Atirando Barro À Parede


Li algures,  na sequência de mais um debate sobre a prisão preventiva de José Sócrates nas redes sociais (mas num bom perfil, de pessoa estimável e frequentado por gente “bem”, que a esquerda (leia-se, o PS de Costa) não poderia – por vingança – vir a governar como a direita está a fazer, com tropelias diversas, em matérias económicas, políticas e jurídicas.

Não se preocupem, amiguinh@s,porque a esquerda (leia-se, o PS de Sócrates) já governou como a direita está a governar em praticamente todas as matérias, sendo que em alguns casos (condicionamento da comunicação social e da Justiça) me parece ter ido até bem mais longe.

E se é verdade que estes foram além da troika nos apertos, eu ainda me lembro do regabofe que foi até 2011, com excepção do ano eleitoral de 2009, quando a zurzirem o pau de marmeleiro no mexilhão.

Que não se lembrem ou façam por não se lembrar, é uma coisa, agora que queiram que todos se tenham tornado amnésicos selectivos, é outra coisa.

fenosburros002

A ministra das Finanças insinua que não se recebe dinheiro da troika por causa da decisão do TC, mas esquece-se de dizer que o prolongamento do programa assistencial foi pedido pelo Governo.

O prazo inicial era 17 de Maio e assim foi comemorado pelo vice.

Claro que a ministra Maria Luís faz jogos de linguagem em cima de artifícios da sua responsabilidade. Se é mentir? Para mim, é pior!

PortasZero

O primeiro-ministro Passos Coelho esclareceu que a nova fórmula para o cálculo das pensões que, segundo avançou uma fonte do Ministério das Finanças visa substituir a atual Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), não passa de “mera especulação”. Passos garante, a partir de Moçambique, que o Governo ainda “não tomou qualquer decisão”.

Veja-se o trajecto dos anteriores. Mantiveram- se sempre firmes e hirtos. Mas sempre responsáveis. Normalmente, por muito que os acussassem de  isto e aquilo no passado, o futuro aguarda-os com um lugar de senador.

Com jeitinho, até se fazem ordenamentos capilares para se ficar melhor no painel.

A luta segue dentro de momentos. Em devido tempo sairá o guia-anti.

… que isso é coisa que nunca ocorreria a alguém, taxar grandes lucros de empresas quase monopolistas para aligeirar os encargos dos pequenos que andam a pagá-las há anos.

Vejam lá… não chateiem potenciais futuros empregadores…

PSD e CDS estudam contribuição extraordinária a aplicar às telecomunicações e às PPP

Objectivo é aliviar cortes dos salários dos funcionários públicos e reduzir a sobretaxa do IRS sem pôr em risco défice de 4%.

… ou li as respectivas transcrições daquela polémica do passado final de semana. É assim tão demorado como as actas do tempo das reuniões com a Alçada? Desta vez também ficou doente o técnico?

… por tamanhas partidas

Este cá para mim vai fazer “pontes”

Daniel Oliveira abandona Bloco de Esquerda

Militante histórico comunicou hoje a decisão à Comissão Política, numa carta em que diz que o Bloco é hoje “um factor de bloqueio, alimentando-se e alimentando o sectarismo” e onde afirma que Francisco Louçã, “o coordenador anterior, não desistiu de continuar a coordenar”.

Mas então enquanto o Louçã coordenava-coordenava não saiu e sai agora? Falta de espaço para…?
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Já estou a ver como o PS do Seguro vai alargar a sua base de apoio, com recurso à mediação do Costa…
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O raio dos portugueses são uma cambada… vivem acima das possibilidades, não querem pagar impostos e apenas receber benefícios, resistem a emigrar e ainda por cima não entendem esse transparente orador que é o nosso PM, virtuoso enunciador de límpidas verdades que toda a gente (não) percebe.

E não há que enganar… BE e MEC estão a falar de coisas muito, muito diferentes. Divergentes, mesmo…

Seguindo uma recomendação recente feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda entregou um projecto de resolução no Parlamento onde se defende que “a avaliação das aprendizagens dos alunos deve ser feita separadamente da avaliação dos seus comportamentos e atitudes”. Actualmente as notas de final de período dos alunos do ensino básico resultam de uma fórmula em que são atribuídas percentagens às várias componentes.

A deputada Ana Drago confirmou ao PÚBLICO que é a primeira vez que o BE defende esta separação de águas, acrescentando que a proposta resultou da leitura do relatório sobre a avaliação no sistema de ensino português elaborado pela OCDE. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) está a preparar alterações ao modelo de avaliação dos alunos, indicou ao PÚBLICO o seu gabinete de imprensa, que não especificou se as mudanças passarão por uma avaliação separada das aprendizagens. Segundo o MEC, “o modelo de avaliação dos alunos deverá ser adaptado às alterações que o ministério está a introduzir no sistema educativo de forma a alcançar os objectivos do programa do Governo. Em particular, queremos que a avaliação seja mais objectiva, guiada claramente por metas curriculares e não por “competências” vagas, e que ajude os alunos a progredir”.

E o Estatuto do Aluno no meio disto tudo?

Adivinha-se salgalhada…

… por isso…

Governo garante que professores do quadro não serão afetados com reforma curricular

… se fosse pela mão de Nuno Crato que se enveredasse pela infantilização de um 1º Ciclo com seis anos, generalista, com base em teorias de secretária sobre o insucesso e achismos teóricos. Aquilo que caracterizava um Valter Lemos, por exemplo.

Os números do insucesso apontam para o 7º ano como o ponto crítico do percurso educacional dos alunos, não o 5º (há dados muito mais recentes, mas há muito que os pontos negros estão identificados e quantificados). O corte traumático de que tantos falam é descomprovado pelos dados disponíveis.  Toda a lógica aconselharia a fusão dos 2º e 3º ciclos, que até são leccionados nas mesmas escolas (as EB2/3), permitindo distender os programas das áreas disciplinares fundamentais (Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras, Matemática, História e Geografia, Ciências, Expressões), sem andarmos a  repetir conteúdos.

Mas parece que há demasiada pressão – será das instituições de formações de professores-generalistas para garantir empregos? – para o alargamento do 1º ciclo.

Em outros tempos, ainda me daria ao trabalho de me indignar contra a asneira. Nos tempos que correm já espero que tudo aconteça, com base nos argumentários mais estrambólicos. Que, em boa verdade, apenas pretendem arranjar espaço para os generalistas bolonheses que certos especialistas andam a formar. E precisam justificar a sua existência.

Já agora, só como exemplo de um estudo que prova o inverso do senso comum, com base opinião dos próprios alunos:

Ao contrário do que a literatura sugere, a maioria dos alunos, neste estudo, indicou que gostam mais do modo como está estruturada a escola Básica e Secundária (vários professores para diferentes disciplinas) ao contrário da Escola Primária (ensino globalizante).

Se gostam mais, provavelmente até será mais fácil motivá-los para… as aprendizagens e tal…

Dados do (in)sucesso disponíveis aqui: