Birras


 

Isto é por causa do aplauso colectivo: o conjunto aplaude medusas e gárgulas e mântuas e óbvias insectas.

Ou, na dúvida, aplaude: só se vive eternamente se não se defuntar eternamente agora.

 

Passos Coelho faz declaração às 19h30

A declaração deverá ser conjunta, mas só o líder do PSD deverá tomar a palavra após reuniões dos partidos. Portas deverá ficar no Governo, com posição reforçada.

Quanto à declaração, a pessoa amada parece que não pode pronunciar-se…

Mas é complicado começá-las quando, ao pedir para as frases começarem com maiúsculas, há quem fique minutos a pensar como se escreve um I.

Ou quando alguém diz que sabe o que é furibundo e que é quando se tem qualquer coisa.

Eu sei que os professores educadinhos e correctozinhos não se queixam destas coisas, que é desrespeitar estes e aqueles deveres própios e direitos alheios à ignorância, mas, caramba, assim os meus nervos não duram até ao almoço…

Tem várias cores.

Coiso.

Só o espírito natalício me impede de comentar da devida forma a notícia do Público em que se dá conta da deserção de uma das associações de directores de escolas da reunião prevista para dia 8, alegadamente porque estão receosos de levarem tau-tau dos directores regionais porque fizeram contratos sem saberem ler a lei ou terem alguém que a lesse por eles. Depois, não se queixem de não representar ninguém, menos vocelências e os vossos interesses nano-corporativos.

Ainda não há links pois é notícia divulgada apenas pela Lusa (e que recebi por telefone), mas Isabel Alçada acaba de afirmar que a avaliação do desempenho fica no concurso deste ano e para concursos futuros.


Quino, Mafalda

O que se percebe é que neste momento o modelo de avaliação do desempenho dos docentes deixou de ser um problema político para se transformar numa questão de ordem pessoal do primeiro-ministro, incapaz de antever a sua derrota nesta matéria. O que se passa é que um problema de interesse nacional se tornou o subproduto de uma birra particular de José Sócrates. E os outros que aturem o seu espernear. Patético. Infantil.

Governo prevê bloqueio na avaliação de docentes

José Sócrates já traçou a sua linha vermelha: não pactuará com qualquer suspensão do regime de avaliação dos professores. Ontem, foi Jorge Lacão a avisar que o Governo se recusa a fazer “tábua rasa de tudo o que foi alcançado”. Os sindicatos pedem negociações urgentes e avisam que nas escolas a impaciência aumenta. Hoje, na Assembleia, Sócrates tem a palavra

Mais do que um impasse, o Governo antevê já um bloqueio dos partidos da oposição na avaliação de professores e na revisão do estatuto da carreira docente.

Com a pressão a subir para que os socialistas reabram os dois dossiês, foi a iniciativa de ontem do PSD que mais irritou o núcleo duro socialista. Quando se pedia “responsabilidade” e “abertura” do maior partido da oposição, os socialistas viram na discussão pública com sindicalistas e críticos da actual legislação uma “mera intenção de suspender o processo” – arriscando pôr em causa a existência da própria avaliação dos docentes.

E essa é a linha vermelha para José Sócrates: se o primeiro-ministro admite uma revisão da lei, não aceita que o processo pare. Sobretudo porque a crença num acordo com os sindicatos (sobretudo com a Fenprof) é quase inexistente. Ontem à noite, foi Jorge Lacão quem o deixou claro: “não podemos fazer fazer tábua rasa de tudo o que já foi feito”, disse na SIC-Notícias.

5 de Outubro: Sócrates diz que foi à Câmara porque gosta de comemorar “no sítio tradicional”

Cavaco Silva exorta a união em torno dos “grandes ideais republicanos”

(…)
Na sua alocução, o Presidente da República explicou ainda porque não teve este ano lugar a tradicional cerimónia na Praça do Município com a sua presença, lembrando a proximidade da realização das eleições autárquicas.