasse por aí. O resultado: pressão para busca de mais alunos para os CEF (ou então rdução das turmas em funcionamento) e os convites para coordenar e leccionar estes cursos a tornarem-se mais ordens do que outra coisa.

Para além de que todo o trabalho de preparação das turmas feito necessariamente em Maio (selecção de alunos, autorização dos pais, definição de Conselhos de Turma, etc) cai por terra já à entrada de Agosto.

Os comentários que esta situação exigiria para ser devidamente expresso o estado de espírito e muitos colegas meus, conteriam necessariamente muito vernáculo. Mas acho que o destinatário mereceria isso e muito mais, para além de que não será coisa que lhe seja estranha.

Boa noite,

Não sei se já sabem mas continuamos a ter que levar com o Valter Lemos, com a Isabel Alçada a assinar de cruz…Efectivamente, para quem conhece a legislação dos CEF, e o que se vinha fazendo pelas escolas, que até levavam esta oferta formativa a sério, como tem sido o caso da minha, desde a sua implementação, ao contrário do que se tem passado noutras escolas, este Despacho que envio em Anexo, é absurdo e vem no mesmo sentido do reordenamento escolar, isto é, poupar não interessa com que consequências.

Por exemplo, na minha Escola, este Despacho tem claras implicações nos horários de muitos colegas, que já tinham apalavrado com a Directora, e comigo Director de 2 CEF´s, o prosseguimento das equipas pedagógicas, para o próximo ano lectivo. No meu caso, que só tenho tido CEF´s e que estava previsto continuar a ter dois novos cursos, na continuidade de outros que terminaram este ano lectivo, as implicações, são obviamente, também gritantes. O mesmo acontecerá noutras escolas e com outros colegas.

Assim, e mais uma vez, de forma cobarde, em pleno período de férias, o ME avança em parceria com o Ministério do Trabalho, ou melhor, sob a batuta de VALTER LEMOS e do seu ódio de estimação aos Profs., para um Despacho absurdo, que apenas prevê reduzir horas ao Directores de CEF, para além de lhes atribuir mais trabalho do que já tinham, retirando horas entretanto a outros colegas, de forma a poupar mais uns cêntimos. Até as reuniões semanais, que na minha opinião, dado as características de muitos dos alunos que integram estas turmas de CEF, antes previstas nos horários, ao que parece, passam a ter que se realizar não se sabe bem a que horas e com que
periodicidade…Continua a saga de exigir cada vez mais trabalho, e por menos dinheiro…numa clara proletarização do trabalho docente…

Fui hoje, em férias, confrontado via mail, com este Despacho, pela minha Directora, a qual também ficou abismada com tal conteúdo e nas implicações que o mesmo terá na organização do serviço e na atribuição de horas e cargos para o próximo ano lectivo.

E os Sindicatos onde andam, mais uma vez? De férias? Mas isso não andam já o ano todo?

A continuarmos assim, não sei de facto onde isto vai parar… quando será que também teremos outras tarefas, em substituição dos auxiliares de acção educativa? Sempre se poupavam mais uns trocos, no combate ao défice…

Há 4 anos atrás, deu-lhes a louca com os CEF, oferta formativa que considero importante, mas mal estruturada, como tudo o que vinha da Maria de Lurdes Rodrigues. Agora, devem ter chegado à conclusão que saem caros e o que interessa é poupar. Não interessa a esta gente, onde, nem como…em cima do joelho, lá vai Despacho….leiam a quantidade de legislação que este Despacho revoga…é mesmo incrível…

Abraço
José António Farinha

Anexo: despacho_conjunto_CEF.

José Sócrates continua a sua investida na área da Educação como parte da estratégia pré-eleitoral, fingindo ou sinceramente não percebendo que algo mudou e a sua estratégia comunicacional já não funciona como chegou a funcionar até ao início de 2008.

Desta vez o pretexto é a abertura de muitas mil vagas (126.000 diz-se) para cursos profissionais no Ensino Secundário.

Declara-se que esta é a via para corrigir um erro histórico. E acrescenta-se que também é para cumprir metas sugeridas pela OCDE.

O que José Sócrates parece querer ignorar, e na sua esteira Maria de Lurdes Rodrigues e cada vez menos crédulos úteis, é que a estratégia da quantidade (mais 38.00 vagas de um ano para o outro) dificilmente é adequada à situação de um país que tem imensa dificuldade em absorver a mão de obra existente e duvida com toda a a razão de qualificações e certificações produzidas aos baldes.

Quando o primeiro balanço do programa Novas Oportunidades é bastante esquivo em detectar pontos positivos na iniciativa (para além daquele pormenor da auto-estima), muito menos o rigor do ensino ministrado, seria o momento certo para apostar numa estratégia de consolidação da oferta e não propriamente de expansão de um sistema que pode garantir algum sucesso estatístico em matéria de qualificação e até combater algum abandono escolar precoce, mas à custa de uma mistificação, possível pela completa ausência de estudos sobre a inserção dos alunos de curso de CEF e EFA no mercado de trabalho para além dos estágios iniciais.

Muitos cursos ditos profissionais decorrem sem condições que possam, elas próprias, ser consideradas profissionais. Quem conhece o sistema por dentro sabe das suas imensas imperfeições, as quais não se combatem esticando ainda mais o que existe, antes de colmatar as falhas que existem.

Anunciar 126.000 vagas, 116.000, 136.000, 106.000 ou 146.000 é absolutamente irrelevante e apenas serve para satisfazer a agenda eleitoralista do primeiro-ministro.

Um primeiro-ministro que, ele sim, está sempre muito satisfeito consigo mesmo.

O que pode não ser histórico, mas é certamente um erro.

CEF1CEF238CEF239

tese completa a partir daqui.