As Teias Sociais


Tenho hesitado – assim no vai-não-vai – em escrever mais sobre este tema, pois não queria entrar por territórios mais complicados para as versões oficiais – centrais e/ou locais – acerca deste assunto.

Mas, como já li algumas observações despropositadas sobre a falta de controle que os professores teriam sobre os alunos nas aulas ao ponto de andar tudo a feicebucar, decidi que há coisas que devem ser minimamente esclarecidas.

Vamos lá esclarecer uma coisinha… numa escola normal (desconheço os recursos das XPTO nesta área) há uma ou duas salas equipadas com computadores por forma a ser possível dar aulas com uns 2 alunos por equipamento (isto para além dos que existem nas bibliotecas escolares e para uso dos serviços administrativos ou dos professores nas salas). O acréscimo de ocupação de rede de 12-15 computadores não me parece passível de entupir a banda larga das escolas como querem fazer crer.

Qual é o maior problema?

É que há muitas escolas em que existem redes sem fios (não estou a falar das redes por cabo), a que os alunos podem aceder com os seus gadgets da moda. E usando os seus códigos pessoais de acesso à rede da escola para trabalharem nas aulas, em muitos casos conseguem aceder a essas redes e não são apenas 12 ou 15 de cada vez.

E, isso sim, é coisa para entupir a banda larga até porque os alunos info-incluídos já sabem como contornar rapidamente os bloqueios locais ou centrais às redes sociais e sites que lhes interessam.

A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome considera que “não se podem impor mais cortes a quem já não aguenta mais” e que “as redes sociais são os piores inimigos dos desempregados”, já que estes “passam demasiado tempo agarrados ao Facebook e vivem uma vida que é uma total ilusão”, quando se deviam empenhar na procura de emprego.

E se usarem as redes sociais para procurar emprego?

MCamposOs amigos em comum são curiosos… uma colega de Faculdade, um professor dos meus tempos da Nova, mas de quem não fui aluno, o escritor Mário de Carvalho…

Será que é quem por aqui passa ou será que existe mesmo uma Maria Campos que deseja a minha amizade? 😆

Um programa informático instalado em 250 farmácias portuguesas permitiu durante mais de seis meses à Multinacional IMS Health, empresa de consultadoria que trabalha com o Ministério da Saúde, espiar toda a movimentação de dados e ter acesso a diversa informação privilegiada, que depois era vendida a concorrentes. O esquema foi desmantelado ontem pela Polícia Judiciária de Lisboa, após uma queixa da Associação Nacional de Farmácias (ANF). Foram realizadas buscas a mais duas empresas e apreendida vária informação.

A página que se segue é retirada de uma peça da Visão desta semana. Apresenta seis níveis de utilização da net. A generalidade dos frequentadores do blogue, assim como eu, usam(os) os dois primeiros níveis, mesmo quando nos ligamos a redes sociais ou quando se usam nicks, mas sem disfarçar a origem da navegação.

Já os mafarricos que navegam anonimamente, que usam técnicas cyberstalking e outras formas de actuação cobarde, usam recursos pelo menos o nível 3 (o 4º de profundidade) que está – adequadamente – bem mais próximo do lodo virtual do que da luz. É o nível da pirataria informática.

O objectivo é, teoricamente, não serem detectáveis, mas os maus aromas notam-se por muito que se encubram. Há quem, não tendo vivido a clandestinidade real, mesmo quando fabricam passados, resvalam para pseudo-clandestinidades virtuais, em busca de um heroísmo bacoco, que a penugem que lhes sobra na nuca deveria desaconselhar. 😆

Visão, 1 de Março de 2012

Isto também é contigo, Arlindo!

A tragédia é que para ver quem eram, carreguei mal e depois tive de ir cancelar à velocidade da luz!