Carnaval


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(c) Antero Valério

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(c) Francisco Goulão

… que só mal posso esperar  que termine ao terceiro dia.

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(c) Antero Valério

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(c) Francisco Goulão

Expresso, 25 de Fevereiro de 2012

… que fecharam ontem as portas, por cor clubística?

Honra seja feita à do meu concelho de residência durante muitos anos e de actual local de trabalho que, por entre muitas críticas que às vezes me merece, soube cumprir a tradição e deixar o pessoal livre para desfilar, mesmo se esse não é o meu cup of tea. Pelo menos houve coerência.

… poder estacionar em Lisboa sem pagar em plenas avenidas vermelhas. Afinal, os parquímetros da EMEL tinham o dia de hoje assumido como feriado.

Também tenho direito a reescrever o passado como muitos heróis de oportunidade que a posteriori embelezaram o currículo. E tenho até documentação iconográfica para comprovar como entre Maio e Junho de 1968 aderi convictamente à moda da Revolução Cultural, exibindo com orgulho a minha vestimentária oficial.

O autor enquanto guarda cultural em Junho de 1968, no rescaldo da sua participação nas revoltas de Maio desse ano, que levaram à sua desilusão com o marxismo soviético, tido como demasiado pacífico, acabando por optar pela via revolucionária apontada pelo camarada Mao.

Ahhh…. e ainda tenho o rádio que aparece na imagem e ttinha e tem onda curta, permitindo sintonizar a Deutsche Welle, a BBC e a Rádio Moscovo (quando havia).

Há uma diferença, que pode parecer ténue mas é fulcral, entre levar as coisas a sério e levar-se a si mesmo demasiado a sério.

Fim do feriado de Carnaval custa 2,3M só em subsídios

Colhido no FBook:

Fui às fontes ler, porque não queria acreditar:

A Assembleia da República dispõe de total autonomia em relação à organização dos seus trabalhos, bem como em relação ao corpo permanente de funcionários técnicos e administrativos que a Constituição lhe garante. Não se vislumbram razões que impliquem a necessidade de romper com a prática habitual e reiterada da Assembleia da República em relação à tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval. A decisão do Governo não é razão suficiente para que a Assembleia da República tenha de proceder de forma idêntica. A Assembleia da República não é um departamento ou serviço sob tutela governamental, mas um órgão de soberania que deve tomar de forma autónoma as suas decisões sobre a matéria em causa, devendo por isso, em relação ao feriado de terça-feira de Carnaval, ir ao encontro da importância económica, social e cultural que esta data tem na sociedade e junto da população portuguesa.

A minha opinião sobre isto é muito simples: se há a convicção de que existe aqui um abuso de poder, os deputados do PCP devem, após a recusa deste pedido que de si já acho um bocado coiso e tal, não comparecer no plenário e no trabalho em comissões.

Pelo menos seria o que eu faria numa situação destas.

Mais… seria de toda a coerência que todas as autarquias lideradas pelo PCP/CDU decretassem tolerância de p0nto para os seus funcionários.

Ora… até pode ser que isso aconteça, mas até ao momento os casos conhecidos são de municípios com gestão do PSD ou PS…

E seria bonito ser coerente.

Aliás, estou convicto que será isso que acabará por acontecer, até por ser o Carnaval uma festa com origens assumidamente pagãs e de desafio às hierarquias e à ordem social estabelecida.

(c) Antero Valério

Empresas param no Carnaval devido à tradição dos acordos

TAP e CTT mantêm o feriado do Carnaval

Câmara do Funchal vai dar tolerância de ponto aos funcionários

Câmara de Vila Real vai dar tolerância de ponto aos funcionários no Carnaval

Afinal, Figueira com desfiles no domingo e na terça

Depois de ter cancelado o desfile de terça-feira, Câmara recua e dá tolerância de ponto. É Carnaval e o Governo não pode levar a mal

… é aquela dos desfiles de Carnaval, tão tradicionais nas escolas do 1º CEB e mesmo em muitas dos 2º e 3º CEB… Os agrupamentos verticais têm destas coisas…

  • As escolas nunca fecharam portas durante os três dias… apenas na 3ª feira do Entrudo.
  • Há escolas e agrupamentos a marcar reuniões para um desses dias (2ª ou 4ª feira) num evidente exercício de aumento da produtividade de burrice.

Se, e só se, PPC avançasse com a tolerância – caía o Carmo; assim, como não, caiu a Trindade.

Resumindo, cai sempre qualquer coisa. Desmorona-se.

Essa é que é a tradição.

Estando o país em estado de permanente Carnaval, que sentido faz nomear um dia específico para o assinalar? Até o tom grave do PM a anunciar a coisa parecia retirado do Entrudo mais elaborado…

Governo vai propor fim de quatro feriados, dois civis e dois religiosos

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