Calendario Escolar


Despacho n.º 8651/2014. D.R. n.º 126, Série II de 2014-07-03, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinetes do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar e do Ensino Básico e Secundário.
Determina o Calendário Escolar e o Calendário de Exames para o ano letivo de 2014-2015.

Eu sei que tocar nas festividades religiosas é coisa para se ser anatemizado e grelhado em fogo lento pelos que aceitam toda a blasfémia menos a verdadeira.

Mas…

… que sentido faz ter dois períodos de aulas de 3 meses e depois o 3º, que é o decisivo, ter as coisas todas acumuladas em mês e meio?

A Páscoa não é ao domingo? A 6ª feira santa não pode ser comemorada em conjunto, num feriado encostado a esse fim de semana?

Temos de andar todos (alunos, antes de mais) a arrastar-nos pelas escolas por falta de coragem em estabelecer um calendário escolar racional?

Se nem a Restauração da Independência respeitam… ficam tod2s encrespad@s se tocarmos nos santos?

Calendário Escolar 2013/2014

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Aqui: Calendário Escolar 2013.2014.

As datas previstas para os exames/provas finais do 1º e 2º ciclo, em particular no caso deste, são um disparate.

No caso da pausa prevista para a altura do Natal, penso que falho qualquer coisa na cópia do calendário escolar de uma qualquer zona da Alemanha ou desses países que têm muita neve nessa altura.

… é ambrósia no meu.

Ora bem… parece que há gente a acordar de um longo torpor e a insurgir-se sobre esta passagem de um projecto de decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros, mas ainda não publicado oficialmente (com o número de 268/2012):

Capitulo II
Art. 4º
Medidas no ensino básico
1 – Sempre que forem detetadas dificuldades na aprendizagem do aluno, são obrigatoriamente tomadas medidas que permitam prevenir o insucesso e o abandono escolares, nomeadamente:
a) No 1.º ciclo, através do reforço das medidas de apoio ao estudo, que garantam um acompanhamento mais eficaz do aluno face às primeiras dificuldades detetadas;
b) Nos 1.º e 2.º ciclos, através do prolongamento do calendário escolar, salvaguardando um número de dias de descanso, nomeadamente cinco dias úteis nas interrupções do Natal e da Páscoa e 30 dias úteis no período de férias de verão;
c) Constituição temporária de grupos de homogeneidade relativa em termos de desempenho escolar, em disciplinas estruturantes, tendo em atenção os recursos da escola e a pertinência das situações;
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Notei que, em alguns comentários, há uma espécie de sublevação retórica de colegas que protestam contra tal situação no 1º CEB (chegam a esquecer-se que também é para o 2º) e invectivam estes e aqueles por se sentirem especificamente lesados em algo que não acontecerá nos restantes ciclos de escolaridade.
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Pois… o problema é o desconhecimento… porque se tomarem cinco tostões de atenção, em especial no Secundário, há colegas que ainda andam a dar aulas a turmas inteiras de Cursos Profissionais e, na prática, não podem faltar um dia sem serem obrigados a repor aulas até atingirem o número de horas determinado para todos os módulos, unidades etc. Não falando ainda do acompanhamento dos estágios. Julho afora… até…
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Se isso é bom, se devemos admitir medidas negativas para uns só porque já existem para outros?
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Não, não é. Mas também é bom que, antes de dispararem contra os vizinhos, se informem sobre o que dizem.
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E, por uma vez, vou defender os sindicatos de acusações nesta matéria porque, oficialmente, as “férias” não começam em Junho (as minhas são dia 28 de Julho, salvo erro), pelo que certos argumentos de ultraje apresentados publicamente, sem a devida contextualização, ainda fazem é um ricochete do caraças…

No site do ME está o projecto de despacho. É curioso como a nota do Gabinete de Comunicação está datada de 31 de Maio.

… a concretização do fim do conceito de férias para muitos docentes envolvidos na classificação e reapreciação dos exames nacionais, bem como de quem fizer parte do secretariado de exames.

Ler aqui.

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