Campanha Eleitoral


… se fazem campanhas eleitorais.

“Se for para tirar ainda mais, prefiro que não me aumentem”

Deolinda vai a pé para a fábrica, porque não tem para o autocarro. Na confecção de Adelaide, há operárias que “fogem” ao almoço para esconder o facto de não terem para comer. Aumentar o salário mínimo vai ajudá-las? Sim, desde que não seja moeda de troca para mais precarização, respondem Farinha Rodrigues, Carvalho da Silva e Pedro Adão e Silva.
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E olhem que – mea culpa – sei do que escrevo, pois ainda acreditei que existisse um pinguinho de vergonha no Pedro.

Não havia.

Líder da bancada do PSD garante que não haverá mais cortes de salários e pensões

A garantia foi deixada por Luís Montenegro no encerramento das jornadas parlamentares em Viseu.
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O que lhe vão chamar?

Aumentos regressivos?

Re-escalonamento salarial?

Recalibragem da cremalheira?

Sócrates vai entrar na campanha para as europeias

A promessa, tenho quase a certeza, não passará de treta para FNE assinar e arvorar uma vitória de Pirro, que será destruída pelos mecanismos concretos para que não passe verdadeiramente à prática.

Entretanto, como em outros momentos, o MEC ganha tempo e finge ter resolvido um problema.

Ministro da Educação quer vinculação “semi-automática” de professores contratados

Norma está a ser negociada com os sindicatos e poderá entrar em vigor no ano lectivo 2015/2016, seguindo-se aos processos de vinculação extraordinários.

 

… só resta saber se o PR vai fazer acompanhamento como nos tempos do engenheiro e da ministra MLR.

Passos e Crato inauguram escolas já inauguradas

Em plena pré-campanha eleitoral para as autárquicas, o primeiro-ministro e o ministro da Educação vão inaugurar dois centros escolares em funcionamento há vários meses.

Estes truques nunca são abandonados por muito que se exaltem novos valores, novos ciclos políticos, novas práticas.

Dark Money: The Rise of Outside Spending in 2012

Página 25 dos beneficiários do Intervir+ na RAM:

Se as regras foram cumpridas, a comparticipação regional na construção da sede e centro de formação do Sindicato dos Professores da Madeira (Despesa Pública – Comparticipação do FEDER) foi de 522.152,57 €. Meio milhão de euros. Como a despesa pública elegível é equivalente ao custo total elegível, isto significa que o SPM teve a coisa de borla.

Retiro críticas à presença de AJJ na dita inauguração. No fundo, a bem dizer, ele era o único que tinha o bilhete comprado. Os outros eram turistas ou meros locatários.

Vou fazer a coisa de modo organizadinho por partidos, ou quase.

Bloco – campanha que melhorou com o tempo, mas em conjuntura claramente desfavorável. Perante um Jerónimo de Sousa empático e um PCP empatado consigo mesmo, o Bloco tornou-se o patinho feio da comunicação social. Francisco Louçã, praticamente o único rosto para consumo generalizado, em fraca forma também não ajudou. Depois de uns meses desastrosos (até já custa repisar os erros relacionados com a colagem a Alegre e ao PS nas presidenciais, assim como com a moção de censura), a campanha eleitoral arrastou-se de forma algo penosa, que as arruadas da fase final não conseguiram ocultar. O Bloco, que pareceu coeso enquanto inchou e ganhou espaço, ao perder o ar começou a mostrar as fissuras resultantes de um enorme choque de individualidades só teoricamente crentes na força das massas. As sondagens, sucessivas, não ajudaram quem pensou que agora era sempre a crescer. Ao que parece, o Bloco vai voltar ao seu eleitorado mais fiel, sendo provavelmente a única força política a perder votos para o PS, permitindo que a queda de Sócrates seja menor do que poderia ser.

CDS – campanha festiva, completamente centrada num Paulo Portas cada vez mais pop-star e beneficiando da quase certeza de chegar novamente ao poder, em aliança com o PSD. Crítico das sondagens desde sempre, desta vez o CDS é levado ao colo por nessas mesmas sondagens até às urnas.Antes de alguns excessos algo folclóricos nos últimos dias, o CDS beneficiou de ter uma narrativa de campanha e de ter sabido disputar votos a PS e PSD. Outra vantagem foi ter produzido slogans e não um programa de Governo, até por saber que terá de se adaptar ao parceiro maioritário na futura coligação governativa. Neste momento a expectativa é tal que um resultado bom em outras alturas (10-11%) pode ser encarado como relativa desilusão.

CDU – campanha sem pontos altos ou baixos, igual a si mesma, com as vantagens e desvantagens de um eleitoral praticamente fixo e que atingiu um ponto de quase nenhuma elasticidade. Nem perde fiéis, nem convence os incréus. Jerónimo de Sousa é bem recebido pela opinião pública e pela comunicação social, mas isso não se traduz em mais votos porque – vamos ser sinceros – o PCP/CDU diz o mesmo que sempre disse, com ligeiras variações. Vai conseguir ganhar ao mano mais novo que andava armado em parvo e isso será – mesmo que não publicamente assumida – uma das satisfações maiores do rescaldo eleitoral. Quanto ao resto, a mensagem de resistência à ingerência externa tem o seu apelo, mas depois esbarramos com o desejo da construção de um TGV perfeitamente despropositado para o nosso país.

PS – começou em baixa, contra todas as expectativas, mas conseguiu criar durante algum tempo a ilusão de um retorno à corrida, graças a apoios explícitos ou ocultos de muita gente interessada em que o PS não saia do Governo. Mas na última semana a ilusão começou a ceder e percebe-se que a campanha já é uma sucessão de truques, feitos com um automatismo que deixou de intimidar adversários e comunicação social. Paradoxalmente, e apesar da centralidade de Sócrates, foi a campanha que de forma mais concertada apresentou uma equipa a trabalhar em conjunto. Mas o voto contra – como cobrança pelo desempenho de seis anos de desvinculação entre realidade e discurso -  tornou-se central na campanha e o PS corre o risco de ter um resultado pouco acima das desastrosas europeias.

PSD – corre o risco de ganhar porque esse era o seu destino e quase que o vai conseguir apesar dos próprios erros, graças ao demérito do adversário. Na pré-campanha e primeiros dias de campanha foram cometidos sucessivos erros, demasiada gente falou, de forma descoordenada, como se todos quisessem ficar tanto no retrato vitorioso que quase arriscaram a derrota. As sondagens começaram a assustar e muita gente se calou, desde os snipers internos aos cortesãos demasiado ansiosos. Com um programa eleitoral arriscado, num país que tradicionalmente vota do centro para a esquerda e nunca escolheu uma maioria governativa de direita com um Presidente da República da mesma cor, o PSD acaba em crescendo, beneficiando do voto contra. Resta saber se entenderá o que isso significa e que não pode fazer o que Sócrates fez em 2005, ou seja, inebriar-se com a vitória e ceder às tentações fáceis.

MRPP – o maior dos partidos não-parlamentares vive de um núcleo restrito de militantes e do mediatismo de Garcia Pereira, que se tornou uma personalidade televisiva com alguma importância nos últimos anos. Só que, chegando o tempo da verdade, os favores encurtam-se e os chamados pequenos partidos foram colocados fora dos debates. Garcia Pereira conseguiu uma vitória judicial mas, na prática, de nada lhe serviu devido à conjugação da escassez de tempo, do elevado número de debates que seria preciso organizar e do desinteresse por parte dos privilegiados pelo modelo adoptado pelas televisões. Resta saber se a vitória moral terá dividendos políticos, mas é muito duvidoso.

Outros partidos – do histórico POUS ao neófito PAN há de tudo um pouco, passando pelo Partido Trabalhista Português do entertainer e globe-trotter político José Manuel Coelho e pelo zen new age MEP de Rui Marques. Sem paternalismo, são tudo propostas muito localizadas, para nichos de um mercado eleitoral escasso. O balão de Coelho esvaziou e todos juntos terão votos que dificilmente chegariam para eleger um par de deputados se os dez partidos concorressem em coligação.

Cavaco Silva – um dos grandes responsáveis por este processo eleitoral intercalar, que de início fez uns avisos à navegação aos quais ninguém prestou verdadeira atenção. Depois calou-se, que é uma das coisas que deveria fazer mais vezes, se possível resistindo a enviar recados por interpostos canais. A sua insistência em querer uma aliança PS-PSD tornou-se demasiado notória, assim como – com outros – fez o possível para que o PSD não ganhe por muitos, exactamente para forçar a solução do Pântano Central. Disparatada a plantação de algumas notícias, em especial via Expresso, como aquela discordância (desmentida, claro) com uma orgânica de 10 ministérios. Vai ter, quase certamente, de aguentar um governo Passos Coelho/Portas, dois dos putos reguilas que nos anos 90 lhe fizeram frente, durante as suas largas maiorias. Não deve ficar muito feliz com isso. Ainda bem.

Esquecem-se na 1ª página as sondagens que foram anunciadas como sendo a novidade do topo do creme do creme e faz-se uma derradeira tentativa de apelo ao Pântano Central, buscando todos os argumentos para colocar o PS no Governo.

O Expresso fiel ao eixo Cavaco/Balsemão (e Soares?) até ao último espirro da campanha. Ao menos nos tempos do Independente a coisa era assumida fora do armário.

Nesta entrevista, desde o timing ao entrevistador, passando pelo título, tudo é muito bem programado.

Joana Amaral Dias diz que Francisco Louçã é um líder à rasca

A antiga deputada do Bloco fala do livro e de uma esquerda à rasca, que não conseguiu alternativas à troika. E aponta os “erros estratégicos” do seu partido nos últimos dois anos.

Depois do carinho mediático de alguns anos, o Bloco sofre o tratamento dispensado ao PCP nesse mesmo período. A diferença é que alguns dos dissidentes do PC tinham algo para dizer, um pensamento, um trajecto. JAD apenas tem a fotogenia e um ego que faz o meu umbigo parecer um anão enfezado e raquítico.

As primeiras páginas dos diários generalistas de hoje são bastante curiosas quanto às opções para caixas altas.

Enquanto o Correio da Manhã opta por destacar as perdas salariais na Função Pública, o I as perdas do fundo de pensões da Segurança Social e o Público os resultados de uma última sondagem que confirma a descolagem do PSD em relação ao PS, o DN e o JN optam por questões de saúde (português infextado com a pepineira e um menino que korreu de pois de alta no hospital).

Baixaram os braços?

A educação não superior nos programas eleitorais

… começa na infância.

Garcia Pereira num infantário, com um megafone e a falar de desemprego.

O Calimero Sousa achou isto muito deprimente, mas eu insisti…

Manifestação de  apoio ao ensino privado confronta Sócrates em campanha, a Juventude Socialista entra em acção e Sócrates defende novamente a redução do financiamento às escolas com contrato de associação.
2:36 e Passos Coelho defende um financiamento que garanta que as escolas com contrato de associação não encerrem.
Recolha do Calimero Sousa
Olá Amigos,
Decidi ir a Lisboa no último dia de campanha eleitoral (3/6/2011). Levarei todas as mensagens e sapatos que tenham a bondade de me entregar e farei os possíveis para os entregar ao actual Primeiro Ministro em gestão e também deixarei recado para que sejam entregues ao próximo Primeiro Ministro.
Estarei amanhã, dia 2 de Junho entre as 18 e as 19 horas, na Praça Melo Freitas, para recolher as tais mensagens e os sapatos que me queiram confiar.
Para mais informação sobre esta acção podem consultar o meu blog: http://pharmacon.com.pt/
Um grande abraço solidário
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António Morais
MEP também viu reconhecido o direito aos debates televisivos, a par do PCTP-MRPP. Estações de televisão estudam proposta

Montijo, 13.00, um restaurante simpático e económico numa zona popular, quase defronte de uma das Escolas Secundárias. Espera um tipo comer descansado um almoço rápido quando dá de frente com os vips da campanha regional do PS. Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Ana Catarina Madeira, Maria Amélia Antunes, Eurídice Pereira e mais uns quantos que um pilar gentilmente me ocultou, enquanto outros desconheço em absoluto e outro mais valia não saber quem são (coisas de vereadores e assessores, tudo muito agarrado ao tm, como se algo importante se tratasse).

Até a grelhada mista se me ia engasgando. Mas sou forte e robusto e, atendendo a que há 4 horas e PCA à espera, meio jarrinho de branco da casa bem fresquinho fez com que os detalhes ficassem menos estremecidos. O importante foi não haver encontros a caminho da privada.

Consta que o PC já passou por ali. Ainda pedi desconto ao dono da casa, devido ao atraso no serviço por causa da enchente, mas os tempos são de crise. À cabeça paga-se 5 a 8 euros, 10 no máximo, quando se abusa.

Respeitei a privacidade do repasto, mas não a da viatura.

Mega Ferreira e Inês Pedrosa apelam ao voto no PS

O limite de caracteres seria excedido aqui no WP se elencássemos a sucessão de cutelaria e afins que estas senhoras e senhores acumularam nos últimos 10-15-20 anos. No caso de AMF desde quase o Mesolítico…

Será o mesmo com certas sondagens?

… que a foto que acompanha a notícia é um bocado…

Portas: “Em questões sociais sinto-me à esquerda do PSD”

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