Assombrações


O antigo responsável pela pasta da Economia acusa ainda Portas de “intriga e chantagem com um país numa situação dramática e que estava sob assistência financeira. Santos Pereira, refere ainda que “o timing da demissão de Vítor Gaspar surpreendeu-me”, mas, “a surpresa das surpresas aconteceu dia 2 de julho”, altura em que Portas apresenta a ‘irrevogável demissão’ .

O verdadeiro desconforto do SE Casanova não é com os erros na colocação de professores, mas sim com o facto de o terem obrigado a assumir publicamente o dito “desconforto” por um processo que tutela, mas do qual não quer saber e tem raiva a quem sabe.

O desconforto maior foi ter de ver o elogio ao ministro, enquanto para ele ficaram – por agora – as nozes para descascar e o lugar mau na fotografia, ele que está tão habituado ao estilo português suave das palmadinhas nas costas e pisca-piscas.

A história do professor que ficou colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso

Fernando (nome fictício) afirma que o seu caso seria cómico se as consequências não fossem tão graves. Dos 3216 horários que o Ministério da Educação atribuiu esta sexta-feira, 75 ficaram para ele, que não vai aceitar qualquer um. Isso significa que, por causa de um erro, mais de 1000 crianças, no mínimo, ficarão pelo menos mais uns dias sem aulas.

 

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Tchi, quase me convencia por empréstimo… O que querem? Tenho uma lei para a teoria das filas, nunca lamber bichas.

 

Um tipo não deve deixar o ano acabar com provocações guardadas. Esta agora dedica-se a todos os que ficaram excitados com a seguinte imagem, que anda a circular pelo FBook a partir de uma primeira página do diário As Beiras de 29/30 de Dezembro:

PassosSala

Ao que parece choca algumas pessoas que o PM ande a ler um bom livro de História, da autoria do irmão do seu chefe de gabinete.*

* Afinal dizem-me que é o livro A Diplomacia de Salazar” de Bernando Futscher Pereira, o que não inviabiliza necessariamente a análise pois até o preço é o mesmo.

Não percebo bem o alarido.

Se é por causa do tema, se por causa do autor, se por outra razão.

A mim só me chocam os 30 euros que o livro ainda custa e me desaconselhou a aquisição, pois do autor acabei por comprar o bem mais pequeno sobre Afonso Costa por questões de trabalho.

Tivesse eu subsídio e com certeza o teria comprado naquela dos 4 por 3 da FNAC.

Mas do que folheei e consultei recentemente numa biblioteca, acho um excelente livro, que deveria ser lido por muita gente, com vantagem sobre os escritos de outros historiadores mais mediáticos que abordaram o Estado Novo.

Não sei se o choque de certas consciências seria tão grande se o livro em causa fosse este, que é bem menos documentado e mais ideológico. Assim como acho infinitamente melhor do que qualquer dos textos panfletários de Rui Ramos sobre o mesmo assunto.

O nosso PM está a ler um bom livro de História e eu só lamento que certamente o dele foi oferecido e eu terei de esperar por uma daquelas promoções interessantes, do tipo Black Friday para o comprar.

Até porque tenho já a biografia do Ian kershaw sobre o Hitler, a do Jean Jacques Marie sobre o Estaline e penso que consegui a edição de bolso da edição francesa do Paul Preston sobre o Franco, embora não saiba onde a arrumei.

E tenho a biografia do Fidel pelo Serge Raffy, comprada em promoção. E dois dos volumes do Pacheco Pereira sobre o Álvaro Cunhal. E umas quantas biografias publicadas pela Assembleia da República, incluindo a do António José de Almeida e a do Magalhães Lima.

Tudo boas leituras. Tudo comprado, pois não conheço os autores, de modo a cravá-los.

Não sei é se isso faz de mim um ditador, comunista ou maçon potencial.

O raio dos portugueses são uma cambada… vivem acima das possibilidades, não querem pagar impostos e apenas receber benefícios, resistem a emigrar e ainda por cima não entendem esse transparente orador que é o nosso PM, virtuoso enunciador de límpidas verdades que toda a gente (não) percebe.

Ou como eles gostam tanto da segurança que dá a disciplina que, quando dá jeito, criticam.

Fernando Madrinha no Expresso de hoje, assustado com o facto da CGTP e os “sindicatos” não estarem a enquadrar devidamente o protesto popular, ou seja, a fazer o seu papel no sistema:

A CGTP promoveu no sábado aquela que pretendia ser a sua maior manifestação de sempre. Foi grande, sem dúvida, mas comparando com as de 15 de setembro, ficou aquém. os sindicatos estão a perder a rua, não para o centro ou para a direita, mas para o… Facebook. E esta é uma mudança “estrutural” com consequências. Desde logo, leva os partidos da esquerda a radicalizarem as suas posições. Depois, introduz um grau de incerteza e de imprevisibilidade com riscos acrescidos para a estabilidade social e política. Teme-se o pior.

Este tipo de discurso é factualmente correcto mas está eivado de medos, preconceitos e revelações em tão poucas palavras. E também explica a forma muito agradável como muita comunicação social, em tempo real, não fez comparações claras com o que se passara em 15 de Setembro.

Nada como a CGTP para se ter uma contestação domesticada e enquadrada nas regras do sistema.

Cuidado com quem foge ao enquadramento e consegue mobilizar sem rédeas. Ai, ai, ai o demónio das redes sociais… (não percebendo que há muita coisa das redes sociais que falha estrondosamente, sendo que é mais importante perceber as que funcionam e porquê…)

Afinal o discurso dos “partidos da esquerda” nem sequer estava radicalizado pela situação política, é empurrado pelas mobilizações de rua de tipo mais espontâneo.

Meu Deus, como o mundo dos caturras está a mudar e como a incerteza os assusta. Como se pode desmoronar o equilíbrio coreográfico que constitui a previsibilidade do establishment há décadas.

O mundo vai mudando – não sei se de forma “estrutural” porque há idosos mentais que, quando se assustam, começam logo a prever o apocalipse em ceroulas – e eles estão tão assustados, tão assustados.

Tantos anos a acusar a CGTP de ser um bicho-papão e, afinal, ela sempre foi um elemento de certeza e estabilidade

👿

Mas o mais certo é serem premiados por isso.

Caixa Geral de Depósitos apresenta primeiros prejuízos de sempre

É obra! Embora tenha sido sempre poiso para tachos e alavanca para saltos à vara, ao menos era uma jóia da Coroa (ou República) que se mantinha lucrativa.

Agora, graças ao B(uraco) P(rivado) N(egro), mas não só, conseguiram colocá-la a dar prejuízo.

Grandes gestores! Grande tutela política!

ou p’ró ano não faço um corno.

Ex-ministra diz que Governo deve ir até ao fim da legislatura

A ex-ministra da Educação não põe de lado a hipótese de voltar à política, apesar de dizer que não tem o seu “futuro tão planeado”.

Foi a ministra da Educação que ocupou o cargo durante mais tempo depois do 25 de Abril. Mais de um ano depois de deixar o Governo, reflecte sobre a sua experiência à frente do ministério, sem esquecer o desgaste causado pelas fricções com os professores. Apesar de tudo, prefere falar do presente, na Fundação Luso-Americana, e do futuro.

Numa entrevista concedida a João Marcelino, antes de ser conhecida a intenção do Bloco de Esquerda de apresentar uma moção de censura ao Governo, Maria de Lurdes Rodigues considera “que os mandatos devem ser para cumprir” e elogia a “invulgar coragem e determinação” do primeiro-ministro, José Sócrates. “Nos últimos anos assistimos à expressão do desejo de que as regras de substituição dos governos sejam outras que não as das eleições”, critica.

A professora universitária, socióloga de formação, diz ainda que nunca se filiou no PS porque “não calhou”.