Capital Humano


Rangel

Meninas, aquietai-vos. Olhai o recato.

Que emoção, meu Deus, que emoção.

Vale a pena ser fiel amigo do grande líder. Nem é preciso uma pacc, pois tem um currículo de luxo para o cargo.

José Maria Teixeira Leite Martins, João Almeida e António Manuel Costa Moura são os novos secretários de Estado

(…)

Já João Almeida, de 37 anos, novo secretário de Estado da Administração Interna, era porta-voz do CDS-PP e deputado eleito por aquele partido.  Licenciado em Direito, frequenta um mestrado em Economia e Políticas Públicas e é atualmente vice-presidente do grupo parlamentar do CDS-PP e porta-voz do partido. Antes da sua eleição como deputado foi adjunto da então vereadora Maria José Nogueira Pinto na Câmara Municipal de Lisboa, presidente do Conselho da Administração do clube de futebol “Os Belenenses” e secretário-geral do CDS-PP.

Alunos de escolas com contratos de associação com o Estado vão, durante esta semana, boicotar a saída das aulas, dormindo dentro dos estabelecimentos de ensino, numa iniciativa que conta com o apoio do movimento SOS Educação.

Há escolas públicas que vão mais à frente, alguns alunos já lá dormem durante o dia…

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Porque a tentação de poupar é capaz de ser forte de mais também por cá…

A teacher asks: do you want your child taught by a teaching assistant?

A teacher (who, probably unsurprisingly, wishes to remain anonymous) has contacted me to express her dismay at the way she sees her profession going. It is her views that are expressed below, although I have to say that I do have sympathy for them. I think classroom/teaching assistants can be a brilliant addition to any class – my daughter’s is utterly fantastic. However, they are not teachers, and should not be seen as such…..

Anyway, over to our guest poster, who is a primary school supply teacher:

“I was recently disappointed to learn that one of my favourite schools for working at as a supply teacher will no longer require my services. This is because the Infant and Junior schools are amalgamating and the (male) Junior head is taking over as head of the new primary school. Funny how it always seems to go that way. He is known for not using supply teachers but deploying teaching assistants to cover for absent colleagues, in the name of economy.

I admit to a vested interest, although I do tend to be offered more work than I can manage, so it’s hardly a big crisis for me. But what outrages me is that this school serves ‘challenging’ children and their families, in a relatively deprived area. I suspect that this head lives in a nice, middle-class suburb (as I do) and that his children’s head would be loath to follow this practice, for fear of alienating parents.

But am I wrong? How do other parents feel about their children being taught by under-qualified staff? And are there any TAs out there who feel exploited by this tendency? I’ve worked with some downright marvellous TAs who have said, quite bluntly, that they wouldn’t do a teacher’s job for their own wage even if they felt completely confident about managing a whole classroomful of children. I’d be interested to know…

Cinco mil professores na reforma desde Março

São mais de cinco mil professores que entraram na reforma, desde Março de 2008, quando se agudizou a luta contra o Ministério da Educação. Segundo os sindicatos, aposentam-se por descontentamento com a situação do sector.

Isabel de Melo é professora há 38 anos e há 11 anos que dá aulas de História na Escola Secundária Jaime Cortesão, em Coimbra. Precisava de trabalhar mais dois anos para não ser penalizada na reforma. Mas diz que não aguenta mais. Em Julho, quando fizer 60 anos, vai pedir a reforma antecipada, mesmo sabendo que vai sofrer uma penalização de 9%.

“Sempre gostei muito da minha profissão. Mas com esta falta de respeito do Ministério da Educação, não vale a pena o sacrifício. Quero sair”, confessou, ao JN, queixando-se do aumento do trabalho burocrático e criticando os modelos de avaliação dos professores e de gestão das escolas. “Sou do tempo do reitor. Não quero este modelo (gestão). Já o experimentei no fascismo”, sustenta.

São professores como Isabel de Melo que estão a pedir, em massa, a reforma antecipada. Desde Março, altura da primeira grande manifestação contra o Ministério da Educação, foram mais de cinco mil (ver caixa em cima) os docentes, de todo o país, que pediram a aposentação. “Estamos a falar de professores de topo de carreira, que já passaram por muitas reformas educativas. Trata-se de uma perda muito significativa porque são professores com uma grande experiência, que estão a ser substituídos por professores contratados”, sublinha, ao JN, o presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho.

Deve ser disto que Maria de Lurdes Rodrigues fala, por certo, quando se refere a rupturas. Obrigar a sair do ensino alguns dos seus profissionais mais qualificados com grandes perdas materiais, para abrir espaço para os generalistas bolonheses formatados para produzir sucesso a todo o custo.

Se são mais de cinco mil os que pediram a reforma, são muitos mais os que já acorreram aos sindicatos para determinar que perdas de vencimento terão se anteciparem a reforma, garante Mário Nogueira. “Isso tem a ver com um desgaste muito grande”, justifica o secretário-geral da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, adiantando que há docentes que assumiram perdas de 40% porque sentem que “não dá mais para aturar a política do Ministério da Educação”. (Hermana Cruz)

Deve ser a deste tipo de situações que Maria de Lurdes Rodrigues se refere quando fala da necessidade de rupturas, ou seja, levar grande parte dos profissionais mais qualificados a abandonarem o ensino com elevadas perdas materiais, de maneira a baixar os encargos orçamentais e abrir espaço para os futuros generalistas formatados à bolonhesa para o sucesso.

É mesmo a costela anarquista da senhora ministra a funcionar. Destruir o que existe para reconstruir uma Escola Nova. Acho que tentaram isso em vários pontos do mundo em sistemas de matriz totalitária. Parece que deu certo, mas só durante algum tempo.

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