Blheca!


Não estamos em Roma, portanto eles são pagos e bem pagos.

Vítor Gaspar nomeado diretor de Assuntos Orçamentais no FMI

MAs, afinal, é um técnico muito competente e fiável, daqueles que apenas se enganam sempre nas contas da forma certa.

 

Por isso, as gravações?

 

 

Ui, o homem é um portento da administração escolar.

Dinheiro do TGV vai servir para pagar dívida da Parpública

(…)

O Governo não avançou com a alta velocidade para não aumentar o endividamento, mas foi forçado a mantê-lo, optando por transferir os 600 milhões de euros que tinham sido alocados ao projecto para a Parpública. Este pacote de financiamento servirá, agora, para amortizar a dívida da holding de participações do Estado, ou seja, não haverá TGV, mas o endividamento continua.

Ainda não percebi bem se Álvaro Santos Pereira percebeu bem ao que anda…

Ao que parece só serve para assinar disparate após disparate…

Alvarp

Recebi aquela carta a avisar-me que corro o risco de ser classificado como «utente inscrito no ACES sem contacto nos últimos 3 anos», pois não apresento, nesse período, «qualquer registo de contacto com nenhuma das unidades prestadoras de cuidados de saúde primários desta Administração Regional de Saúde».

Parece que é mau eu não ter estado doente ou ter ido pedir um atestado ou receitas comparticipadas pelo Estado, não indo atulhar a sala de espera do Centro de Saúde, aproveitando para observar o habitual bailado de aprumad@s delegad@s de informação médica.

Em circunstâncias normais esperaria um louvor. Em vez disso parece que querem inscrever-me num index qualquer.

and frankly my dear, I don’t give a damn.

Chegou por mail, colhido no FB.

Ricardo Costa, também no Expresso:

Além de não ter núcleo político, o Governo tem uma estratégia de comunicação assente em bloggers e jovens académicos. os primeiros só servem para fazer guerrilha. os segundos quase nunca têm os pés assentes na terra. A comunicação de Passos Coelho ao país e a mensagem ‘fofa’ no Facebook saíram dessas cabeças.

Esta é uma enorme verdade… sendo que, conhecendo de perto, mesmo que por muito pouco tempo, alguns dos crominhos, a sensação de descolamento da realidade é imensa. Há meninos da mamã, copinhos de leite desnatado autêntico, que vivem deslumbrados com o cosmopolitismo da educação que o dinheiro da família lhes permitiu, mas que da vida e da História recente só conhecem uns excertos mal recortados e bebidos só nos autores certos.

Um pouco como acontece em outros quadrantes políticos a visão da realidade é completamente distorcida e lacunar. Mas tão maus ou piores do que os copinhos de leite, há os arrivistas com um modelo infra-engenheiro, de origens humildes que procuram encobrir e o fazem de forma tão mais agressiva quanto maior a ambição, capazes de esfaquear o amigo mais chegado por um lugar mais próximo do líder nos jantares sociais.

O problema não é serem (ex) bloggers e jovens académicos. É serem de uma estirpe engraçadinha mas ao mesmo tempo perigosa, porque revanchista. Não querem salvar país nenhum, mas sim provar teorias e vingar traumas passados.

O maior problema é que, devido às suas conhecidas e admitidas falhas de formação específica seja em que área for, Passos Coelho é uma vítima e refém fácil para o brilho que estes crominhos gostam de lançar, contando histórias aventurosas das suas bloguices contra Sócrates e episódios sedutores das suas demandas académicas. E o actual PM, na falta de quem de gente sólida que o ajude, depende destas criaturas que se alimentam para crescer do Estado que dizem gordo.

Acreditem porque, de uma forma ou de outra, eu já os vi, estrelicadinhos, a tentarem colocar-se em bicos de pés, todos aprumados nos seus fatinhos de corte conservador e aipédes reluzentes, procurando que a forma passe por substância. Nos dias mais radicais deixam a penugem assomar-lhes a face e trocam a cor das meias.

Para eles Portugal é um campo de jogos e as pessoas são números que se baralham e voltam a dividir.

Raios, sou obrigado a admitir que, mal por mal, antes os catrogas do que estes verdadeiros pintelhos.

… aponta o dedo aos que fazem a pilhagem. Ainda mais quando são almas namoradeiras a encontrar a incoerência alheia.

Ou sempre fui burro, só que tenho vivido em parcial ignorância.

Porque fui sempre um bom aluno em Matemática (acho que a única disciplina em que fiz um pleno de níveis 5 até ao 9º ano) e agora não consigo perceber o raisparta de alguns exercícios de um livro do 3º ano da petiza que ou são para mini-einsteins ou então estão redigidos com os pés e pensados com os cotovelos.

Não é novidade que a coitada me apareça com ar desconsolado e exercícios sem solução possível, questões erradas e desajustadas das figuras que as acompanham, mas desta vez parece-me mesmo uma incapacidade enorme para comunicar uma pergunta simples em língua vagamente portuguesa. Ou então é mesmo o pensamento subjacente que está a pedir uma canelada.

Se querem que os putos saibam Matemática, que tal aprenderem a comunicar em Língua Portuguesa antes de se porem a fazer manuais?

… o post ou vídeo em que um actual candidato à liderança do SPGL (tendência unitária consigo mesmos) apareceu na televisão como representante de um movimento independente de professores (APEDE), antes de entrar em dissidência. A coisa foi ali por 2008 e eu bem dizia que ele andou a ganhar créditos para a progressão na carreira. Até já defende a limitação de mandatos no sindicato a que concorre (mas de forma habilmente manhosa), só não sabemos é se informou o camarada Mário que o quer ver fora do lugar também, se a regra é para ser mantida em toda a Fenprof.

Recebi a divulgação de uma acção de formação, em regime pós-laboral, para Preparação e  Condução de Reuniões. Quinze horas por trinta euros.

Só pode ser a gozar. É verdade que há quem não saiba, quem não tenha aprendido, até quem precise de fazer-se à vida, outros de ganhar a vida, mas… um pouco mais de… sei lá… decoro?

Uma proposta: façam uma sobre como evitar reuniões da treta.

Depois de elogiar João Galamba, Pedro Nuno Santos e Isabel Moreira (todos dignos órfãos ansiosos por um regresso de D. Sócrates numa tarde de poluição), escreve hoje Daniel Oliveira no Expresso:

Não sou dos que à esquerda sonham com a implosão do Partido Socialista. Quem conhece a história da esquerda europeia sabe que a beneficiária de um suicídio político do PS, em tempos de crise, será exclusivamente a direita. Mas espero, como acho que muita gente espera nestes tempos decisivos, uma clarificação dos socialistas. Ver uma nova geração – que vai tendo no nunca distraído Mário Soares o seu apadrinhamento – a comprar as guerras certas sem se perder na mera guerrilha inócua é boa notícia. Mesmo que isso enfraueça a oposição e dê, por uns dias, sossego ao governo há imperativos políticos que não se adiam. Os tempos que vivemos são de emergência nacional. (…) Talvez por isso sejam os políticos mais novos a temer o juízo do futuro. E a não aceitarem em silêncio a ‘abstenção violenta’ de um líder fraco.

  • Primeiros: o PS já implodiu pelas acções e omissões de Sócrates, com o apoio dos marimba e galamba boys and girls que Daniel Oliveira tanto elogia.
  • Segundos: em seu tempo, Mário Soares implodiu o PS para seguir as suas ambições pessoais de ser Presidente da República, sem se incomodar se isso abria caminho à direita. E Cavaco Silva governou dez anos graças a Soares.
  • Terceiros: no dia em que a alternativa de esquerda passar por Oliveira, Galamba e Marimbas, eu nem emigro, eu mudo de planeta. É que coisa mais velha e serôdia (ainda me lembro do velho fracturante Sousa Pinto, outro dos afilhados políticos de Soares) não existe e faz Carvalhas parecer, a esta distância, um líder entusiasmante e a bancada do PCP um exemplo de enorme juventude e frescura.

Gostava quando eram mais afeCtados.

Hoje levei com uma inundação de materiais sobre os ditos, as emoções e os sentimentos e tal (sorry for the inconfidence, Luísa). O que são, como os usar e isso tudo. Que devemos lidar com isso tudo de forma natural, exteriorizarmos o que sentimos, abraçar, agarrar, beijar e tudo o mais. Parece que, subitamente, nos tornámos nórdicos ou orientais, avessos ao toque, ao abracinho, ao beijinho-beijinho, à palmadinha, ao bracinho por cima do ombro-chega-te a mim (tipo Mexia com os chineses que compraram a EDP).

Mas com o que eu concordo a 100% mais 15% para os juros da dívida emocional de muita gente.

Só que não deixa de ser curioso porque, a maior parte das vezes, quando fazemos isso, passamos por inconvenientes.

No meu caso particular o mais habitual é mesmo muitas pessoas incomodarem-se quando eu exteriorizo o meu inner self e os meus feelings. Que coiso e tal, deveria conter-me mais, ser mais moderado, quiçá mesmo insinuando que cedo às emoções do momento sem a devida racionalização adulta.

Porque eu sou de afectos, completos, com tudo, bons e maus. Aguenta quem pode, atura quem quer.

Já os afetos parece que são só da família do aspartame e dos adoçantes que não querem fazer mal à saúde. De tão definidos e escalpelizados parecem-me coisa artificial. Tamanha é a preparação para a encenação de os viver.

Só que eu cá é mesmo mais bolos com açúcar do verdadeiro e creme, nada de queijinho fresco em tosta integral.

Iunôuóteaimine?

(c) Selecção de imagens e genial montagem sonora do Calimero Sousa

Para mim a parte mais deliciosa – para além da profusão de mãozinhas – continua a ser a sorridente busca do olhar ao 1’22”.

Não é que o António não tenha almofada certa se os chineses o mandarem embora, mas esta manifestação de profundo afecto – que lhe podiam ter explicado não ser muito apreciada em terras sínicas, que privilegiam a lealdade – é absolutamente comovedora. E cínica, penso eu de que.

… por aqueles que vão pagar pelos seus desmandos de décadas. Falo dos políticos-opinadores, avençados dos órgãos de comunicação social público-privada, e não apenas da RTP?

Porque não fazem o favor de nos parar de dar volta ao estômago com declarações de imensa sabedoria técnica, conselhos de inigualável sapiência cívica, quando sabemos que por acção ou omissão foram os primeiros responsáveis por opções desastrosas de governança da coisa pública? Os bessas, os bragasemacedo, os miramaral e etc, que subitamente sabem tanto e tão pouco sabemos que fizeram quando puderam? Mas há quem lhes pague para ocuparem o prime-time opinativo.

O que devemos a um guilhermesilva, a um santanalopes, a um carrilho, a um ferrorodrigues? Ou a tantos outros que se catapultaram de obscuros cargos de secretários de Estado para empresas privadas?

Que benefício concreto para a nação têm para nos apresentar no currículo, para além de uma vida encostada a cargos políticos?

Querem comparar o prejuízo causado por um pinamoura, um vitorino, um pauloportas, um jorgecoelho, um diasloureiro, com as suas negociatas (estradas, submarinos, obras públicas, ora do lado do sector público, ora do lado dos interesses privados no caso de alguns) com o que ganham 1000 funcionários públicos com rendimentos a meio da escala?

Será que se acham no direito (formalmente claro que o têm, mas moralmente não) de aconselhar como devem milhões pagar pelas tropelias de umas  centenas’?

Ao menos os respectivos primeiros, salvo o aníbal, tiveram a decência de se colocar a milhas, do antónio ao josé, passando pelo zémanel, pois sabem bem os danos que fizeram e que colocaram as suas ambições à frente do bem comum.

Reboot system…

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