Autoregulação


Uma intervenção razoavelmente rápida, a caminho de outros compromissos, com a versão curta e menos provocatória do que ia apresentar lá naquilo da Pró-Ordem que foi adiado, quase por certo para assistirem às cerimónias oficiais.

Com Orlando Teixeira, director do Centro de Formação da Associação de Escolas do Concelho do Seixal.

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O resumo:

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…mas deu-me um ataque de DDA (não confundir com ADD).

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Enquanto presidente da ANP João Grancho foi um explícito defensor da auto-regulação dos docentes.

É aproveitar, não digo para criar uma Ordem, mas, pelo menos, para avançar com uma qualquer formulação de um Conselho Deontológico da Educação.

Mas já sabem, eu sou como os da canção dos Deolinda.

Em algumas escolas foi colocada em prática e, até certo ponto, concordo. E há quem também permita a avaliação dos relatores.

Estranho é que, no caso desta escola, se peça esta avaliação antes dos relatores e coordenadores fazerem a avaliação dos seus relatados… e, pelo que me dizem, de início o próprio anonimato não estar garantido.

Numa escola não muito distante desta – são mais uns quilómetros para norte – em vez de 7 parâmetros são apresentados 18.

Numa aqui mais próxima de mim são menos (AvaliaCoord1). Não acho necessariamente uma má prática, pois permite moderar abusos. Ou alguns. O que é uma má prática é pedir isto antes de…

Gosto em particular da escolha da terminologia. É caso para dizer que, em caso de falta de consistência, se pode sempre acrescentar Farinha Maizena… à laia de outro espessante.

 

… e não a criação de uma Ordem, pelo que sei da própria ANP.

Professores voltam a propor a criação de uma Ordem

Vou tentar estar presente, assim não tenha reuniões marcadas para essa tarde. Não necessariamente por causa da questão da Ordem mas mais pela da importância da autoregulação.

Excertos do livro

“A profissão docente pode ser considerada como a mais fundamental e a mais ética das profissões. A mais fundamental, na medida em que todas as profissões de média e superior profissionalidade são aprendidas com professores. E a mais ética, porque nela estão em jogo também a vida psicológica e a formação da consciência moral das crianças, adolescentes e jovens. É verdadeiramente uma profissão do ser humano, com efeitos de vida ou de morte.”

“Uma profissão com tal densidade humana não pode ser o braço desarmado do aparelho de Estado ao serviço de qualquer Governo. Tem uma incomparável responsabilidade profissional de que só ela pode cuidar bem, com legitimidade própria e a autonomia correspondente, através da adopção de elevadas normas profissionais, nomeadamente uma Deontologia que confere aos seus membros o direito e a obrigação de questionar tudo o que ponha em causa os seus valores fundamentais”.

“Um organismo de auto-regulação é uma instância de conjugação da legitimidade pública com a legitimidade profissional para a fusão do valor público da educação com os valores fundamentais da profissão em normas profissionais que sejam princípios reguladores da formação inicial e contínua, da avaliação regular da prática e da eventual sanção da conduta imprópria dos professores”.

“Sendo a dimensão deontológica pedra angular de uma profissionalidade superior, adoptar e supervisionar o respeito de uma Deontologia é um imperativo profissional”.

Cordialmente

João Grancho