Balha-nos Santa Engrácia!


… vou aqui referir dois tipos de pessoas que me divertem particularmente quando estão a pensar que me conseguem aborrecer.

Um dos tipos, que reencontrei há dias, é o de quem acha que me aquece ou arrefece muito dizerem que não conhecem este blogue ou a mim e que só conheceram porque não sei quem lhes disse que eu tinha escrito algo que as atingia. Mas depois têm os posts todos impressos e lembram-se de datas e pormenores de que nem eu já me lembro. É pá, o lado para que adormeço melhor é o daquelas pessoas que eu nem tenho qualquer interesse que me conheçam, nem eu em conhecê-las, só lamentando que tenhamos chegado a encontrar-nos.

O outro tipo é de maior proximidade e a rabujice caracteriza-se por mostrar a sua atitude de pretenso desprendimento do género “eu raramente vou ao teu blogue, pois tenho mais que fazer, tenho muito trabalho na escola e só no outro dia é que vi que, se calhar, estavas a escrever sobre mim porque a Beltrana me avisou”. Este tipo de criatura diverte-me muito em particular porque se caracteriza por daquelas que se for preciso até sabem melhor as vírgulas que errei do que euzinho mesmo e são capazes de ir buscar coisas ao arco da velha que nunca me lembraria a mim. Na maior parte dos casos nem estava a falar del@s, excepto neste post em particular.

Que hei-se eu fazer, é 2ª feira, um tipo não pode encher o saco logo para a semana toda… e se sou o plesidente desta junta posso escrever o que me apetece no boletim da junta.

cat-in-the-hat

 

Vejo tanta gente da esquerda vipe encostada ao PS a elogiar o Syriza que até me farto de rir quando me lembro do que eles fizeram e disseram sempre que existiu uma verdadeira possibilidade do PS se aliar cá aos partidos do mesmo quadrante “esquerdista”. E do verdadeiro cagaço que têm em irem além de uma pesca à linha dos sociais-democratas europeístas que saíram do Bloco.

O do BCE, que fala um inglês quase irrepreensível é quase como o Novo Banco. Uma criatura nova com as insuspeitas qualidades do velho, o falido, o desacreditado.

Quando dirigia o Banco de Portugal deixou o BCP-Millenium derrapar para uma situação pré-(?)catastrófica. Agora, como qualquer coisa na Europa, aparece com o ar do mais rigoroso regulador.

Ainda acaba em qualquer coisa do FMI ou do Banco Mundial. essa é que é essa. Estamos a ficar bons na exportação de medíocres de sucesso.

Embora seja um argumento muito comum, nas eleições escolhem-se deputados e não membros do Governo, muito menos ministros.

Com tantos putos tóxicos ao seu redor com formações rebrilhantes em imensas coisas (quantas delas no estrangeiro desenvolvido), era tempo de o senhor PM começar a dizer umas coisitas mais fundamentadas e menos vacuidades sem sentido.

O chefe do Governo não só defende a atuação do seu ministro da Educação, Nuno Crato, como esclarece que “os países mais desenvolvidos não são aqueles que resolvem os seus problemas (…) a substituir membros do governo e da administração”. Passos Coelho falava em Esposende, na inauguração de um centro escolar, quando sublinhou que o voto é o único lugar onde se julgam os membros do Governo.

É para isto que temos um PR?

Cavaco preocupado com níveis de procriação de cavalos lusitanos

Entre isto e o Duarte Nuno, venha o belzebu, escolha os dois e leve-os com ele para os confins.

 

Cinco casos da inJustiça que as falhas do Citius provocam

Passaram mais de 40 dias desde que a Justiça portuguesa parou. E fez vítimas. Dos trabalhadores com salários em atraso às crianças sem regulação parental, cinco casos exemplares da mão pesada da injustiça.

Recolha do Livresco.

A história do professor que ficou colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso

Fernando (nome fictício) afirma que o seu caso seria cómico se as consequências não fossem tão graves. Dos 3216 horários que o Ministério da Educação atribuiu esta sexta-feira, 75 ficaram para ele, que não vai aceitar qualquer um. Isso significa que, por causa de um erro, mais de 1000 crianças, no mínimo, ficarão pelo menos mais uns dias sem aulas.

Colocações múltiplas do mesmo docente, o que significa que todas as vagas que a pessoa não pode (obviamente) aceitar, continuarão por preencher mais uma semana ou coisa assim. Isto significa que se alguém foi colocado em 4 horários, há pelo menos 3 que ficarão por preencher.

Colocação dupla de doentes para a mesma vaga, o que produz um efeito de certa forma similar ao dos erros na BCE, pois há alguém colocado correctamente (o que está melhor colocado na lista ordenada) e outra pessoa que está incorrectamente, por responsabilidade que se lhe não pode atribuir.

Em qualquer caso, tudo isto significa que:

  • Os problemas nos procedimentos de colocação de professores se mantêm e não se limitam à BCE.
  • Os números dados pelo MEC quanto ao número de professores colocados nos últimos dias não passam de um exercício de aproximação a uma realidade difusa.

Pub11Out14

Público, 11 de Outubro de 2014

Passos Coelho anda, claramente, a optar por algo que ele deve pensar que é coragem política, mas não passa de desrespeito pelos cidadãos e pelo país.

O MEC já lhe pediu a demissão… os secretários de Estado nunca lá deveriam ter estado… mas o actual PM continua firme e hirto, até que isto tudo caia de podre.

Exp11Out14

Expresso, 11 de Outubro de 2014

E não é por causa da centralização, mas da completa opacidade e desregulação.

Directores e professores denunciam falta de meios para detectar falsas declarações de candidatos às vagas nas escolas

Há quem se esteja a aproveitar disto para desacreditar os concursos, mas isto aconteceu exactamente porque este foi o meio que o MEC encontrou para lixar o que poderia ser claro e transparente.

É o que diz a tia Raquel da mão coisa.

raquel

…coloco aqui a rápida análise matinal da imprensa (BCE! BCE!! BE!!!), feita na TVI24.

Agora vou espreitar o Capital (humano) reunido no CCB e, pela primeira vez, dizer por lá qualquer coisa.

Não se amofinem os radicais e puristas… que eu nem chego a ser flor na lapela, isso fica para os revolucionários em trajectória de amaragem ao novo PS.

Percebe-se, pela linguagem corporal, que considera que a salsicha é grande.

Mas… por todos os santinhos do altar… quão parvo se pode ser?

Será que ao IEFP basta afirmar que não tem nada a ver com a oferta de emprego?

Aqui.

1euro

E o Marinho Pinto, o que achará?

… serve para esconder tudo o que se fez de igualmente errado.

E, pelo caminho, serve para se apresentar como a agregadora de todos os que, como ela, acham que a Educação só não melhorou por culpa dos executantes, pois o que há mais é governantes a dizer que quiseram fazer o bem, que fizeram mesmo o bem, só a realidade é que não lhes obedeceu.

E está em marcha um processo bem explícito e escancarado de auto-legitimação de todos aqueles que, enquanto “investigadores”, surgem a explicar e justificar a obra de si mesmos enquanto “políticos”.

Até o Trocado da Mata.

A obra é, obviamente, imprescindível para percebermos até que ponto a promiscuidade vai nestas matérias.

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Expresso, 28 de Junho de 2014

João Pedroso defendeu repetidamente a teoria de que os grupos de trabalho nomeados pelos ministros funcionam de forma muito própria, longe do escrutínio público e de obrigações contratuais como o cumprimento de prazos: “Alguns funcionam durante dez anos. Há pessoas que ganham dez vezes mais do que eu ganhei e que não fazem nada”.

… embora em termos pessoais prefira os matraquilhos. Não rendem 9 milhões, mas dão muito gozo e elevam a auto-estima nas temporadas más do spórtengue.

Bloco defende introdução do ensino do surf nas escolas portuguesas

A eurodeputada Marisa Matias lembrou a importância do surf nas economias locais e recordou que a prova do circuito mundial da modalidade em Peniche rende nove milhões de euros.
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E há que acarinhar, de igual modo, o golfe, com cursos vocacionais para caddies, pois consta que os velhotes endinheirados dão belas gorjetas para as economias locais. E é coisa para valer muito mais do que 9 milhones.

 

… é, talvez, a medida mais eficaz para reagir a quem parte de um niquinho de realidade para a construção de uma mentira em que passa a acreditar como se fosse verdade.

São estados patológicos para os quais não tenho ferramentas especializadas.

Mesmo se o silêncio me é contra-natura perante destrambelhos, acabei por aprender.

Eu lá queria despertar a fúria das elites que vivem em aquários académicos? É três quartos de caminho andado para a assinatura da minha desgraça… 🙂 Sei do que falo, não é a primeira vez que irrito a coutada da geração político-intelectual urbana e burguesa de esquerda dos anos 60.

E quem se mete com el@s, leva na certa um anátema dos grandes.

Mas ao menos um tipo diverte-se no trajecto.

Num debate, prefiro as ideias aos adjectivos

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Já pedi para corrigirem a gralha de minha responsabilidade lá perto do final do texto.

Foi do cansaço pós-reuniões de 2ª feira.

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