Assalto


Vem aí uma tentativa de agilização negocial destinada a produzir dois efeitos:

  • Empurrar os professores mais velhos para uma aposentação antecipada, agora com condições ainda mais desfavoráveis.
  • Impedir a entrada dos professores mais novos em quadros de agrupamento ou escola e empurrar os que estão na base da carreira para uma situação de mobilidade geográfica e especial que significa uma regressão de décadas nas condições laborais.

O MEC dirá que a promessa explícita não será cumprida porque as condições são diferentes e tal e coiso.

Obras em escolas pagas antes de serem feitas

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) pagou, em Dezembro, mais de 600 mil euros a cinco construtoras, por obras em sete escolas que ainda não foram realizadas, apurou o CM.

Só pode.

… que tenha pago do bolso dele – mas do nosso.

Colocou papelinhos num chapéu?

Para quando uma revolta?

Vejo colegas envelhecidos.
Vejo colegas de baixa por depressão.
Tudo anda anormalmente esgotado.
Vejo à minha volta um ambiente dividido.
Vejo muita gente numa onda de apatia que mete dó.
Vejo gente que conta os dias para a reforma.
Vejo excesso de burocracia.
Passam.se horas na escola para reuniões inúteis.
Vejo contratados com 14 anos de serviço em pânico porque para o ano vão para o desemprego.
Vamos ser avaliados e congelados.
Até quando?

TEMOS QUE NOS UNIR…
SENÃO ELES DARÃO CABO DE NÓS

Obrigado pela atenção, é que hoje soube que uma colega foi internada em psiquiatria,

Pedro Castro

Professores Alvo De Idiotas.  Professores Idiotas Satisfeitos.

Tal como eu, pergunto-me pela minha preocupação pelos pares. Havia de ser ímpar!

 

… vai sair no exame de Estudo Acompanhado, uma coisa que o primeiro-ministro já disse ser estratégico estudar.

Não pago mais “scuts”, não pagarei, assumam-nas os que agora vivem às custas dos refugiados. Nem sequer interessa se cada vez há mais.

Não pago!

Gosto do gerúndio, facilitando:

https://servicos.dgrhe.min-edu.pt/ValidacaoAvaliacao/

Aberta a contraditório, fica aqui uma exposição, anónima por razões que se compreenderão, da situação vivida no Agrupamento de Escolas de Gondifelos.

A Escola Básica Integrada de Gondifelos (posteriormente Agrupamento de Escolas de Gondifelos ) tem cerca de 18 anos de existência, inicialmente como secção da Escola Júlio Brandão. Foi um dos Agrupamentos que fez parte do Projecto-Piloto da Avaliação Externa e em sequência disso, foi uma das vinte e duas escolas que em Outubro de 2007 assinou um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação.

O Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Gondifelos foi reeleito para o triénio 2007/2010 no dia 25 de Junho de 2007 com tomada de posse a 20 Julho.

Em Abril deste ano foi aberto concurso para « Director » ao abrigo do Dec.-lei 75 / 2008. O prazo das candidaturas terminou a 24 de Abril e nesta data foi recebida uma única candidatura de uma pessoa externa ao Agrupamento (já para se conseguir uma lista de professores candidata para o Conselho Geral Transitório foi um problema e só depois de duas tentativas!)

Esta única candidatura, e depois de todos os procedimentos previstos, foi rejeitada por unanimidade do Conselho Geral Transitório, sem ter ido sequer a votação. A fundamentação para esta rejeição baseou-se na falta de condições necessárias para ser eleita Directora do nosso Agrupamento que tem um percurso único e características muito próprias. Além disto, a candidata foi opositora a quase todos os concursos das Escolas de V. N. Famalicão, tendo apresentado sempre o mesmo Plano de Acção / Projecto de Intervenção.

Esta decisão do Conselho Geral Transitório consta de uma acta datada de 15 de Maio onde também se lê que deveria ser nomeada uma Comissão Administrativa constituída por professores do Agrupamento. Tudo isto foi comunicado de imediato à DREN que nunca deu resposta, apesar das várias tentativas telefónicas feitas pela Presidente do Conselho Geral Transitório, que acompanhada do Presidente do Conselho Executivo tentou também ser recebida pessoalmente pelo Director Regional Adjunto, sem o ter conseguido.

Na passada 5ª feira, dia 25 de Junho a Escola recebeu um telefonema do prof. Jonas Maciel dando-nos conhecimento de que tinha sido nomeado Presidente da Comissão Administrativa Provisória do nosso Agrupamento, por um ano. Só no dia seguinte, 26 de Junho, a Escola recebeu comunicação escrita da DREN nomeando a pessoa atrás referida e mais duas outras pessoas que não pertencem também ao Agrupamento. Esta equipa de três elementos ( e ainda uma quarta pessoa que por coincidência foi destacada na mesma data para a DREN ) corresponde exactamente ao ex-Conselho Executivo da Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

Reconhecemos a longa experiência em gestão escolar das pessoas nomeadas, mas ao nível do ensino secundário. O Ensino Pré-Escolar e o 1º Ciclo em particular,tem especificidades muito distintas do secundário, já para não falar no total desconhecimento da nossa realidade enquanto Agrupamento. O professor Jonas Maciel perdeu a eleição para Director da Camilo e como recompensa foi nomeado Presidente da Comissão Provisória de Gondifelos, escola cujo projecto desconhece na totalidade.

Ninguém foi tido nem achado sobre esta nomeação, nem mesmo a Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos. Além disto, o Presidente da Comissão Administrativa Provisória irá tomar posse já na próxima 4ª feira, dia 1 de Julho, sem que tenha havido aviso prévio ou nos tenham auscultado sobre a oportunidade da data. O ano lectivo ainda não terminou e há um sem número de tarefas de natureza administrativa e pedagógica que ainda não concluímos, para além de nem nos ser dado tempo útil para desocupar e arrumar os gabinetes e os armários que são/foram do Conselho Executivo.

É inacreditável e lamentável esta atitude da DREN e por isso achamos que esta situação deveria ser denunciada.

luta jurídica em santo onofre (2)

  • Imaginemos uma PCE que perde o concurso para Director(a) da sua EB2/3 com Secundário, que até interpõe, ou ameaça interpor, recurso da decisão.
  • Imaginemos que num concelho limítrofe há um Agrupamento com um vazio de poder induzido pela DRE que precisa de encontrar uma CAP jeitosa.

Exacto… a tal ex-PCE desinteressa-se do recurso pois prometem-lhe lugar com mãos livres…

Isto anda ao desbarato…

Esta é a descrição por alguém do agrupamento que está a viver uma das situações mais críticas ao nível da gestão, com a DRELVT a intrometer-se directamente num processo eleitoral que seguiu as regras do 75/2008 e após a sua própria homologação.

Agrupamento de Pinhal de Frades, Seixal, em estado de choque com decisão da DRELVT

A novela mexicana deste agrupamento começou com um pedido da presidente do conselho executivo a solicitar ao CGT a rápida eleição do director do agrupamento, também por motivos de gestão e não apenas monetários. Apesar de uma parte do CGT não estar de acordo, porque queria penas centrar-se no Regulamento Interno, a maioria resolveu atender ao pedido da senhora presidente do CE.
A primeira surpresa surgiu aquando da entrega das candidaturas: além da presidente do CE, apareceu uma outra candidata. Tínhamos, então, a experiência versus a sapiência: a candidata com 14 anos de executivo e a candidata com mestrado e em fase de tese de doutoramento.

A segunda surpresa: a sapiência vence 12 a 6, com a abstenção da autarquia, claro. Foi o renascer de um agrupamento: respirava-se novamente.

Mas eis que tudo o que é bom, ou excepcional!, acaba: a candidata vencida interpõe um recurso, alegando falta de habilitações da sua adversária. Apesar do Director Regional já ter homologado esta candidata, vem uma revogação por falta de 1 número de acreditação da parte curricular do doutoramento!

Sai a directora, entra a presidente do CE. Todos os professores e funcionários do CGT são convocados para uma reunião com o Director Regional. Neste encontro o Director refere que homologou a directora porque o documento ficou uma semana preso nos serviços, sendo depois indevidamente enviado para a escola (?!). Assim, dever-se-ia continuar com o mesmo concurso, mas apenas com 1 candidata: a vencida. Interpelado sobre a legalidade do acto, referiu ter “resmas” de advogados e que ele é que iria tomar a decisão final. Apresentou de seguida várias hipóteses para solucionar este caso:

  • a candidata vencida demitia-se;
  • o CGT demitia-se ou faltava às reuniões;
  • elegia-se a candidata vencida, uma vez que uma CAP poderia ser terrível;
  • o CGT aprovar 1 documento expressando que não estavam reunidas as condições para a eleição do director, documento este que teria que ser aprovado por uma maioria de dois terços dos votos.

No entanto, ter-se-ia que garantir a calma do agrupamento e a tranquilidade de toda a comunidade. A presidente do CGT apresentou 1 abaixo-assinado que lhe fora dirigido pela comunidade (o qual já era do conhecimento do sr. Director – “por via oficial e outras”sic) a solicitar a reposição da democraticidade na eleição do director do agrupamento. Este documento que revelava a instabilidade vivida nas escolas do agrupamento,  não teve efeitos porque, segundo o senhor director, “muitos gostam de se manter longe destas situações” (porque será?!)

Indignados com tais propostas, e com a atitude de quem quer governar a todo o custo, todos os professores, efectivos e suplentes, demitiram-se, juntamente com 1 elemento cooptado e 2 representantes dos EE. Esta difícil decisão foi tomada com o intuito de “matar” 1 eleição viciada e repor a democraticidade no agrupamento.

Resultado: o sr. Daniel Rodrigues telefona ao elemento mais velho do CGT remanescente,  a chefe dos serviços administrativos, dizendo-lhe que deve assumir a presidência (uma vez que a presidente era professora) e prosseguir com a eleição.

Mal vimos a convocatória, ligámos a este senhor que, também oralmente, nos disse ser legal existir 1 CGT sem a representação de professores e com outros elementos demitidos. E era assim, porque ele dizia, sem apresentar uma justificação legal. Enviámos-lhe um e-mail a solicitar 1 esclarecimento por escrito… até agora nada. E a reunião está marcada para sexta-feira, às 18:30 para, numa eleição viciada, se eleger uma candidata vencida.

Como é óbvio, não existe nem calma, nem tranquilidade neste agrupamento. Mas parece que, afinal, isso não era importante!

Hoje na Escola da Freixianda foi a reunião geral de professores com a nova CAP. À parte a conversa esperada do “pertencemos todos à mesma equipa” e “a lei é para cumprir”, dois momentos se destacaram:

  • O primeiro foi quando os professores quiseram saber o currículo da nova direcção. Começaram por se recusar terminantemente a responder a isso e mandaram os interessados perguntar à DREL. Perante a insistência, resolveram responder que na verdade nenhum dos membros tem qualquer experiência em gestão escolar, embora a nova presidente tenha uma pós-graduação nessa área.
  • O segundo momento foi quando declararam que, seguindo indicações da DREL, todos os órgãos se mantinham em funções, excepto o Conselho Executivo demitido e que, devido à falta de experiência da nova equipa, a presidente cessante passava a assistir como convidada às reuniões do Conselho Pedagógico! Para ajudar! A vice-presidente cessante pediu então que essa informação fosse confirmada por escrito, porque contradizia a informação prestada presencialmente pela mesma DREL, na reunião da semana passada, segundo a qual todos os órgãos cessavam funções com a exoneração do Conselho Executivo.

Está instalado o circo!

Um pormenor interessante para se aferir a estratégia: para já, a palavra de ordem é serenidade e só no início do próximo ano lectivo é que tentarão formar o CGT, depois da mobilidade de professores decorrente do concurso. Em raciocínio directo, isto significa que do actual corpo docente não esperam grande colaboração nesta matéria, e tentarão a sorte com os novos colocados ainda não corrompidos pela peste da resistência.

Um(a) professor(a) do Agrupamento

Chegado há não muitos minutos por mail:

Confirmou-se hoje no Agrupamento de Escolas da Freixianda a nomeação de uma CAP. A DRELVT não encontrou dentro do Agrupamento ninguém suficientemente competente para a função e convidou gente de fora, todos devidamente habilitados. São duas senhoras e um senhor, todos de 1.º Ciclo e todos com públicas ligações ao Partido Socialista a nível concelhio. Com destaque para um certo Hugo Cristóvão, presidente da Concelhia do PS em Tomar, candidato suplente a deputado, um jovem de 31 anos que sendo de QZP tem pouca experiência a dar aulas. Uma figura em tempos ligada ao SPLIU, antes de andar a saltar por cargos políticos, nomeadamente no IPJ de Santarém. Com uma ingenuidade que confrange, apresentaram-se na escola para “trabalhar em equipa e pôr a escola a funcionar”!!! eu diria que o que não está a funcionar é a cabeça delas.

Veremos então a habilidade para “pôr a escola a funcionar” e a capacidade de entrar para a nossa equipa de “incapazes”. Seja como for, o que importa é mesmo o suplementozito de remuneração e um poleiro perto de casa.

Está por isso definido o retrato-tipo das direcções ideais das escolas: falta de experiência, falta de noção da realidade e ligação ao partido.

Um(a) professor(a) do Agrupamento

Está marcada para amanhã, por iniciativa do SPGL e apoio expresso de diversos movimentos independentes de professores (APEDE, MUP, PROmova) uma concentração de professores e elementos da respectiva comunidade educativa junto da sede do Agrupamento de Santo Onofre, ou seja, junto da E.B.I. local.

A iniciativa de solidariedade para com o órgão de gestão afastado compulsivamente, como se fosse culpado pela não existência de listas para o Conselho Geral Transitório é muito importante e espera-se que mobilize localmente todos aqueles que se interessam pelo projecto educativo de qualidade desenvolvido naquele agrupamento.

Pela dia e hora (18.00), que correspondem a horário lectivo e de trabalho de muita gente, impede a deslocação de muitos interessados, com domicílio distante, em manifestar o seu apoio aos colegas de Santo Onofre.

Por isso mesmo, é muito importante que a mobilização local seja elevada para demonstrar toda a insatisfação a quem acedeu a transformar-se em Comissão Administrativa Provisória desta forma singular e abusiva.

Para seguir os acontecimentos, é sempre útil espreitar os blogues do Paulo e do Rui.

Eis os nomes da equipa que aceitou ser nomeada com alguns dados curriculares do domínio público:

Presidente/Director:

  • Carlos Alberto Almeida (ex-chefe de gabinete do Pres. Câmara de Peniche, ex-director do Centro de Formação de Peniche, professor do 1º ciclo; Curso de Administração Educacional, 1 mandato interrompido num CE).

Adjuntos:

  • David Miguel Martins Caetano (Agrup. de Escolas de Atouguia da Baleia, 2º ciclo, grupo EDF).
  • Ana Cristina da Costa Oliveira (Esc. Sec. Peniche, grupo Port/Inglês).
  • Maria Inês de Paula Fernandes (Educadora, QZP,  Biblioteca dos Arneiros, Dirigente sindical da FNE)

Como se percebe é essencialmente um grupo de pessoas sem qualquer ligação ao Agrupamento, à excepção de uma colega educadora, nem de propósito dirigente (e não mera delegada) sindical.

A experiência na área da administração/gestão escolar também se nota ser escassa.

Lindo.

(e por favor, moderem a linguagem os mais acelerados porque não é ser politicamente correcto é achar que não é à bruta que as coisas se dizem melhor…)

Conselho executivo demitido por «fugir» à avaliação

«Nesta escola não se cumpriu uma lei e houve uma recusa à participação», explicou a ministra da Educação.

Mas então o problema não foi a não existência de Conselho Geral Transitório?

E já agora, seria possível traçarem o perfil do escolhido para encabeçar esta tomada de poder? É que os elementos que tenho sobre o seu currículo recente perturbam-me um pouco…

Mais um detalhe: se o prazo para despoletar o processo de escolha do Director era dia 31 de Março porque será que antes já andavam a ser feitos convites por Peniche?

A resposta, em especial a parte em que afirma que «a comunidade local não quer tomar conta da escola nos termos que a lei exige» é algo surreal.

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