Carta


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Sugestão da A.C.

Secret Teacher: a letter of application for the minister of education

Dear Sir, I wish to apply for the position of minister of education as the insults levelled at teachers by the current minister have undermined our confidence and freedom to teach effectively.

CARTA A MÁRIO NOGUEIRA – CONFIDENCIAL!

Exmo. Dr. Paulo Guinote:

No passado dia 5 de julho de 2012, a comunidade escolar ficou a saber que a Professora Feliciana Araújo do Centro Escolar Gueifães Vermoim, na Maia, não daria continuidade ao seu trabalho com a turma que vinha a acompanhar há dois anos.
Em nome dos Pais e Encarregados de Educação da turma pela qual a Professora era responsável, tomei a liberdade de enviar uma carta ao Sr. Presidente da República e ao Sr. Primeiro-Ministro, com o conhecimento do Ministro da Educação e da DREN.

Nessa missiva, que agora transcrevo, foi informada a intenção deste grupo de Pais preocupados de expor uma situação que consideram tremendamente injusta.

É com esse intuito que a missiva referida lhe é, agora, enviada – porque somos Pais preocupados que acompanham o S/ blogue.
Não podemos cruzar os braços e aceitar situações que colocam em risco o bom trabalho que os nossos filhos têm vindo a desenvolver, pela mão de uma profissional de grande competência – preterida, neste momento, por questões de índole logístico-numérica.

Em nome desses Pais e Encarregados de Educação preocupados com o futuro dos seus Filhos/as e Educandos/as, o meu muito obrigada, pelo tempo e atenção dispensados!

M.

Sou Mãe e preocupo-me com o futuro dos meus filhos!
O meu filho mais velho, de 8 anos, é um miúdo de sorte: integrou uma boa escola pública – o Centro Escolar Gueifães Vermoim, na Maia –, numa boa turma – o 2.º N do ano letivo de 2011/2012 – e com a felicidade de ser acompanhado por uma Professora dedicada – a Professora Feliciana Araújo.
Falo de uma Professora que aproximou Pais e Escola; de uma Professora que conseguiu orientar cada um dos seus 24 alunos e de os aproximar em termos de desempenho académico e pessoal, dando sempre atenção à singularidade de cada um; de uma Professora que fez com que os seus alunos ganhassem o gosto pela leitura (o quanto não se fala em lutar por isso!), pelo estudo, pelo desenvolvimento de projetos que até envolviam a família (quantas horas de televisão vegetativa não foram trocadas por cola, tesoura, livros e a Internet!) e pelo trabalho que, seguramente, os levará longe no futuro.
Soube hoje mesmo que essa Professora não vai poder continuar a acompanhar a turma com que trabalha tão produtivamente há 2 anos, por uma questão de números.

Sim, eu percebo a crise, os ajustes, as necessidades de sacrifícios e tenho-os levado a cabo a custo e com esses sacrifícios, mas com plena consciência de que tem que ser.
De que é por um bem maior; de que é por um futuro melhor para os meus filhos.
Mas não posso permitir que o meu filho, de ainda só 8 anos, possa ter esse mesmo futuro comprometido por uma questão numérica.
Claro que há mais professores de grande qualidade e que a mudança nem sempre é má – mas, neste caso, vai ser péssima.
Neste caso pode comprometer futuros agora brilhantes e convertê-los em fados complicados.

Por isso, optei por deixar a postura diplomática e resolvi dar a conhecer a minha opinião – que, creio, espelha a de mais 23 Pais e Encarregados de Educação.

Gostava de saber a quem pedir uma satisfação convincente sobre a situação, porque, admito, não a entendo.
Gostava que me explicassem como se eu tivesse 8 anos, porque é que vão retirar uma profissional competente, que deixa a classe bem representada, que personifica tantos princípios que ouvimos da boca do Ministro da Educação aquando da sua chegada ao cargo, de um posto onde ela pode marcar a diferença e assim abalar a continuidade de 24 crianças no sistema educativo nacional.

Tenho explicado aos meus filhos a crise mundial, as dificuldades nacionais e os sacrifícios pessoais no sentido de os ajudar a compreender o que realmente se passa e assim deles fazer futuros adultos conscientes.
Mas a tecla onde insisto em bater é que mais importante do que aquilo que temos é aquilo que somos – e que devemos ser trabalhadores, honestos, justos, solidários e humanos.
Como é que vou enquadrar esta perda – sim, é uma perda significativa e que perturba 24 Pais e Encarregados de Educação preocupados e as suas 24 crianças que ainda não estão, porque não sabem, mas que vão ficar inconsoláveis e sem vontade de voltar sequer à escola! – no quadro mental que tenho vindo a fazer?!
Como justificar que a Professora que tornou a escola um local onde aprender é agradável e prazeroso, que iniciou projetos de grande valor académico e pessoal lhes foi retirada por uma questão que não assenta no lado humano da preocupação para com os alunos, mas sim em princípios numéricos?

Lamento perturbá-los nesta altura com esta questão, mas a verdade é que tenho apregoado aos meus filhos que devemos sempre ser corretos e agir com ponderação e justiça, fazendo as nossas palavras chegar a quem de direito.
Ocorrem-me mais portas onde bater – e certamente o farei!
Mas, nesta fase inicial, de completa incompreensão e perplexidade, é aos Senhores que dirijo a minha preocupação: sou uma Mãe que a Vexas apela no sentido de que seja feita alguma justiça.
Tanto trabalho, tantas horas, tanto investimento em fazer das nossas crianças jovens que vão ao parque, que fazem trabalhos com os seus Magalhães, que saem da frente da televisão e da Playstation… para agora lhes ser retirada a orientadora-mor?

Li uma vez que na China, o único elemento que não tem de se curvar perante o Imperador é o Professor, pois uma terra sem Professores não pode ter Imperadores.
Li uma vez que há países onde o Professor é de tal maneira honrado que tem lugar de destaque em todas as situações relevantes das comunidades que integram.
E depois leio o que se passa no meu País.
Eu gosto do meu País: eu explico, comovida, aos meus filhos, o significado do 25 de Abril, dos Descobrimentos, das crises ultrapassadas e dos problemas sobrevividos.
E agora é sobre o meu filho e seus colegas que cai uma injustiça?! E sobre uma Professora que conseguiu, em alguns casos, o impossível?!
Não me posso calar, como compreendem!
Se fossem os vossos filhos ou netos, que faríeis?!

Tenho a certeza de que vão compreender a minha indignação e a motivação pela qual esta minha missiva segue ao V/ cuidado, com o conhecimento de jornais nacionais e o referido Ministro da Cultura.
Não podemos continuar a atacar-nos de dentro para dentro.
Temos de nos unir, de valorizar o que de bom temos, de motivar que os profissionais se superem, de forma a irmos mais longe.
Unidos! Não em estado de sítio interno.

Assim: permitam que a Professora Feliciana possa dar continuidade ao projeto desenvolvido com a turma dos nossos filhos.
Deixem-na trabalhar, porque ela fá-lo bem, com gosto e com resultados francamente positivos.
Meçamos as nossas fasquias por cima, não por baixo.
“E se a maior dívida que um país pode gerar é a perpetuação da ignorância”, permitamos a esta Professora combater a mesma!

Claro que, como a Professora Feliciana, há certamente muitos outros docentes em idênticas situações.
Não destruam futuros nem comprometam o desenvolvimento do país, por não terem a capacidade de preservar uma visão estratégica acertada.
Assumam a defesa do que é importante para não termos de continuamente lamentarmos os erros cometidos e sem consequências para quem os cometeu.

Assinado: uma Mãe indignada e inconformada!

Senhor Primeiro Ministro de Portugal

Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Senhor Ministro da Educação de Portugal

Senhores Deputados da Assembleia da República Portuguesa

Peço desculpa mas, num momento destes, não vou ter grande vontade em escolher as palavras.

Anexo o Texto de Revolta de uma jovem que luta e estuda, fora de Portugal, para melhorar o seu conhecimento à custa de imensos sacrifícios pessoais e familiares e que não vê resultados para a excelência desse esforço nem forma de voltar ao seu país e para junto dos familiares.

Percebe, isso sim, que, à sua volta, há gente saloia, oportunista e golpista com baixeza de carácter e falta de dignidade, sem ética e sem moral que se alapa no poder e trepa na vida de forma perversa, cruel e inconsciente, de uma forma ridícula que se presta a escárnio e com a mesma falta de princípios e valores que caracteriza, em geral, os políticos.

Essa gente saloia, pensando que um burro carregado de livros é um doutor ou um engenheiro, utiliza as mais ardilosas artimanhas só ao alcance de quem, não passando de ignorante, procura ostentar uma etiqueta académica, que nesse caso, sendo falaciosa, não passa de um reles penacho que os envaidece e lhes dá presunção, soberba, ostentação, jactância, poder e mando.

É uma VERGONHA.

Este país e nós portugueses, que trabalhamos e nos valorizamos profissionalmente de facto, sem qualquer reconhecimento pelo mérito e excelência, merecemos muito mais e muito melhor que um grupelho de saloios e chicos espertos que se pavoneiam com graus académicos encomendados e que, sem nunca terem feito nada na vida, escolheram a política como forma fácil de viver, mais fácil ainda que a mais velha profissão do mundo.

Compreendo muito bem esta jovem e com ela partilho a sua revolta pois se o sentimento de INJUSTIÇA e de MENTIRA já é excessivamente penoso para o suportarmos calados, pior é quando à sua volta existem cambalachos fétidos de gente que devia ser responsável e responsabilizada e NADA lhes acontece.

Uns vão para Paris, outros continuarão impávidos e serenos, sem vergonha na cara, mas o mais grave é que COM TODA A CERTEZA haverá muita mais gente na política e nos corredores do poder a viver serena e comodamente desta promiscuidade.

Fora da política pouco me incomoda porque quando é apanhado um falso padre, um falso médico ou um falso professor, vão a tribunal, são julgados e perdem IMEDIATAMENTE a sua falsa profissão.

Lamentável o estado a que se chegou, lamentável certa intimidade de quem tem poder, lamentável a forma como se encobrem nos meandros políticos e como não têm dignidade nem brio, lamentável como se age impunemente de forma manhosa e finória.

A formação LUSÓFONA e politiqueira de Relações Internacionais é tão reprovável como a formação INDEPENDENTE em Engenharia Civil, deveras criticada pelo mesmo oportunismo e aproveitamento sem preocupações éticas. Ainda que na legalidade, é REPROVÁVEL e VERGONHOSO pelo facilitismo e nenhum esforço, mérito ou excelência de quem se aproveitou conscientemente.

Do outro lado há MILHARES, … MILHARES de jovens que se esforçam, fazem sacrifícios, pagam anos e anos de propinas, sujeitam-se a exames sérios, vão para longe da família, esforçam-se, são os melhores alunos, fazem mestrados, fazem doutoramentos, querem saber, querem aprender. SÃO AVALIADOS!

Percebem, vossas excelências, a revolta e o desalento desta jovem Denise?

Eu percebo, partilho e também fico REVOLTADO.

Francisco Teixeira Homem

(BI 7356693)

Carta enviada à Presidente da Assembleia da República e Grupos Parlamentares com autorização de divulgação aqui no blogue.

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Escola Secundária Dr João Carlos Celestino Gomes – Ílhavo

Rua da Escola Secundária

3830-135 Ílhavo

moliveiradesousa@gmail.com

Assunto: Agregação de escolas – processo estranho em São Salvador de Ílhavo – DREC. Constituição da Comissão Administrativa Provisória (CAP).

[A Sua e V/Excelência,

Por ser uma matéria premente e com contornos graves num Estado de Direito,

Pelo tratamento dado à Escola Pública]

Assumindo as corresponsabilidades institucionais, em sede de Conselho Municipal da Educação, estive sempre ativamente solidário com a condução das várias matérias no seio deste órgão. Sobre este assunto, tudo decorreu no mês de abril, inclusive em reunião presencial com a Sra Diretora Regional de Educação do Centro – conforme é comprovado em documentação própria.

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de junho, os Despachos n.º 16551/2009, de 21 de julho, e n.º 13571/2010, de 24 de agosto, apontam para que, a bem da harmonização de processos e como garante de eficácia e eficiência, a escola sede do Agrupamento seja a Escola Secundária e que os membros das Direções possam assumir, em conjunto, a futura CAP.

O histórico das agregações de escolas em Portugal reporta que, praticamente em todos os processos, seguiram este procedimento.

Assim, estranha-se a condução, sem critério implícito ou explícito.

(…)

Pela extensão fica aqui o documento: Carta à AR sobre a agregação das escolas – Ílhavo.

Podia explicar porque acho que a agenda é impermeável a desalinhamentos, mas nem vale a pena porque os murchitos andam por aí a arquivar tudo o que se escreve, quem comenta aqui, de onde são e para onde vão.

No Blog DeAr Lindo:

Carta a Mário Nogueira

 …enviada pelo peticionário da petição à UE e posterior queixa ao Tribunal de Justiça da UE.

Esta chamada de atenção de Jorge Costa vem no sentido de salvaguardar o tempo de serviço de cada um dos docentes de forma a encontrar mecanismos que permitam a vinculação dos docentes em função da sua antiguidade em detrimento de um mecanismo legal pela sucessiva renovação de contratos.

” Exmo. Sr. Professor Mário Nogueira

(…)

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