Bílis Pura


… é a arrogância e prepotência em relação aos que estão em situação mais vulnerável.

Porque acho ser uma forma muito infeliz de tentar resolver complexos de inferioridade.

👿

  • Reportagens sobre emigrantes com muito sucesso nas terras para onde foram, mas que em termos de qualificações e profissão representam menos de 5% dos emigrantes reais.
  • Destaques a empresas inovadoras, desde a tecnologia a mercearias pseudo-gourmet, que raramente vivem mais tempo do que a nossa memória delas.
  • Ideias brilhantes, muito brilhantes, para o novo ano que não dariam para mandar cantar um cego anémico.

Eu percebo a ideia do “puxar pelo lado positivo”, mas isso por vezes confunde-se com aquela ideologia que dá a entender que quem está desempregado ou em situação precária é porque quer ou porque é muito burro.

E são muitos raros os casos em que, um ou dois anos depois, se vai verificar se o sucesso continua (a menos que sejam daquelas empresas inovadoras de alguém amigo, muito amigo, que tem destaques permanentes na imprensa amiga a propósito de tudo e nada).

Percebe-se, pela linguagem corporal, que considera que a salsicha é grande.

Mas… por todos os santinhos do altar… quão parvo se pode ser?

Ontem, à noite, na TVI24, Augusto Santos Silva deu largas à sua proverbial e periódica pesporrência analítica que serve, como em quase todos os analistas, para acertar contas pessoais e políticas e não propriamente para “analisar”.

Na ocasião, dizia ele que Passos Coelho foi levado para o poder num andor que quatro personalidades seguravam: Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, Mário Nogueira e Francisco Louçã.

Para além do ressabiamento geral quanto aos que chumbaram o PEC IV (que foram todos os partidos da oposição, coisa que alguns fazem por ignorar ou amputar da realidade), nota-se ali um ódio particular aos professores que ele quis injustamente personalizar em Mário Nogueira, o líder sindical que tão boas relações tinha com Isabel Alçada/Alexandre Ventura durante o segundo governo do engenheiro Sócrates, com quem se entendeu e acordou em mais de uma ocasião.

Singularizar Mário Nogueira foi apenas uma forma de apontar o dedo aos professores em guerra com Sócrates, desde os tempos de Maria de Lurdes Rodrigues no ME,

E revela como esta gente do grande centrão partilha as ideias e projectos.

Mas voltando ao essencial eu gostaria de deixar claros alguns pontos sobre esta matéria, enquanto cidadão e professor:

  • Varrer o engenheiro e a sua clique do poder foi um imperativo de higiene política básica. Apoiei essa varridela e fá-lo-ia outra vez, pois considero que foi obra meritória e patriótica. Percebo que Santos Silva discorde, mas, afinal, cada um defende a sua facção como pode.
  • Quando se diz que Passos Coelho chegou ao poder de modo instrumental e apenas como forma de afastar Sócrates, parece ignorar-se que Sócrates chegou ao poder de modo instrumental e apenas como forma de afastar Santana Lopes.
  • Considero que varrer Passos Coelho e a sua clique é outro imperativo de higiene política básica. É obra meritória e patriótica. Apoiarei essa varridela sem problemas, só que receio muito que se estejam a perfilar para a sucessão os ressabiados como Santos Silva que, apanhando-se lá. continuarão a obra do engenheiro e, pelo que se vê, aprofundarão a sua acção de bullying profissional sobre a classe docente. O grande consenso em torno da obra de pseudo-balanço das políticas educativas de MLR serviu para que eu percebesse em quem não dá para confiar.

 

… estações de serviço, em especial as mais pequenas, transformadas em cafés de ocasião ou tascas de permanência imprevisível com a carripana defronte das bombas.

Em que não há um pingo de vontade para:

  • Palavrões e arrotos à brut@, fora e dentro do recinto escolar.
  • Papás e mamãs que acham que o seu carrinho é o único nas redondezas e que precisam de espaço de quarentena à sua volta, enquanto falam e falam e falam ao telemóvel.
  • Jovens adolescentes que acham que o mais giro é fazer asneira com equipamentos públicos, fora e dentro do recinto escolar.

Depois há quem diga que um feitio intimidatório e tal. Tivessem e/ou soubessem dar educação e tudo seria mais fácil e doce para todos. Mas há gente que tem um ego, corrijo, uma falta de civilidade que… não há pachorra.

Já contei até 10 milhões, mas não consigo evitar que me venha à cabeça aquela rima…

… os lampiões perderam a de futsal com o Fundão.

Eu sei, não foi com o Sporting, mas mesmo assim…

E como se assustaram com as camisolas do Setúbal, quem sabe o Rio Ave…

Não adianta um tipo tentar respeitar vagamente o que o novo código determina.

Hoje, qual presidente da Liga de Futebol, mas só que com mais sorte, só não fui abalroado em duas rotundas seguidas por viatura autárquica porque já conheço a massa bruta de que certas criaturas são feitas.

Não adianta um tipo ir para o centro da rotunda e depois tentar entrar na ª saída porque quem encostou à direita como se fosse sair na 1ª continuou em frente e está lá, impante do carro alheio que pode espatifar e sabendo que quem se lixa é o cidadão incauto e cumpridor das regras.

E este era daqueles muito seguros de si, que nem se digna olhar e faz porcaria duas vezes seguidas como se nada fosse com ele.

Adianta ter-lhe tirado foto? Nada… se me fosse queixar ainda me acusavam de perseguição política a funcionários muinicpais que leram, o código pela última vezes antes de tomarem a decisão de deixar o envelope no tablier, no dia do exame.

Perguntar não ofende…

(o rosalino já se percebeu que se deve ter formado na do ramiro…)

… é o Henrique Monteiro do Expresso.

Sei lá… se ele diz para lhe chamarmos o que quisermos… devemos ser obedientes e esperar que ele não se amofine muito.

Esta semana, no caderno especial que envolve o Expresso como dedicatória a Nelson Mandela vários dos cronistas habituais do semanário evocam o líder sul-africano.

Melhor ou pior.

No caso de Henrique Monteiro, a evocação é de si mesmo e de tudo aquilo que ele já foi como repórter em território de guerra, ouvindo balas a passar e vendo gente a morrer. De Mandela pouco se lê, lê-se Monteiro a falar do passado de Monteiro. Em tons apologéticos.

O passado é uma coisa interessante que molda a nossa visão do mundo e nos retira por vezes a perspectiva do ponto em que estamos.

Como aquelas grandes damas de outrora e de agora, belíssimas antes de deixarem de o ser, mas insistindo em querer sê-lo, empoando-se, espartilhando-se ou retocando-se em busca desse passado perdido.

Como se o passado legitimasse o presente e se transformasse nele.

Salvaguardando as distâncias, é como se eu insistisse em que o meu Sporting – que nem àquela Liga Europa dos pobres foi – é uma grande equipa europeia só porque ganhou uma Taça das Taças há quase 50 anos.

Henrique Monteiro ainda não percebeu que está como a Marquesa de Merteuil.

… mas vejo e revejo os títulos das notícias, calcorreio os mails e mensagens “de luta” e plano sobre os escribas do regime que se arvoram em defensores da qualidade e responsabilização e dá-me uma enorme vontade de desatar à bengalada (virtual ou não só) a todo este cortejo de inanidades que não vai dar a lado nenhum.

Lorvão1b

Estou cansado do soares velhos e da sua comitiva, do cavaco sempre velho e dos seus , do passos e do seguro velhos à nascença, para não falar de bicefalias e monocefalias. Do costa manhoso e do rio ardiloso, gente de coragem meã, esperanças de quem se satisfaz com quem está sempre à espera da falha alheia e de calculadora em punho. Estou cansado desta pilha desgraçada de clientelas que se resumem a uma única quando a coisa aperta a sério, que é aquela que se encosta a todo e qualquer poder que permita afastar a arraia miúda a que se pede o voto, se interpreta o voto branco ou nulo ou se ofende a abstenção. Estou enjoado dos desfiles em aulas magnas ou magras, assim como daqueles encontros de empresários e inovadores anunciados a página inteira na imprensa que resta.

Estou cansado de desfiles de vaidades e desalinhamentos que, mal aparece a oportunidade, tratam logo de se querer transformar em algo parecido ao que abandonaram. Começo a abominar seriamente os apologistas da unicidade que outrora criticavam, ou da unidade feita a partir da facção. O mesmo digo dos salvadores da pátria, rosalinos de voz pífia nas vezes do gaspar atardalhado, que não conseguem alinhavar dois pensamentos fora da caixinha, muito menos ser permeáveis a ideias, tamanha a camada de laca para manter o cabelo no sítio.

Bem sei que este é ainda o melhor modelo de funcionamento político-social que se conseguiu arranjar para as sociedades contemporâneas, ir de 4 em 4 anos depositar o voto e pelo meio assistir aos noticiários e às coreografias na base ou topo das escadarias. Mas não chega. Já não chega.

Razão tinha o outro que falava do pântano e só espero que sejam falsos os alarmes de que quer presidir ao lamaçal. E só para não parecer o engenheiro e para dar ares oitocentistas – que parecem bem a todos os queirosianos de citador – é que digo que esta choldra é uma pocilga e não uso terminologia mais escatológica.

Mas que a nossa vida pública, em geral, e política, em particular, está um verdadeiro monturo, penso não existirem dúvidas. Basta pensar que o barroso está quase aí de regresso e prestes a juntar-se aos arnôs e aos morais.

Pena não ter dinheiros da mamã para ir arejar a Paris de França ou ter avental ou crucifixo à mão para me arranjarem uma estadia qualquer numa organização internacional, tipo Nova Iorque da América.

Verdade, verdadinha, estou mesmo fartinho disto tudo, da previsibilidade de tudo e todos, da mediania que nem sequer é tão divertida como a óbvia mediocridade. De ouvir o início da primeira frase e conseguir adivinhar as 100 páginas seguintes do guião, do discurso, da indignação. Estou farto de saber a que horas terminam e onde acabam as revoltas de ocasião.

Estou farto dos pachecos sempre acima de tudo, mais da quadratura, do eixo, dos das neves e dos frasquinhos, do não sei quantos do PS que vai para a Coreia e do outro que bate em tudo o que mexe com saias. Gente rasca, gente de valores em caixa mas não na conduta. Gente encostada até mais não a apontar o dedo a quem deviam respeitar. Que aceita o primeiro ou segundo assento que lhes estendem e depois só volta a latir quando percebem que a fláde lhes escapa para um qualquer rato de jardim.

E assim podia continuar o resto da tarde.

Sei dos limites destas diatribes pessoais, que são recorrentes, pouco originais e vulneráveis a muitos dedos apontados mas… que se lixe, de quando em vez há que libertar um avo do que fica atravessado dia após dia na garganta e só serve para agravar o sentimento de claustrofobia total.

Lorvão

Isto não é preconceito, é mesmo mau feitio meu com certas panisguices. Não é nada relacionado com “orientação de género”, é algo mais profundo e está relacionado com um certo desgosto perante um modo de vida muito peitinho de frango grelhado com legumes cozidos no vapor.

Phosga-se, pá!

Ninguém vos pede pénaltes pela manhã e copos de bagaço a meio da tarde, mas dão-me licença que expresse, de quando em vez, a minha vontade de vos atirar com o bule à cabeça?

Porque, apesar dos salamaleques, continuam grunhos como os outros.

Muit’a agradecido!

(e logo eu que até gosto bastante de chá e sou viciado em comprar tudo o que é mistura nova… excepto as de frutos do bosque, por causa do lobo e da capuchinha…)

O Arlindo fala no conflito – espúrio – entre professores de QA/E e de QZP. É aquele tipo de conflito – um pouco como entre contratados e “do quadro” – que me parece absolutamente idiota e digo já, sem problemas de ser criticado, que muitas vezes é servido por argumentos idiotas, irracionais e com escassa fundamentação séria, sobrando em eu-eu-eu o que falta em objectividade.

Eu percebo o desespero, mas não consigo aceitar a falta de racionalidade que leva a que cada ferido queira fazer o máximo de vítimas entre as próprias hostes.

A verdade é que há dois meses se podia ter conseguido algo mais, como em outros tempos, mas a ordem foi para recolher porque era preciso mostrar responsabilidade e que os lutadores profissionais pudessem ter férias, tamanho o cansaço de um ano sem aulas.

Agora não há qualquer mecanismo eficaz “de luta” para fazer pressão, excepto uma eventual erecção entusiasmada das federações sindicais acerca do arranque do ano lectivo, quando as sentenças de mobilidade já tiverem sido lavradas e transitadas em julgado.

Quando ao resto, vão-se servindo “comunicados” enquanto o MEC faz o que bem entende acerca da rede escolar, da autorização (ou não) da abertura de turmas e de um indecoroso empurrão dos alunos problemáticos para um ensino vocacional que apenas visa desenvolver guetos educacionais e trocar professores por formadores.

A situação não é má, mas péssima.

Não vale a pena andarmos a apontar o dedos uns aos outros, pelo menos entre aqueles que estamos nas escolas e temos trabalhado, lutado (mais ou menos), dado o corpo ao manifesto.

Deve ser da canícula mas vou tentar ser muito claro: a fúria ou desprezo devem dirigir-se para os alvos certos, não para as outras vítimas e, desde 2005, todos os professores no activo, que foram obrigados a aposentar-se de forma  quase compulsiva ou foram lançados para fora da docência são vítimas dos actores institucionais. Que esses, desculpem lá, têm sempre o lugarzinho reservado à mesa. Seja qual for a sua cor. Por acção ou omissão são os coveiros da profissão docente enquanto actividade profissional digna de respeito.

O trauma é muito grande. As comparações são do mais disparatado que se pode arranjar.

Não contesto que as greves, por natureza, causem incómodos a outrem—ou não fariam sentido. Mas há limites para tudo. Limites de brio profissional: um cirurgião não resolve entrar em grave quando recebe um doente já anestesiado pronto para a operação; um controlador aéreo não entra em greve quando tem um avião a fazer-se à pista; um bombeiro não entra em greve quando há um incêndio para apagar. Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez. Paciência, é isto que eu penso: esta greve dos professores aos exames, por muitas razões que possam ter, é inadmissível. (Expresso, 15 de Junho de 2013, p. 07)

Não foi uma ou duas vezes que MST adulterou factos sobre a situação profissional dos professores. nesta mesma crónica faz isso, imputando baixas psicológicas a professores a quem não apetece dar aulas. Em tempos adulterou a remuneração pela correcção de exames mas não achou por bem desculpar-se, apenas lançando uns remoques.

MST não gosta de professores, em especial os que sejam como ele gosta de se apresentar, aguerridos e independentes.  Dos professores ele gosta se forem de tipo missionário, cordatos, amochadinhos… no fundo, entre ele o Passos Coelho as diferenças são nulas, como entre ele e os capatazes (e candidatos a) dos interesses privados neste sector.

Uma última coisa: neste blogue não precisa de se adulterar qualquer prosa de MST porque ela se avilta a si mesma sempre que desrespeita os professores, generalizando palhaçadas.

 

… gostaria de registar a relativa anomia de diversos trabalhadores que por aqui foram passando ao longo dos anos, desde o dito da Silva e Maria Campos em controle de danos para o Partido de Sócrates até ao Emíli@ Pestana para o sector ramirílio do PSD, não esquecendo o mafarrico do colectivo fenprofiano e mais uns quantos de outras cores e sabores.

Há que saber prestar homenagem aos vencidos da História. Que o foram ou serão. O vosso trabalho foi em vão, mas há que saber reconhecer tanto o fracasso quanto o sucesso.

devil

 

Claro que a personagem é um bocado débil mas… anda pelos corredores e… o ódio é evidente. Não estou preocupado por mim (já me habituei… incluindo a tentativa de perturbação de famíliae amigos) mas por todos aqueles que estão na mira deste tipo de sociopata:

Os contribuintes sabem a CORJA que andam a sustentar.
A operação de limpeza vai ser feita doa a quem doer. Esta é apenas a primeira fase.

Aponte na sua agenda que, em 2013, pode ser chegada a sua vez ….e também pode ser que NÃO conste desta “Lista de Novos Pobres” da CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES (CGA)… vai ser muito complicado… pense nisso…pense nisso…

… aquelas criaturas que acham que ao fim de 35 anos de trabalho qualificado, com a devida formação e sem ser na base das equivalências, tendo pago devidamente todos os seus encargos, as pessoas devem aposentar-se com 1200 ou 1300 euros mensais.

Não adiantam argumentos da treta sobre quem vive com menos. A mediocridade não pode ser a regra. Para medíocres chegam governantes ocasionais e o seu séquito assessoral.

A desorientação que se apossou dos agentes provocadores alinhados com este governo na blogosfera atingiu um nível de ataque pessoal paralelo ao dos abrantes socratinos, não poupando nada, nem ninguém.

Tudo se agravou nas últimas semanas, quando o escrutínio sobre o discurso produzido pelo MEC começou a, aparentemente, causar estragos e produzir questões incómodas.

Já foi tentada a descredilização, agora passou-se para a intimidação… e olhem que eu ainda sei distinguir as coisas… não sou nenhum Santana Lopes…

É bom que se note que isto parte de quem há semanas antecipa conclusões de um estudo alegadamente em preparação pelo MEC. Até o desempenho escolar da minha filha é pasto para insinuações sobre favores:

Mas muito pior, é falar de co-pagamentos na Educação (á semelhança da Saúde). Sim. Será o fim do mundo, porque os rebentos de alguns (muitos) umbiguistas por “escassez de recursos económicos” (coitadinhos) fruem não só da dita Escola Pública de forma totalmente gratuita (paga por todos os contribuintes), como de tratamento VIP entre os camaradas de docência.
Isto é justo? Claro que SIM, para o Dr. Paulo e seus camaradas.

Tudo isto é abjecto e só pode sair de uma cabeça a caminho da senilidade ou de um crianço em busca de créditos para progressão no encostanço liberal ao Estado.

Ainda mais abjecto do que o comentário seguinte escrito por uma Rita Pereira, que também comentou como Luís Seruca e Pedro Castelo (podiam ter disfarçado nem melhor o rasto…):

Este Paulo Guinote parece a PIDE. Tudo o que sai da tutela ele sabe! Não tarda muito vou começar a falar de guinotadas que ele fazia na escola onde fomos colegas !!!! Se vocês imaginassem… eu vou contando !!!! Ai Paulinho Paulinho !!!! ai os telhados de vidro !!!!!

Deixo aqui apenas um aviso a quem (quiçá…) coordena isto: o que recebo ainda me chega para pagar a sopa de santola. 🙂

Ahhhhhhhhhhh… isto não é vitimização. É apenas a avisar…

Ao passear pela blogosfera e fóruns frequentados por professores deparo com duas situações que acho típicas de quem só considera válidas as suas opções.

  • Há um grupo de professores contratados que destila bílis e azedume sobre os professores dos quadros, achando que muitos deles não trabalham, que em vários casos até têm menos tempo de serviço, que são uns malfeitores que lhes tiram o posto de trabalho.
  • Há um outro grupo de professores, neste caso dos quadros, que acham injusta uma vinculação extraordinária de contratados que permita a alguns deles ocupar vagas que deveriam ser primeiro disponibilizadas a quem já está nos quadros.

Passa por aqui muita incompreensão mútua e alguma irracionalidade argumentativa, própria de um tempo de desespero mas que nem por isso é mais aceitável.

Vejamos:

  • Há professores que entraram para os quadros sujeitando-se a colocações distantes, em parte por imposição da legislação existente à época, e esperando depois aproximar-se da residência com os destacamentos também facultados pela legislação. Foi uma opção: assegurar o lugar do quadro e começar a progredir na carreira, à custa de algum desconforto pessoal e profissional.
  • Há professores que preferiram ficar contratados mais tempo, evitando concorrer para mais longe e abdicando de entrar para os quadros e sacrificando alguma remuneração, em troca de colocações mais tardias mas mais próximas da sua residência e família. Foi uma opção: assegurar algum conforto resultante da proximidade, à custa de alguma instabilidade na colocação e sacrificando a remuneração.

Em qualquer dos casos foram feitas opções que se acreditam conscientes e informadas, pelo que me parece absolutamente insensato que agora se lancem anátemas sobre aqueles que fizeram o que não se quis fazer.

Se há professores vinculados com menos tempo de serviço, foi porque arriscaram. Se há professores contratados que agora estão em posição de se vincularem ao fim de muitos anos de serviço, foi porque optaram perder anos de carreira e de progressão salarial.

Deixem de se acusar uns aos outros. Assumam as prioridades, as opções feitas de acordo com a legislação que estava em vigor e, por favor, deixem de dar tiros nos pés.

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