Blogues


Blogues escolares premiados com viagens para EUA

O concurso ‘Ler em Português’ vai premiar professores e alunos de português com viagens a Portugal e EUA os melhores blogues de escolas dos dois países, com conteúdos ligados ao Plano Nacional de Leitura.

Mas com a FLAD à mistura, no way… A senhora continua lá…

… afinal sois professores, correcto?

Por uma Miss Snuffleupagus, que assim se apresenta:

I teach in a state school in inner-city London. I’m black. I want to change the world – one kid – one school – one policy at a time. I blog because I need to stay sane. But my blogs won’t necessarily stay up for long… so be quick! And while I have been blogging for over two years, I am not sure how much longer I will last… My views are a little controversial. What I say makes sense. It’s just that we don’t like to make sense anymore. My goal in life is to find perspective again.

Estamos num momento de acalmia e amolecimento relativo. O acordo, em conjunto com um novo processo negocial distendido no tempo (agora já não há urgência em reunir todas as semanas até de madrugada)  tinha, entre diversos outros, esse objectivo de anestesiar um pouco o clima nas escolas.

Não se vislumbra no horizonte próximo nenhuma convergência massiva de descontentes para lado nenhum – e não será dia 5 que vai acontecer, digamos o que dissermos – e, por isso mesmo, é talvez altura de se pensar com alguma serenidade para que (também) serve este espaço novo de debate e circulação de informação que é a blogosfera.

  • Devem os blogues animados por professores e com temáticas mais politicamente empenhadas nas questões educativas, numa perspectiva mais próxima dos docentes, continuar apenas ou predominantemente a tratar de questões relativas à luta? Entrar – ou continuar – numa fase de piloto automático, em que se procuram tocar de forma repetida os pontos sensíveis e estimulantes de quem está mais motivado para a contestação e crítica do que chega de cima?
  • Ou devem os blogues substituir ou complementar esse tipo de intervenção, com uma acção de um tipo reflexivo diferente, lançando outros temas para discussão, apresentando elementos para uma compreensão mais alargada das questões que constituem e envolvem o processo educativo?

A resposta de curto prazo, de quem prefere colher os louros da contestação permanente é a de se continuar com mais do mesmo, disparando sobre tudo o que mexe e repetir ad nauseum o mesmo argumentário, secundarizando todas as outras temáticas e tornando-se uma espécie de câmara de eco dos espaços específicos do movimento sindical ou aparentado?

A resposta que olha para médio e longo prazo, mesmo que à custa da diminuição (aparente, por vezes só aparente) das audiências e comentários inflamados, é a que aposta na discussão de temas que farão, obrigatoriamente, parte da agenda educativa dos próximos anos: a discussão em redor da configuração do sistema educativo, não apenas quanto à reorganização curricular, mas igualmente em relação ao necessário aperfeiçoamento do modelo de gestão escolar, à conjugação entre sector público e privado, à formação (inicial e contínua) dos docentes, aos modelos pedagógicos dominantes em cada área disciplinar/científica, à incorporação das novas tecnologias de um modo eficaz na sala de aula.

O blogue criado em equipa por um grupo de amigas e colegas na formação concluída ontem. Agora é esperar que o bichinho tenha ficado para o ir mantendo e actualizando.

Professor com blogue humorístico vai mesmo deixar a Universidade do Minho

O Conselho Científico do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) da Universidade do Minho (UM) ratificou a decisão de não renovação do contrato que liga Daniel Luís àquela instituição. O docente do Departamento de Sociologia da Educação, que mantém o blogue humorístico Dissidências, viu assim confirmada a primeira decisão tomada, há um mês, pelo conselho de departamento.

O blogue é este e tudo isto é ridículo, a menos que já sejamos governado pelo Alberto João em dia de ressaca.

Umb7Jul09

Tabela de hoje do Blogómetro. Há uns tempos que não conseguia chegar ao top 10, logo atrás das raparigas desnudas, semi-desnudas e/ou em poses libidinosas.

Só para demonstrar que o clima não está a arreefecer, apesar o tempo nublado e da aragem fresca.

re-pastonoumbigo

Só agora, e graças ao Ricardo, descobri que , afinal, Alexandre Ventura conseguiu introduzir no relatório final do CCAP um elogio desmesurado à influência dos blogues na luta contra a tentativa de impor  de modo totalitário e sem contraditório o modelo de avaliação do desempenho docente.

CCAPBlogues

Repare-se que não se diz que a informação divulgada foi errada ou enganosa. Apenas que «perturbou» por ser «múltipla».

De qualquer maneira percebe-se que, afinal, os blogues tiveram uma penetração forte nas escolas, mesmo nas mais adesivadas ou com caciques mais papistas que a papisa. E que tiveram influência ao informar.

É o raisparta do problema da democracia em funcionamento e em rede. Isto na Coreia do Norte tinha sido implementado num instantinho.

Cortava-se o acesso do povinho à net ou colocavam-se uns filtros tais que só mesmo o Tony Carreira e a Ana Malhoa passariam pelo crivo, mas apenas se devidamente compostinhos, penteadinhos e com as tatuages e protuberâncias  escondidas.

R ainda quem ande a querer dar lições de pluralismo ao Irão…

Basta que eliminem alguns dos problemas… como o desaparecimento de entradas, a impossibilidade de postar vídeos que não do Youtube e outros aspectos mais fechados da plataforma:

Blogues: WordPress com 180 novidades e menos 790 problemas

A plataforma de blogues rival da Blogspot lança hoje uma versão remodelada. Já disponível para download, o WordPress “2.8 Baker” promete aos bloggers mais de 180 novidades e assume ter corrigido 790 bugs (falhas na programação) citadas por utilizadores e programadores. Resultado: blogues mais fáceis de editar, e muito mais rápidos.

Blogues influenciam actuação dos sindicatos de professores

Paulo Guinote defende que os movimentos espontâneos de professores obrigaram as forças sindicais a ouvir mais os professores. Carlos Chagas recusa que sindicatos tenham sido ultrapassados nos últimos meses

“Os blogues limitam-se a retratar o mal estar que se sente nas escolas”. Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, responde desta forma às afirmações do presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, que defende que “a proliferação de blogues de professores, associada à actuação dos sindicatos e dos media, criaram contra-informação no processo de avaliação, que acabou por influenciar os professores”.

Para Paulo Guinote, o acesso aos blogues é motivado pelo facto de os professores se sentirem insatisfeitos com o processo de avaliação e procurarem informações sobre a aplicação do modelo. “Os blogues constituíram-se como uma quarta fonte de informação, independente de sindicatos, Ministério e comunicação social, que têm agendas próprias. E o que se observa é que os que têm mais visitas são os que não têm ligação a partidos ou sindicatos, ou seja, as pessoas não os lêem por seguidismo, mas porque acham que os autores reflectem o seu quotidiano”.

O autor de A Educação do Meu Umbigo reconhece que estes fóruns de discussão digitais geraram um movimento de professores anónimo, que influenciou os próprios sindicatos. “Basta analisar a retórica sindical. Os sindicatos agora consultam os professores nas escolas, em jornadas de reflexão, quando até aqui os delegados sindicais limitavam-se a apresentar as conclusões dos sindicatos. As decisões passaram a ser influenciadas de baixo para cima”, argumenta Paulo Guinote, que ainda assim reconhece a importância dos sindicatos enquanto representantes dos professores nas negociações com o Ministério da Educação.

Entendimento partilhado por Carlos Chagas, secretário-geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) e dirigente da Plataforma sindical, que não deixa de reconhecer a influência das posições que ganham forma nos blogues. “A blogosfera é muito positiva para divulgar posições, temos de estar atentos às opiniões de pessoas que geralmente não as conseguiam difundir”. No entanto, Carlos Chagas defende que os sindicatos “lideraram a luta contra a avaliação e absorveram posições maximalistas e negociaram com o Ministério”. (Pedro Vilela Marques)

Para que conste, nenhumas declarações foram «descontextualizadas».

Apenas foi necessário seleccioná-las, ficando de fora, por exemplo, a questão óbvia de se saber quais foram as 30 escolas, especificamente, que se voluntariaram para case-studies do ME e quais foram as 10 visitadas pelo Presidente do CCAP, pois só assim será possível saber se o que é afirmado por Alexandre Ventura corresponde à realidade ou se é o mero reflexo de alguns PCE/Directores quererem ficar bem no retrato ministerial.

Porque há por aí muita situação oculta com base no medo. Basta-me recordar um caso em que me prometeram elementos sobre o abuso completo de uma liderança forte na condução da avaliação – recusa liminar de requerimentos, não permissão de revisão dos OI ou de retirada do pedido de aulas assistidas feitas em outubro – mas depois nada apareceu, «porque sabem lá na escola  que te conheço». Ou aliciamentos directos com a oferta da direcção de cursos CEF e a promessa de reduções de horário para o próximo ano lectivo com outras justificações.

Entretanto, continua o movimento giratório no CCAP com mais uma saída por aposentação e uma entrada. Desta vez é um José Manuel Gonçalves Lopes, professor de Física e Química da Escola Secundária Jaime Magalhães Lima, em Aveiro que entra, nomeado pelo despacho 8990/2009 de 31 de Março, em substituição de Maria João Alves Guerra que deixou o Conselho na sequência de aposentação.

No caso das declçarações de Carlos Chagas, nada a contrapor, pois também afirmei a Pedro Vilela Marques que para o ME é essencial existir um interlocutor dos professores para negociar e nenhum autor de blogue pretende assumir esse papel de representação formal. Já quanto à absorção de «posições maximalistas» algo haveria a aprofundar, mas não interessa agora seguir esse caminho. Aliás, o Sindep é um bom exemplo da radicalização do discurso sindical, chegando em alguns momentos a ultrapassar nisso a Fenprof.

O PSD parece animado com a sua investida na blogosfera em matéria de recolha de opiniões e visitas. É verdade que tivemos direito a muitos textos sobre Educação, alguns mesmo de «escritores» de nomeada, lá na esquina do quarteirão.

A sério: houve bons textos. Aquele foi uma excepção, mas o nível médio foi interessante.

Ensaiou-se um movimento. Resta saber o que fazer com ele. O que resultará disto?

O blogue fecha hoje, depois do debate, e não se fala mais nisso?

É feito algum digest(ivo) dos contributos recebidos?

O PSD tem alguma ideia nesta matéria que o distinga do PS no poder ou apenas difere no tom e naquela coisa da «liberdade de escolha» que já cansa, porque sabemos que só não existe para quem é distraído?

Ou isto foi porque o PSD não tem mesmo ideias nenhumas diferentes e quis ver se arranjava matéria-prima para inquirir a Ministra?

Pedroso desiste de 49 crimes contra bloguer

Deputado do PS desistiu de queixa que apresentou por difamação e pagou os 2500 euros a que foi condenado
O deputado do Partido Socialista, Paulo Pedroso, desistiu esta sexta-feira de uma queixa apresentada contra o autor do blogue Do Portugal Profundo, que estava a ser julgada no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa.
António Caldeira, responsável pelo conteúdo do blogue, estava sentado no banco dos réus acusado de 49 crimes por difamação. Pedroso queria ainda uma indemnização cível no valor de 150 mil euros. Mas, na oitava sessão do julgamento, o deputado socialista desistiu da queixa.

Neste caso à pretensa má fama da blogosfera que tantos gostam de destacar quando lhes apraz e dá jeito, dos opinadores que dizem não passar por cá aos que dela fazem o uso que querem mas sempre com um anojado pela companhia.

A situação é simples e acho que conhecida de muitos.

Há alguns dias circulou um mail (que recebi várias vezes entre 19 e 24 de Setembro) com uma petição em defesa dos azulejos que Maria Keil ofereceu ao Metro de Lisboa e que estariam em perigo de destruição. No texto em anexo, para além das questões de defesa do património, alegava-se que Maria Keil não teria direito a qualquer indemnização pelo acto atentatório da sua arte.

Sinceramente não sei o que me fez hesitar quanto a postar uma petição que me parecia bastante razoável. Falta de tempo, distracção e um pouco a estranheza quanto ao facto de Maria Keil não aparecer citada em lado nenhum como impulsionadora, subscritora ou meramente patrona da iniciativa. Assim como não estava bem a ver do que se trataria, pois não me estava a lembrar de obras recentes nas estações do Metro com azulejos da dita artista

Qual não é o meu espanto (relativo), quando nas páginas do Expresso de ontem aparece Maria Keil a desautorizar veementemente a iniciativa.

E o que é pior, dando o flanco a um parágrafo do jornalista Alexandre Costa do seguinte calibre:

O documento apresenta como recente um caso com mais de uma década. A sua criação é um autêntico fenómeno de ‘bola de neve’ típico da Net e dos blogues. Um pequeno comentário dá origem a um texto inflamado que deturpa os factos e cuja informação todos dão como certa.

E isto irrita, claro que irrita. Porque este parágrafo é típico de um certo jornalismo anti-blogosfera que, partindo da asa do moscardo teoriza sobre todo o reino dos insectos.

Repare-se que o fenómeno é «típico da Net e dos blogues», com a deturpação dos factos a ser dada «como certa» por «todos». Mas quais «todos»? Todos os blogues? Todos os autores de blogues? Todos os leitores de blogues?

É verdade que a iniciativa, depois das declarações de Maria Keil e demonstração dos factos, deveria ser abandonada e os autores deveriam admitir que se equivocaram.

Mas também é perfeitamente abusivo que um jornalista, que certamente nunca se enganou em quaisquer factos e deve ter urticária só por abrir um blogue, pois «todos» dão «como certa» informação deturpada e se inflamam a partir de pequenos comentários, faça este tipo de comentário e passe impune pela mesa da redacção do Expresso.

Porque então teremos – ou encomendaremos a Alexandre Costa a missão – de ir aos blogues alojados no Expresso, de lupa em punho, e detectar todas as «deturpações» de factos e informação tidas por certas pelos seus autores.

Ou então generalizar, a partir de casos específicos de incorrecções em artigos do Expresso e opiniões do seus colunistas, da errada linha editorial do jornal e da falha dos seus mecanismos de verificação dos factos.

Agora que o bom senso aconselharia os promotores da petição a pensarem duas vezes sobre o seu «acto de cidadania» isso é bem verdade. Admitir um equívoco não é vergonha nenhuma, antes pelo contrário.

A partir do Fliscorno:

É tudo para nossa defesa, claro!

Blogs de professores encerrados. A Norte grassa o medo?

Um dos autores já apareceu a justificar que não foi propriamente por medo, mas a verdade é que por vezes chegam recados. Há os sinceramente bem intencionados e há os outros.

The right to blog: freedom’s next frontier

A summit on global citizen media highlights the experience of activist bloggers under authoritarian regimes and raises questions about how best to champion their work, says Evgeny Morozov.
(…)
The shifts in the technology of dissent pose new challenges to those who would suppress the emerging new voices. As costs of producing, storing and distributing digital content sharply fall, Xerox machines and stencils give way to desktop publishing. Most state authorities, to their great discomfort, have not yet figured out how to make dissidents register their blogs with police (as Nicolae Ceausescu’s Romania, for example, did in relation to those owning typewriters). It’s not surprising then that so many traditional funders of “democracy-promotion” – the very ones who used to fund the distribution of Xerox machines in east-central Europe – are now investing in blogging and new media to spread democracy in Asia or the middle east; one funder present at the Global Voices meeting even floated the idea of setting up a dedicate fund for cyberactivism.

At the same time, the vulnerability of some of the bloggers committed to democratisation of the flow of ideas in their own backyards means that the timing for such a proposal – along with a rapid-response legal team – may be propitious. The ubiquity of the internet – accessible via computers or mobile-phones in almost any corner of the planet – is being matched by the growth in explicit and implicit restrictions on free speech.

These parallel trends reveal further connections between bloggers and past advocates of free speech and a free public space. In the pre-internet age, most governments employed cumbersome but effective methods of suppressing and silencing dissent – prison, asylum, exile, execution. All of these were intruments to diminish or extinguish the influence of domestic critics. The internet has enabled an enormous power-shift, by allowing dissenters to publicise their voices and report events on their blogs while remaining anonymous, and continue to exert influence at home even when in exile (see “Blog standard“, Economist, 26 June 2008).

O blogue e o podcast para apresentação da aprendizagem com webquests

Podcast em educação : um contributo para o estado da arte