Auto-Avaliação


Diremos:

 

Esqueci-Me, Tanto Do Espelho – Como Do Batton  Que O Estilhaçasse!

 

https://educar.wordpress.com/2013/05/12/comeca-o-dia-75/

Três páginas de auto-avaliação para preencher a formalidade. Usei muito poucos adjectivos, quase nenhum.

Caro Paulo,

Vi que tem feito vários posts sobre a questão dos relatórios de auto-avaliação.
Escrevo-lhe para lhe dizer uma coisa que o vai espantar….
Eu também disse aos professores da minha escola no quadro para entregarem o papelito e que usassem o dos contratados.
E porque o fiz? Numa reunião geral expliquei.
Por isto, simplesmente… Não faz falta mas, à cautela perante o imbróglio que é a regulamentação que o Ministério faz, e as luminárias que ditam leis por lá  disse para a malta do quadro fazer se quisesse. Entregam um papel e se daqui a uns tempos alguém vier dizer que só progride quem tiver entregue um papel que muitos duvidam faça falta …..quod abundat non nocet.
Andava tudo angustiado e eu que me esforço por ser sensato disse…. entreguem a papeleta, quem entregar eu despacho para juntar ao processo, nem olho para a coisa e fica a marinar para o ano. Quem não entregar sabe da sua vida…..
Este método de gestão da “coisa” já vem na escola desde MLR e tem corrido bem…. cumprir só mesmo no limite e dando espaço aos temerosos e sem forçar o que não tem de ser forçado.
E escrevo-lhe isto só para dar uma colher de chá aos meus colegas que possam ter feito o mesmo. Muitos não gostam de mim m,as há muita gente boa e pode haver casos parecidos que estão a levar por tabela com a malta das ordens de serviço….. muito esta gente gosta de ordens de serviço (se tivessem ido à tropa mesmo, como parece que gostariam, ainda haveriam de fazer NOP’s).
Um abraço (…)
.
Entretanto eu aproveito para recordar a nota que saiu há pouco mais de um mês, que pouco acrescenta ao DR 26/2012, antes deixando as mesmas zonas ambíguas por aclarar.

Claro que padece dos males apontados aos outros. Fizeram tudo ou quase e o quase está a ser feito. Penso que será de Xalente para cima.

O documento geral fica aqui: Um ano depois_Prestar Contas.

O do MEC tem a sua graça… são 17 páginas sempre a abrir…: MEC Monitor.

Para que ninguém venha a dizer que não sabe o que vem a caminho… por exemplo um GAVE autonomizado…

É aquela coisa tipo NO da auto-estima em alta. E é sempre bom ver como o ministro Relvas encomenda estudos com garantia de não serem contraditas em comentários especializados na SICN.

O que é sempre uma vantagem.

Duque satisfeito com conclusões do estudo sobre serviço público

João Duque, economista e líder do grupo de trabalho escolhido pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para definir o conceito de serviço público está “satisfeito” com o resultado final.

Ao Diário Económico, o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) comentou a fase final de elaboração do documento, assumindo que, “como economista avalio a situação como o trabalho tendo sido feito com menos recursos, logo fomos mais eficientes”.

Já agora uma dúvida: o trabalho foi feito com menos recursos. Com menos recursos do que…?

Era suposto receberem mais pelo estudo? Por comparação com?

Ou apenas se refere ao facto de três elementos terem discordado da forma como o estudo foi conduzido e apresentado?

Mas nesse caso, os recursos a menos foram uma vantagem, porque não ficou lá quem atrapalhasse a auto-satisfação do coordenador do estudo.

Faz-me lembrar o Luís Filipe Vieira quando avaliou o Mantorras em bué de milhões de contos.

Berardo denuncia dívida de 500 mil euros ao museu e diz que só ele pode avaliar os seus bens

Continuam a chegar pérolas:

Uma vez que tem falado deste assunto… envio com o pedido de reserva quanto ao remetente, o Relatório de Autoavaliação que temos de preencher num agrupamento do Centro.
Não faz referência aos objectivos individuais nem às evidências!!!
Pediram que entregassemos um portfolio sem mencionarem o cuidado de ligar para as evidências…
Não está de acordo com a ficha dos objectivos individuais. No ponto 1 refere os objectivos individuais mas esse ponto não faz parte da grelha dos objectivos!
Continuação de “bom” trabalho!
Um fado amigo,
P.

Introdução

 

Durante alguns dias, olhei esta página em branco e as diversas pistas que me tentavam dizer como elaborar este documento….

Depois de ter mantido a luta contra este modelo de avaliação, sem quaisquer dúvidas nem ambiguidades, depois de ter visto colegas honestos que optaram por entregar o que lhes era exigido, ao contrário de outros, que o fizeram pela calada, nunca pensei ver-me nesta situação!!!

Por circunstâncias pessoais e de acordo com a legislação em vigor, só me posso aposentar, no início de 2013. Isto não fazia parte dos meus planos. Não pactuar com a ADD da ME, com as “alterações” subsequentes nunca foi um caminho sem escolhos, como pensam alguns colegas – isso vai-me custar não atingir o último patamar da carreira docente, quando me reformar!!! – quem quiser, que verifique o que a legislação em vigor diz!!!

Mas, algo é muito claro para mim – como escrevia Bernadette Devlin, “A minha consciência não está à venda!” Lamento que tantos professores que estiveram nas manifestações (era a festa, claro….) se tenham rendido…. E mesmo que as estruturas sindicais e que os movimentos surgidos essencialmente na blogosfera também o tenham feito…Por  onde anda a “palavra de ordem” – “não deixaremos ninguém para trás”?

“Eu vim de longe, de muito longe,
o que eu andei p’raqui chegar…
Eu vou para longe, p´ra muito longe…”

O Zé Mário Branco canta tudo neste hino, incluindo, “E então olhei à minha volta”, mas com uma diferença,  infelizmente, só num curto espaço de tempo,  “Vi tanta esperança andar à solta…”

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,,,,” Camões e Zé Mário…

E… para terminar….

“(…) E a realidade plausível cai de repente em cima de mim,
Semi ergo-me enérgico, convencido, humano
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário,

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos,
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações,
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal-disposto”
(…)
In Tabacaria, Álvaro de Campos

Nota final: não vou entregar “evidências” – ao longo do ano, apresentei os relatórios e os testes (ao Coordenador de Departamento) que me foram exigidos! E isso chega!!!

Xxx.

Desculpem a forma como aparece o post, mas o raio do documento original está num formato escorregadio:

A sério: preferiria dar uma meia dúzia de aulas do que preencher isto sobre apenas uma.

Estou aqui porque gosto.

Umas vezes indisposto, como a generalidade ecoa, outras pilhérico – mas ainda pouco, outras completamente distraído.

Indisposto, porque os invejosos não gostam de gente feliz e assim ficam felizes. Pilhérico – mas pouco – por causa das iliteracias. Distraído sempre, para não me aborrecer com as duas questões anteriores.

Quando houver aqui gente não distraidamente feliz e que compreenda a pilhéria… que venha pelo Umbigo de todos, poderei libertar-me. Significa que coiso.

 Source: Information provided by the office of Prime Minister José Sócrates.

 

A quem interessar é clicar na imagem.

Sócrates é muito meu amigo e eu tenho orgulho nessa amizade. Ele gosta muito de mim. Eu também gosto e admiro-o muito. E tenho muita pena que ele tenha sido tão mal tratado, tão agredido. Nunca nenhum primeiro-ministro foi tão agredido como ele e tão injustamente. Já o acusaram pelo menos de quatro coisas graves e ainda não provaram nenhuma. Mas continuam à procura.

O Estado Novo não tinha limites e perseguia ilegalmente. O que eles fazem agora tem sempre base legal. Tentam processá-lo. Não se pode dizer que sejam cometidas ilegalidades, o que são cometidos é excessos reprováveis e condenáveis. A partir do momento em que já se provou que não há nada que prove a culpa dele, insistem. Porque ele é o verdadeiro inimigo dos partidos da oposição. Personaliza hoje o PS com uma força muito grande. Por outro lado, admiro-o por muitas razões, não só a resistência psíquica, clarividência, capacidade oratória, a de se deslocar. Ele é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte.

Ele cansa um exército e quando vai a qualquer país ainda vai correr na rua. Mas há uma coisa que admiro muito nele: a capacidade de inovação. Nunca ninguém fez tantas reformas como ele, sobretudo no anterior Governo, nomeadamente na área das novas tecnologias, saúde, energia.

Eu admirei os três primeiros-ministros. Tenho grande admiração por Mário Soares: pai da democracia. O Guterres: brilhante orador. Dos três, o melhor primeiro-ministro tem sido Sócrates.

Dito pelo “príncipe da democracia“, o tal que via dinamite em pontes.

Ler a proposta negocial do ME para a ADD, enquadrando-a no foguetório que têm sido estes últimos 4 anos nesta matéria osicla entre o trágico e o cómico.

Lembram-se quando ridicularizaram – com uns pózinhos de razão – a proposta da Fenprof por apenas contemplar a auto-avaliação para a o processo normal de avaliação?

Quem diria que acabariam com uma proposta em que se pode ler:

Quem diria? O nóvel secretário de Estado e ex-presidente do CCAP é um fervoroso defensor do modelo de auto-avaliação em educação, não só do ponto de vista individual como organizacional.

Tudo decorre deste projecto de investigação e tem uma cristalização impressa num artigo escrito a meias com Jorge Adelino Costa no nº 7 (Novembro de 2005) a revista Educação e Infância – Investigação e Práticas do GEDEI – Grupo de Estudos para o Desenvolvimento da Educação de Infância.

VenturaEu depois posso digitalizar aquelas partes mais giras em que a auto-avaliação e a avaliação com intuitos principalmente formativos, com base numa reflexão dos intervenientes acerca das suas práticas, é apresentada como a melhor metodologia do ponto de vista organizacional.

Acrescente-se apenas que, segundo testemunho do notificado, nesta escola o prazo para a entrega dos OI se estendeu até 1 de Junho, após diversas manobras de sedução de quem os não entregara de início.

Notificacao1Notificacao2Notificacao3

É a última novidade num Agrupamento Vertical a norte deste país, fruto de uma visão extraordinariamente visionária. Não chega a auto-avaliação, há que observá-la (o que será? uma heteroavaliação?)…

Isto é que é um requinte de eduquês adesivado

Com atraso:

Estou a auto-avaliar-me

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