Autoridade


 

 

 

o valor a pagar

 

 

 

 

O Estatuto do Aluno vai ser revisto e prevê o reforço da autoridade dos professores, disse hoje à agência Lusa o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.

João Casanova Almeida sublinha que «é importante que esta mensagem corra porque tem estado arredada da sala de aula».

O governante considera essencial «que seja dado esse sinal à comunidade educativa», já que os professores «são a autoridade na sala de aula».

(…)

João Casanova Almeida diz que vai ser ponderado «o modelo de administração e gestão» para se perceber «se está adequado às necessidades das escolas», acrescentado que é desejo do ministério «mudar o diploma, no que respeita à direcção».

Finalmente, o secretário de Estado admitiu que será dada uma «atenção especial à questão» da liderança nas escolas porque ela vai estar no topo da concessão da autonomia, uma das apostas da Educação que será realizada de forma «gradual».

Transcrevo o post do Ad Duo por inteiro… em boa verdade isto serviria para muita gente descomprimir um pouco…

ADD – Observação de Aulas apenas no ciclo imediatamente anterior à progressão

Plenamente de acordo (não nos referimos ao modelo, obviamente).

Agora, uma DRE, a do costume, vem dar informação diferente da DGRHE (reuniões descentralizadas com os directores).

A Observação de Aulas (OA) ocorre nos dois anos lectivos do ciclo avaliativo, por consequência do requerimento apresentado pelo avaliado no início do 1.º ano do ciclo.

A OA como condição necessária à progressão ao 3.º e 5.º escalão incide sobre o ciclo imediatamente anterior à progressão.

Só poderia ser assim.
Repare-se que o MB e o EXC para “fugir” às vagas, que ainda não está regulamentado (!?), também é este o entendimento.

O Conselho de Ministros aprovou hoje a eliminação da disciplina de Área de Projecto no 12º ano, a criação da disciplina de Formação Cívica no 10º ano, e a introdução do exame final nacional optativo de Filosofia no 12º.

 Isto é, quem otar será otário?

 

Expulso de aula por ter “demasiado pêlo na cara”

Um jovem estudante inglês foi expulso da sala de aula e isolado dos colegas por dois dias na Sacred Heart School, em Crosby, alegadamente por ter “demasiado pêlo a crescer na cara”.

É claro que se fosse gay

Paulo Nozolino devolve prémio AICA/MC
e comunica-o.

E eu não só concordo, como aplaudo.

[daqui]

De3 repente deu-lhe o frenesi. Neste caso temo o pior, até porque sendo uma proposta de lei que carece de aprovação parlamentar, adivinho uma coligação eduquesa de esquerda que estragará ainda mais o que já anda estragado.

A forma demagógica e oportunista como a coisa é apresentada também nada promete de positivo.

Reforço da autoridade dos professores

Eu um dia levei uma bela reguada na 3ª classe por ter estado a medir o meu lápis (o lápis!!! não o que medem agora…) com um colega e não fiquei traumatizado para o resto da vida…

Dêem-lhes mais autoridade!

Uma das memórias que retenho dos meus tempos de escola foi o dia em que um professor me pôs na rua pelo facto de eu ter dado um beijo na face à minha colega de carteira. «Não admito essa falta de respeito», disse ele com autoridade, mandando-me, de seguida, sair da sala, com falta. Nem sequer ousei protestar, pois sabia que qualquer coisa que eu dissesse podia levar o professor a agravar a sanção, ou seja, a dar-me a famosa “falta a vermelho”. Uma falta disciplinar que dava direito a uma comunicação para os pais.
Alguém acredita que isso seria possível hoje? Pois a resposta é claramente um não. Hoje, o professor já não tem autoridade na sala de aula. Em nome das famosas boas práticas pedagógicas, retirou-se a autoridade do professor, levando a que os alunos possam fazer o que lhes dá na real gana dentro da sala de aula. Os vídeos que vão sendo colocados na internet demonstram-no bem. Os alunos, que reclamam mais e melhores direitos no seu estatuto, esquecem-se que também têm deveres. Dá-lhes prazer e estatuto gozar com os professores e vangloriarem-se desses feitos. Aos docentes, por sua vez, nada mais lhes resta do que deixarem que os abusos ocorram. Pois, caso tenham a infelicidade de mandar um grito mais forte para se impor, ou então colocar alguém de castigo, arriscam-se a que o aluno fique profundamente chateado e vá fazer queixinhas aos pais. Estes, por sua vez, também não gostam e depois vão manifestar-se às portas da escola exigindo a expulsão do professor, insultando-o do piorio, de preferência, com as televisões presentes.
É engraçado ver o Ministério da Educação a tentar resolver estes problemas. A solução mais comum é a criação de uma comissão. Depois, surgem umas directivas superficiais que, umas vezes atenuam os problemas, outras agravam-nas. Confesso que não sou nenhum especialista em pedagogia. Não domino as grandes teorias sobre as técnicas pedagógicas a levar a cabo dentro de uma sala de aulas. Mas há uma coisa que eu vejo. O professor está sem autoridade. E todos gozam com ele. Que tal voltar a dar-lhe os instrumentos necessários que lhe permita impor o respeito, não só na sala de aulas, como em toda a escola? Parece simples e talvez assim se resolvam alguns problemas que se verificam hoje nos estabelecimentos de ensino… não sei… digo eu.

Por exemplo, do que interessa reforçar uma ou outra penalização do Estatudo do Aluno ou se são agilizados procedimentos, se ao mesmo tempo se transmite a mensagem que desta vez é que ninguém chumba o ano?

“No está en crisis la autoridad del profesor, sino la de la institución escolar”

A Mariano Fernández Enguita (Zaragoza, 1951), uno de los más reputados estudiosos españoles de las cosas de la enseñanza, le parece muy bien reforzar la autoridad del docente, pero está convencido de que ése no es el problema, sino que se trata de una pérdida a todos los niveles. “Lo que está en crisis no es la autoridad del profesor sobre el alumno, sino la autoridad de la institución. ¿Qué sentido tiene hablar de restablecer la autoridad del maestro y al mismo tiempo que haya un espeso silencio acerca de la autoridad del director sobre los profesores? O del inspector de educación. O incluso de la autoridad del Gobierno. ¿Cómo puede legislar el Gobierno que hay que enseñar Ciudadanía y una comunidad decir que se debe enseñar en inglés? Esos mismos, por cierto, son los que luego claman por la autoridad”.

(Continua…)

Mais interessante que os ventos, os casamentos ou mesmo o TGV.

Ley de Autoridad del Profesor protagoniza un discurso marcado por la crisis

Madrid, 15 sep (EFE).- El anuncio de una ley para conceder más autoridad a los profesores ha centrado hoy el discurso de la presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre, en el Debate sobre el estado de la Región, junto a su oferta de “diálogo” a la oposición y los agentes sociales para superar la crisis.

En una intervención con escasos anuncios, el compromiso de Aguirre de presentar próximamente en el Parlamento madrileño una Ley de Autoridad del Profesor ha suscitado el principal interés, máxime cuando se encuentra reciente el debate sobre los valores educativos a raíz de la conducta violenta de un grupo de jóvenes en las fiestas de Pozuelo.

La presidenta ha explicado que la Ley de Autoridad del Profesor concederá a “todos los funcionarios docentes de Primaria y Secundaria la condición de autoridad pública” y que las faltas que se realicen contra ellos tendrán una “consideración más grave” que en la actualidad.

Ha señalado que situará en los equipos directivos de los centros la “responsabilidad del mantenimiento del orden”, lo que compensará con una subida de retribuciones a los jefes de estudio y secretarios.

También pretende que las “familias se impliquen más en el cumplimiento de las normas” establecidas en el Decreto de Convivencia de 2007, entre ellas la prohibición del uso del teléfono móvil en las clases.

Para ello, ha dicho que pedirá a los directores que envíen a los padres durante este mes de septiembre esas normas por escrito, para que las devuelvan firmadas en señal de aceptación.

Novo vídeo colhido em plena aula, neste caso na Escola do Cerco, coloca-nos perante o dilema de perceber se isto não passa de uma parvoíce ocasional de adolescentes a precisarem de emoções fortes, se é o sinal de um tempo em que já não existe qualquer tipo de respeito e distanciação numa sala de aula.

Olhando o vídeo assim como aprece no site do JN não me aprece que, em algum momento, a professora sentisse que estava mesmo a ser ameaçada. Nota-se apenas que achou que a brincadeira estava a ir longe de mais.

Para mim o mais grave mesmo é o ar de business as usual que transparece das seguintes passagens da notícia:

Amanhã, a presidente do Conselho Executivo vai chamar os alunos à escola e abrir um procedimento de inquérito, por causa de um incidente disciplinar que teria sido “resolvido” internamente se não tivessem sido captadas e imagens que circulam na internet.

Colhida de surpresa, a responsável, Ludovina Costa, não conteve a interjeição “Que chatice!”, quando se deu conta da “gravidade” e da “irresponsabilidade” do caso.

Não tivesse galgado os muros da escola, situada numa zona socialmente problemática, o episódio morreria como “uma brincadeira de fim-de-período que mais ou menos toda a gente fez”.

Quanto ao resto, claro que alguma consequência os actos devem ter, mas quantos casos a sério, sem armas de plástico, não se passam por aí que ficam em silêncio?

Atenção que isto vem da parte de alguém que pertence ao mesmo Governo que aprovou o Estatuto do Aluno e que sistematicamente considera «isolados» os casos de violência escolar e depura as estatísticas acerca da indisciplina e insegurança, com a benção de um tal Observatório.

Ministério da Justiça pede mais “autoridade e disciplina nas escolas”

O Ministério da Justiça alertou para a necessidade de mais “autoridade e disciplina nas escolas”, durante a abertura do “Congresso sobre Estilos de Vida e Comportamentos Aditivos”, que hoje debate os problemas da violência infantil, adolescente e adulta.

“Nas escolas (…) a autoridade e a disciplina têm de estar presentes, (…) a não-violência de uns não pode facultar terreno para a violência de outros”, afirmou o chefe de gabinete do secretário de Estado adjunto e da Justiça, Pedro Duarte Silva, que participou na abertura do congresso em representação do governante. O responsável explicou que “a educação tem aqui um papel fundamental, seja na família, na escola ou na sociedade”, como base de prevenção da violência.

É uma Tese de Mestrado sobre um tema que me interessa, embora retrospectivar o fenómeno desde a Antiguidade me pareça excessivo.

Depois a perspectiva e a prospectiva não são as que mais me agradam, mas o tema é dado a abordagens conflituantes.

Em especial quando se aterra de cabeça naquele discurso embrulhadinho, a páginas 178 da Conclusão, ali paredes-meias com o chamado eduquês, aqui polvilhado com um não sei quê, não sei que mais (assumo que também, por vezes, me deixei no passado enrodilhar e enrendilhar neste tipo de tentação hermética), que nos deixa quase sem perceber a quantas andamos, pouco adiantando para além de percebermos que se não for assim é de outra maneira, ou então é ao contrário.

Era mais simples dizer que nos tempos que correm, aconselha o politicamente correcto que se negoceie o exercício da autoridade do professor na sala de aula, se possível com aqueles contratos assinados com os alunos e que depois até há quem cole nas paredes para os lembrar dos compromissos assumidos.

Não digo que não funcione. Apenas nunca necessitei, felizmente, e tenho as minhas antigas turmas para confirmar que raramente exerci o direito à ditadura.

Mas é verdade que tenho tido imensa sorte: a esmagadora maioria dos meus alunos sempre percebeu que uma sala de aula é uma sala de aula, mesmo se nos formos todos sentar fora dela a conversar em dia de calor anti-pedagógico, como uma antiga aluna minha – agora adulta devidamente formada – me relembrou há poucos dias por mail.

Já por aqui passaram, em diferentes momentos, algumas das medidas que por França estão a tentar ser implementadas por Xavier Darcos na área da Educação.

A polémica tem sido enorme e, lá como cá, multiplicaram-se os focos de contestação espontânea com vigílias nas escolas, reunindo professores e docentes que têm apelando á desobediência cívica.

O assunto ganhou enorme destaque na imprensa, ao ponto de até uma publicação essencialmente sarcástica e humorística como a Charlie Hebdo ter feito uma entrevista de dupla página a Plilippe Meirieu sobre o assunto. (nº 835, 18 de Junho de 2008, pp 8-9) Toda a entrevista é excelente, mas só me é possível neste momento digitalizar a parte inicial e deixar-vos com uma ou outra passagem mais interessante como esta sobre a forma como se está a tentar implementar no sistema francês um modelo de obediência hierárquica semelhante ao decorrente no novo modelo de gestão legislado por cá:

Assistimos desde há vários anos, e agora de forma acelerada, à ascensão do autoritarismo dos pequenos chefes, apoiados pelos grandes chefes, eles mesmos apoiados pelos grandes, grandes chefes.

De que chefes fala?

Os corpos de inspecção, as inspecções, os reitores… Esta hierarquia intermédia, encarregue de fazer aplicar as reformas, nunca esteve assim tão militarizada [caporalisé]. E os docentes que fogem à norma nunca estiveram assim vigiados. Fazem face a uma administração muito meticulosa. Esta chama à ordem, bloqueia as iniciativas. É preciso pedir autorizações sem fim. A Educação torna-se uma fábrica que nenhuma pessoa compreende bem.

“A educação para a autoridade é um valor que tem vindo a ser descurado”

Joaquim Azevedo, director da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica, considera que o Ministério da Educação não confia sistematicamente na autoridade e profissionalismo dos professores.

Porque já seria tempo de algumas mentes «traumatizadas» deixarem de lançar os seus fantasmas sobre todos nós…

Com uma pequena montagem inicial, para apimentar a coisa.

Tema incontornável para variar: a autoridade na Educação, a indisciplina, a violência e mais do costume.

Confesso que mal comecei a ver, estava a representante do PCP a falar do Estatuto do Aluno e como nele se defende a expulsão dos alunos das escolas e como os alunos prevaricadores são castigados com a «exclusão» disto e daquilo, seguindo-se a observação pelo deputado do PS que este Estatuto veio resolver os problemas criados pelo Estatuto aprovado anteriormente no governo PSD/CDS.

OK, nem vou ver mais. Nenhum deles leu este Estatuto, o anterior ou qualquer outro. Mesmo repetido mais vale um episódio do House na Fox ou mesmo as irritantes poses do tenente Horatio Caine no CSI Miami do AXN.

Misericórdia.

Disclaimer: Não fui eu que fiz a filmagem ou a montagem, muito menos escolhi o título que acho desnecessário. Mas os autores fizeram o mesmo com a Fernanda Vellez, se bem se lembram os que por aqui passaram, pois aqui no deserto somos todos vizinhos.

Ultrapassado este esclarecimento, escolho este naco da prestação em grande parte pela curiosidade do meu interlocutor – talvez por distracção – responder que o estudo que eu estava a citar era «um estudo de vitimização» enquanto «este» (o da sua equipa) «não é um estudo».

Confirmem por favor. Eu sei que foi um lapso. Mas nem por isso deixa de ser divertido.

Tive reservas em ir, por não perceber bem a utilidade do debate, após duas semanas de massacre sobre o assunto. Comecei por recusar mas, depois, pensei que era algo estranho ficar a comentar o que se passava na televisão, se lá podia estar.

E fui.

Não dei o tempo por perdido.

Mesmo se a coisa se dispersou e a certo ponto perdeu um bocado o seu ponto central.

A sério que passei a generalidade do tempo bem disposto. Desconto o minuto final já descrito no post anterior.

  • Conscientemente não achei necessário impor um discurso agressivo e «fracturante». Outros o fizeram. Sei das limitações de tempo e da exigência dos soundbytes em televisão. Fundamentalmente queria passar a ideia que os professores não são uns alarmistas, sempre a defender interesses particulares contra tudo e todos. Que conseguem ir para lá do anedótico e perceber o mundo em que se movem. Não sei se consegui. De qualquer modo vou atribuir-me um 14 na forma (talvez demasiado relaxada) e 13 no conteúdo (podia ter sido mais preciso e conciso). Não conta para a média final, mas em termos de gozo pessoal subo aos 17, sendo que isso foi resultado da observação do que me rodeou. Média 14.
  • Quanto aos restantes intervenientes, lamento que ao meu colega de mesa, João Palma, não tivesse sido dado mais espaço e tempo de intervenção. Aparentemente estava-lhe destinada a defesa da posição do Procurador-Geral da República o que fez com correcção, embora sem excessivo entusiasmo. Boa a forma (14), menos bem o conteúdo (13). Média 14.
  • Do outro lado, o psiquiatra Pio Abreu era a estrela do programa, que abriu e fechou. Forma muito correcta (16), conteúdo nem sempre perceptível para além da mensagem «sem limites, não há transgressões». Não percebi se defendia a ausência de limites ou algo diferente. Daria um 13, caso não fosse aquele ataque final, sem grande sentido. Fica com 10 no conteúdo, vejam lá a minha falta de respeito. Média de 13.
  • O sociólogo João Sebastião não me convenceu numa argumentação que se baseou na recuperação dos lugares-comuns da Sociologia da Educação de uma esquerda perdida nos anos 60 a inícios de 80. Forma curta, conteúdo demasiado datado. Ninguém acredita ou quer uma sala de aula com alunos muito direitinhos e caladinhos. Isso já não existe. Ninguém acredita que os professores andam a sancionar alunos para os excluir e enviar para as ruas da amargura. Ou se acredita, acredita muito mal. Média de 11, na forma e conteúdo.

Relativamente à plateia vou singularizar apenas os intervenientes que usaram da palavra com maior tempo e liberdade.

  • Começando pelo filósofo José Gil, pessoa que admiro imenso pelos seus escritos, mas que em forma de discurso falado é menos fluente e se enreda a si mesmo. O conteúdo foi bom (16), mas a forma algo confusa e desmotivante (12). Em televisão a complexidade não funciona bem. Média de 14. Sei que estou a abusar da minha liberdade de classificar quem está muito acima de mim no plano intelectual, mas perdoem-me que é só sobre uma prestação em concreto.
  • A psicóloga-professora-mãe-política Joana Amaral Dias foi uma enorme desilusão pelo histrionismo e falta de controle. Agressividade desnecessária e discurso completamente ideologizado e sem capacidade de romper os seus próprios limites. A culpa morre nos Cosmos, nunca nos indivíduos, coitadinhos, vítimas deste sistema neoliberal que também a alimenta. Classificação negativa, daquelas que, há muitos anos, a minha antiga professora Fátima Bonifácio preferia não quantificar para não desanimar muito.
  • O professor universitário Carlos Abreu Amorim foi o responsável por alguns dos melhores momentos do debate, fazendo-me sorrir com todo o gosto. Forma provocadora em muito boa forma controlada (17) e conteúdo bom (15), mesmo se poderia ser mais variado. Mensagem essencial: é necessário repensar a Escola Pública, percebendo que algo está a correr mal. Média de 16.
  • A professora Isabel Fevereiro foi a outra responsável por alguns bons momentos graças à cortante ironia com que apresentou as suas posições. A mensagem que passou foi principalmente a de que quem «está dentro» tem direito a falar, sendo frustrante estar-se sempre submetido a especialistas de bancada. Um homogéneo 16.
  • Fernando Gomes em nome dos pais a sul do tejo apresentou-se com uma forma correcta (15), embora com um conteúdo por vezes pouco coerente, pois oscilou no tipo de argumentação usada Não percebi se queria firmeza desde pequeninos, se outra coisa. Em matéria de conteúdo um 13, para média final de 14. Discordámos, mas penso que com civilidade.
  • Vindo de Gaia para falar depressa e em tom de exaltação das massas Albino Almeida foi igual a si mesmo nesta nova encarnação de grande líder da escola democrática, tendo-se escusado a falar do novo paradigma. Forma excessiva e algo alevantada (12), conteúdo repetitivo e pouco convincente (12). Média de 12. Desnecessário o ruído produzido em off.
  • Os representantes da Escola da Ponte fizeram um bom trabalho de marketing (forma) pelo que merecem 16 na promoção do seu produto. O conteúdo foi escasso (12), pelo que a média fica também pelos 14.

Os restantes participantes falaram pouco ou quase nada, pelo que seria injusto enveredar aqui por uma classificação, com tão pouco tempo em campo.

E pronto, esta foi a minha imitação possível do professor Marcelo a dar as notas da semana, à moda dos velhos programas da TSF.

Agora é só baterem-me à vontade pela ousadia e liberdades tomadas.

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