Assim Acabamos Mal…


… porque o holy ghost está prestes a enterrar-nos a todos ou quase todos (há sempre os que sabem e e se escapam a tempo das hecatombes) e já é difícil fazer mais cortes para desenterrar outro banco do buraco.

Isto deu para o BPN sem vergonha na cara, para o BCP de forma encoberta, para o Banif porque era mais pequeno, mas duvido que agora ainda exista dinheiro a sacar à malta que consiga disfarçar os alçapões de Angola à América, passando pelos paraísos fiscais daqui e dali.

Se o modelo de gestão continua monolítico, de natureza hierárquica, concentracionário, baseado nas nomeações e não numa verdadeira escolha partilha, como são capazes de escrever (artigo 3º do despacho normativo 6/2014) que:

2. A autonomia da escola deve ser orientada para objetivos específicos, nomeadamente os seguintes:
(…)
b) Uma participação ativa dos docentes no processo de decisão, envolvendo todos os potenciais participantes no mesmo;

O actual modelo de gestão escolar é a negação de tal princípio e o despacho da alegada “autonomia” mais não é do que uma sucessão de espartilhos estatísticos que pedem sucesso imediato, caso contrário as coisas ainda ficam pior do que sem a dita cuja.

E tanto tempo que foi necessário para isto ser publicado… na prática, todo este ano lectivo foi vivido sem saber com que regras a “autonomia” iria ser praticada e medida.

O costume.

… porque eu até fui convidado para moderar um debate sobre Educação entre as várias candidaturas na próxima semana e estou com as aulas de wrestling em atraso.

Encontro de Moita e Vistas acaba a murro e pontapé

… foi provar que no Ensino Básico e Secundário bastam 2 ou 3 professores para darem aulas a 180 alunos.

Cantina+Exames

A desorientação que se apossou dos agentes provocadores alinhados com este governo na blogosfera atingiu um nível de ataque pessoal paralelo ao dos abrantes socratinos, não poupando nada, nem ninguém.

Tudo se agravou nas últimas semanas, quando o escrutínio sobre o discurso produzido pelo MEC começou a, aparentemente, causar estragos e produzir questões incómodas.

Já foi tentada a descredilização, agora passou-se para a intimidação… e olhem que eu ainda sei distinguir as coisas… não sou nenhum Santana Lopes…

É bom que se note que isto parte de quem há semanas antecipa conclusões de um estudo alegadamente em preparação pelo MEC. Até o desempenho escolar da minha filha é pasto para insinuações sobre favores:

Mas muito pior, é falar de co-pagamentos na Educação (á semelhança da Saúde). Sim. Será o fim do mundo, porque os rebentos de alguns (muitos) umbiguistas por “escassez de recursos económicos” (coitadinhos) fruem não só da dita Escola Pública de forma totalmente gratuita (paga por todos os contribuintes), como de tratamento VIP entre os camaradas de docência.
Isto é justo? Claro que SIM, para o Dr. Paulo e seus camaradas.

Tudo isto é abjecto e só pode sair de uma cabeça a caminho da senilidade ou de um crianço em busca de créditos para progressão no encostanço liberal ao Estado.

Ainda mais abjecto do que o comentário seguinte escrito por uma Rita Pereira, que também comentou como Luís Seruca e Pedro Castelo (podiam ter disfarçado nem melhor o rasto…):

Este Paulo Guinote parece a PIDE. Tudo o que sai da tutela ele sabe! Não tarda muito vou começar a falar de guinotadas que ele fazia na escola onde fomos colegas !!!! Se vocês imaginassem… eu vou contando !!!! Ai Paulinho Paulinho !!!! ai os telhados de vidro !!!!!

Deixo aqui apenas um aviso a quem (quiçá…) coordena isto: o que recebo ainda me chega para pagar a sopa de santola. 🙂

Ahhhhhhhhhhh… isto não é vitimização. É apenas a avisar…

A situação é a seguinte:

Sou Professor de Q.Agr. Grupo 230

No ano letivo de 09.10 fui colocado numa escola em DAR. Entretanto no ano 10.11 uma colega do QZP do grupo 110 ficou sem turma e foi para a escola sede do agrupamento ficando com um horário do grupo 230 para o qual também tem habilitação profissional.

Na próxima distribuição de serviço a Diretora do agrupamento diz que vai prescindir de um horário do 230 e publicitou uma lista com a graduação de todos os docentes por Grupos de recrutamento.

A colega QZP do Grupo 110, consta dessa lista no Gr 230 e como é mais graduada que eu  vou ter que sair da situação de DAR.

Será que isto é legal?

Pelo menos justo não é!!!!!

(…)

Legal… legal… não será… mas as margens de arbitrariedade na distribuição de serviço por parte das direcções pode permitir isto ou… muito pior, desde que os encostos estejam quentes.

Depois de elogiar João Galamba, Pedro Nuno Santos e Isabel Moreira (todos dignos órfãos ansiosos por um regresso de D. Sócrates numa tarde de poluição), escreve hoje Daniel Oliveira no Expresso:

Não sou dos que à esquerda sonham com a implosão do Partido Socialista. Quem conhece a história da esquerda europeia sabe que a beneficiária de um suicídio político do PS, em tempos de crise, será exclusivamente a direita. Mas espero, como acho que muita gente espera nestes tempos decisivos, uma clarificação dos socialistas. Ver uma nova geração – que vai tendo no nunca distraído Mário Soares o seu apadrinhamento – a comprar as guerras certas sem se perder na mera guerrilha inócua é boa notícia. Mesmo que isso enfraueça a oposição e dê, por uns dias, sossego ao governo há imperativos políticos que não se adiam. Os tempos que vivemos são de emergência nacional. (…) Talvez por isso sejam os políticos mais novos a temer o juízo do futuro. E a não aceitarem em silêncio a ‘abstenção violenta’ de um líder fraco.

  • Primeiros: o PS já implodiu pelas acções e omissões de Sócrates, com o apoio dos marimba e galamba boys and girls que Daniel Oliveira tanto elogia.
  • Segundos: em seu tempo, Mário Soares implodiu o PS para seguir as suas ambições pessoais de ser Presidente da República, sem se incomodar se isso abria caminho à direita. E Cavaco Silva governou dez anos graças a Soares.
  • Terceiros: no dia em que a alternativa de esquerda passar por Oliveira, Galamba e Marimbas, eu nem emigro, eu mudo de planeta. É que coisa mais velha e serôdia (ainda me lembro do velho fracturante Sousa Pinto, outro dos afilhados políticos de Soares) não existe e faz Carvalhas parecer, a esta distância, um líder entusiasmante e a bancada do PCP um exemplo de enorme juventude e frescura.

Mas o mais certo é serem premiados por isso.

Caixa Geral de Depósitos apresenta primeiros prejuízos de sempre

É obra! Embora tenha sido sempre poiso para tachos e alavanca para saltos à vara, ao menos era uma jóia da Coroa (ou República) que se mantinha lucrativa.

Agora, graças ao B(uraco) P(rivado) N(egro), mas não só, conseguiram colocá-la a dar prejuízo.

Grandes gestores! Grande tutela política!

Corte de subsídios não foi inscrito como medida temporária

O ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais alerta que a suspensão dos subsídios da administração pública não foi inscrita no Orçamento como medida “one-off”.

“Se é uma medida temporária, devia ser contabilizada como medida ‘one-off’ [temporária] no relatório do Orçamento do Estado, mas a única medida ‘one-off’ é a integração de fundo de pensões [da banca na Segurança Social]”, afirmou hoje o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de António Guterres.

No II Fórum da Fiscalidade, que se realizou no Porto, António Carlos dos Santos defendeu que “há um discurso interno para o pessoal e sobretudo para o Tribunal Constitucional e um discurso externo que transparece dos quadros enviados para Bruxelas de que [a suspensão dos subsídios de férias e de Natal da administração pública e dos pensionistas] é uma medida para ficar, de corte puro e duro”.