Botox Pó Povo!


A maioria absoluta está garantida.

Câmara de Lisboa aprovou perdão fiscal de 1,8 milhões ao Benfica

Avaliação continua justifica diferença entre classificações

Isto significa que as escolas que não dão notas inflaccionadas não fazem esse tipo de avaliação?

A culpa é, então, dos que dão notas alinhadas?

Foi interessante a lavagem que a RTP fez acerca deste assunto. Eu tenho uma teoria sobre isso, mas… baseia-se apenas na observação de afinidades e trajectos.

Foram as palavras que mais me ocorreram para um pequeno depoimento, gravado no fim da semana passada, que talvez surja no enquadramento do debate de hoje à noite na SICN com o actual MEC e alguns dos seus antecessores, não sei exactamente quais (há sempre a possibilidade do inefável Couto, aquele que tem o maior desfasamento entre o que fez e o que pensa que fez).

A verdade é que o “mais com menos” e o “sangue novo” que estaria para vir para as escolas foram sempre fórmulas bacocas e vazias de substância, excepto no que se refere a esgotar por completo quem ainda tenta ter um mínimo de profissionalismo nas escolas.

Quem tinha idade ou condições para se aguentar com uma aposentação duramente amputada, foi-se embora. Sobre o anedótico processo de rescisões, nem é bom falar. O “sangue novo” das vinculações extraordinárias trouxe umas centenas de colegas praticamente com a mesma idade dos que já estavam nos quadros. Os contratados, em grande número, andam em duas ou três escolas para conseguirem acumular horas e tempo de serviço.

Acredito que nada disto, ou muito pouco, venha a ser aflorado esta noite, pois @s ex-ME(C) formam uma espécie de confraria em que as diferenças são muito menores do que as afinidades e os seus “fantasmas”: a máquina monstruosa da 5 de Outubro, o poder dos sindicatos, o corporativismo dos professores, a centralização do sistema. Tudo tretas, mas que são apresentadas como falhas “sistémicas” que se andam a corrigir há 20 anos.

O problema é que quase tod@s os que passaram pelo cargo acabam por confluir numa série de chavões, sendo que o que está agora em acelerado progresso é o da “descentralização” que se quer fazer passar por sinónimo de “municipalização”.

Articulá-lo com”autonomia das escolas” é um ovo de Colombo, mas um ovo de avestruz obesa ou a quadratura de um triângulo. É simplesmente uma impossibilidade.

E falar de “proximidade”, de “legitimidade democrática” dos autarcas (quando foram eleitos, sabia-se disto? sabia-se quem seria o vereador da Educação?) é a chapa cinco do momento. Invocar “o interesse dos alunos”, o recurso retórico com barbas por fazer que já atinge a obscenidade política e serve para tudo, em especial quando é para dar a entender que os professores estão contra esses interesses.

Que Nuno Crato vai passar por este debate com poucos danos e sem mostrar que ainda está a milhas de perceber o que andou a fazer e a deixar que fizessem, estou mais do que certo. A cortesia, na hora da saída, tem muito encanto e a vidinha é assim, pois todos acabarão por se cruzar aqui ou ali e é feio apontar dedos que podem ricochetear.

Que se lixem os mexilhões.

Tribunal de Contas “perdoou” desvio de 6,4 milhões para as contas dos partidos na Madeira

Sentença absolve deputados acusados e censura o Ministério Público por não responsabilizar os gestores dos partidos.

DE onde vem o alvoroço? Descobriram agora uma prática com décadas? Não sabiam que os filhos dos emigrantes são tratados nos países “avançados” da Europa como completos “deficientes” apenas por não terem a língua lá do sítio como a materna?

Vá lá… por favor… digam-me que só souberam disto em finais de 2014!

E já agora, digam também que não é esta a prática que se quer generalizar para promover o sucesso e, alegadamente, combater o insucesso escolar, dar menos e pior a quem precisaria de mais e melhor, só que se considera que sai caro e eles não merecem.

Exp8Nov14

Expresso, 8 de Novembro de 2014

… uma variável, um sofisma, uma mera enunciação discursiva.

Pelo que me enojam bastante as criaturas engomadas que falam dela em termos de abstracção ou relativização do género ah-no-sudãoé-que-há fome.

E largam bitaites como se percebessem de algo mais do que aproveitar a inépcia do MEC para fazerem avançar o que estava encalhado (desregulação total da contratação de professores), com o beneplácito do vácuo presidencial.

Conseguem dizer que a bosta que fizeram foi a senhora do lado que fez.

Qualquer semelhança entre as declarações destes senhores e a realidade é mera e involuntária coincidência.

O outro já está arrumadinho. Para onde irá depois a Maria Luís? Porque estas coisas merecem recompensa…

Depois das pensões, os diplomas relacionados com os salários serão aprovados “nos próximos dias”. O Governo quer que as peças-chave do Orçamento de 2015 sejam o quanto antes escrutinadas pelo Tribunal Constitucional para, em Setembro, saber com o que conta.

Se o TC aprovar, o recrutamento já foi bem feito, senhor presidente do PSD, por vezes PM?

Algodão doce e pouco mais

 

O “Contrato de Confiança” destinado a aliciar os portugueses ao voto no PS é especialmente vago no que se refere à Educação, estando repleto de lugares-comuns e fugindo quase por completo a especificar o que pretendem os socialistas fazer caso sejam Governo.

Apontam-se quatro apostas – na inclusão, na qualificação, nos professores e na adaptabilidade – que poderiam ser subscritas por qualquer partido, da Esquerda à Direita, pois são enunciações destituídas de substância. Em todo o documento, apenas se estabelece uma meta (reduzir para 10% o abandono precoce) e se assume uma medida concreta (consultar a OCDE para “uma reavaliação do sistema educativo”). Tudo o mais, são formulações abstractas mas sem qualquer compromisso real.

Não se identificam políticas que se considerem erradas, não se apontam prazos para novas orientações e em nenhum ponto se consegue encontrar um único sinal de mudança de rumo em relação ao modelo de concentração da rede escolar pública ou da sua gestão. As promessas de investimento na escola pública e de diálogo com os professores valem o que valem, pois são dados adquiridos de qualquer caderno de promessas.

A aposta na “adaptabilidade” mais não é do que dizer que será continuada a política partilhada pelos governos da última década de fragmentar o sistema público de ensino sob o falso pretexto do seu excessivo centralismo e entrar na sua municipalização.

Por fim, fica por ali um aroma inicial de crítica à existência de exames na defesa da “inclusão”, mas nada se diz em relação a mudar o sistema actualmente existente. Talvez sirva para seduzir quem já quer ser seduzido, mas… é apenas isso. Muito pouco.

FMI diz que despedimento individual em Portugal continua difícil

Acto I – O profissional não é para chegar aos 50%, é apenas natural que chegue lá.

(importa-se de repetir, para que se perceba a diferença?)

IMG_3798IMG_3799

Acto II – Vamos vincular mil e picos para fingir que fazemos o que a lei manda…

(e que é algo muito diferente, que é vincular não um número específico, mas quem cumpre o que está na lei que se quer harmonizada entre público e privado numas coisas, mas não em outras…)

IMG_3800

Acto III – Nós cortámos esmagadoramente mais por assumida opção e o MEC sente-se bem com isso.

(mas nesse caso para que precisamos de um ministro da Educação?)

IMG_3801

Jornal de Negócios, 20 de Fevereiro de 2014

A legislação é má, mas ouvir o Vespa Soares a explicá-la provoca danos intelectuais por determinar.

Governo aprova cinco critérios para despedimentos sem acordo dos parceiros sociais

 

Não chega o que te fizeram, ali queimadinho em fogo lento. para o Pires de Lima te ficar com o lugar e agora ainda te armas em estratega político?

Vai lá para a OCDE, dá-lhes o IBAN e deixa-te de conversas.

Santos Pereira defende «pacto político» entre PSD e PS

Ex-ministro também defende que Portugal vai precisar de um novo acordo de concertação social.

… de me limpar 20% do salário mensal num par de anos? Fora o resto?

Por que será que há tanto receio em enfrentar certos lobbys? Medo de não arranjar emprego após varridela eleitoral? Os contratos só são blindados quando há arnôs envolvidos? Ou ritas?

Governo espera aprovação dos bancos à renegociação das PPP até Março

Divulgo mas nem quero consultar:

Vencimento dos professores em 2014 (2)

Sobre os resultados do PISA 2012, o programa de avaliação de alunos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que motivaram o requerimento potestativo do PS e a presença de Nuno Crato hoje no parlamento, o ministro afirmou que “há limites para o aproveitamento político das coisas”, sublinhando que não se pode atribuir ao programa de Matemática introduzido por Maria de Lurdes Rodrigues em 2007, e revogado por Crato, a melhoria de resultados de Portugal na avaliação do PISA 2009.

O ministro referiu, tal como a deputada social-democrata Maria José Castelo Branco, que só em 2010 o programa da ministra socialista de Sócrates teve efetiva aplicação nas escolas, defendendo ainda que a evolução do país nos indicadores da OCDE resulta de uma década de trabalho e não da intervenção específica de um ministro ou um Governo.

Mas depois estraga tudo, pois 2015 está quase aí e então é que eu quero ver os resultados e quem os reclama porque não será um programa introduzido em 2013 que, segundo a lógica anterior, vai ter efeitos nesse ano…

Nuno Crato disse ainda que a média da OCDE não pode ser o objetivo do país e que “em 2015 Portugal tem condições para estar no pelotão da frente” da lista de nações com melhores resultados neste programa de avaliação.

Porque das duas uma: ou há bons resultados e então esses não são resultado da actual mudança, ou são maus e então lá se foi uma década de trabalho por água abaixo e ninguém aparecerá a reclamar a paternidade da coisa.

… até porque podemos encontrar nomes conhecidos entre candidatos… e depois entre os escolhidos, que esta coisa dos concursos públicos é muito gira e disfarça mal.

Na Bolsa de Emprego Público há 19 concursos com um prazo curtíssimo  (entre 23/27 de Dez e 07 de Janeiro) de resposta e com critérios de selecção muito sugestivos, pois, parecem, ser feitos à medida. Entre esses…

  • 3 Subinspectores gerais da Inspeção (MEC)
  • 1 Inspector-geral da Inspecção da MC
  • 2 Subdirectores da Direcção Geral de do Ens. Superior
  • 1 Director-Geral do Ens. Superior
  • 2 Subdirectores da Direcção Geral do Ensino Superior
  • 2 Subdirectores da Direcção Geral da Educação
  • 1 Director Geral da Direcção Geral da Educação
  • 1 Director Geral da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares
  • 2 Subdirectores da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares

Tudo de enfiada, que é para ser rapidinho… e passar quase despercebido nesta quadra festiva…

Agradecendo ao F. Guilherme pelo alerta.

Espera-se que caia de Maduro?

Defenestra-se sem dó?

Mostra-se-lhe publicamente um ramalhete de hairy asses como nos bons velhos tempos das jotas?

Acorda-se o Aníbal do longo sono?

Chama-se a polícia de choque?

… para ser recebida por um PS órfão de alguém que tenha um discurso (mesmo que errado ou oportunista) sobre Educação…

Exp30Nov13

Expresso, 30 de Novembro de 2013

Parece que houve cerimónia em torno dos 0,2% de crescimento que declaram o fim da crise e da recessão técnica. Era bom que soubéssemos a margem de erros de tais cálculos. Em tempos de Gaspar os desvios eram colossais. Em tempos de Maria Luís e António não me parece que a coisa seja melhor.

Entretanto, o povo rejubila, à espera da técnica que lhes trará paz, pão, habitação, saúde, educação.

Página seguinte »