As Metas É Que Mais Ordenam!


… a discussão pública das Metas de Aprendizagem para diversas disciplinas. Que termina amanhã, se não me engano. No caso da História, não me espanta o silêncio (pelo menos em termos públicos, como deveria ser o debate) da A. P. H. perante umas metas coordenadas pelo seu associado nº 2005.

Como não sou associado, sinto-me livre para…

Adenda: diz-me o João Cardoso que saiu um texto no Público, mas não dei por ele.

Da proposta de metas para um tema do qual gosto bastante. A castanho vão as partes que, de forma mais óbvia, não cabem dentro de um programa que é vago mas que, apesar disso, não pode ser um alçapão para onde tudo se atira.

As crises do século XIV
1. Conhecer e compreender a conflitualidade militar que caracterizou a Europa no século XIV

1. Identificar a guerra dos cem anos como o principal conflito europeu do século XIV.
2. Identificar os principais protagonistas da Guerra dos Cem Anos e os principais reinos aliados.
3. Apontar características das guerras medievais, salientando a ausência de exércitos nacionais, número reduzidos de baixas diretas.
4. Relacionar o clima da guerra com as dificuldades económicas deste período.
5. Reconhecer a Guerra dos Cem Anos como um conflito resultante da disputa pela hegemonia na europa ocidental.

2. Conhecer e compreender as dificuldades económicas vividas no século XIV

1. Apontar o aumento demográfico, a escassez de áreas cultiváveis, as mudanças climáticas e a destruição causada pelas guerras como causas (interligadas) das fomes que grassaram no século XIV.
2. Relacionar a expansão das doenças epidémicas com a fome, sobretudo no mundo camponês e com o clima de guerra.
3. Sublinhar a importância da peste negra neste contexto, o seu processo de difusão e a elevada mortalidade que originou.
4. Apontar as consequências demográficas e económicas da conjuntura de fome, peste e guerra.
5. Relacionar a limitada capacidade de intervenção dos poderes públicos com o grande impacto dos factores da crise, especialmente juntos dos estratos não privilegiados da sociedade.

3. Conhecer e compreender “levantamentos populares” rurais, conflitos sociais urbanos e “movimentos milenaristas”.

1. Contextualizar o surgimento de movimentos populares rurais na europa ocidental.
2. Caracterizar os movimentos populares rurais (jacqueries, em França).
3. Caracterizar os conflitos sociais urbanos e contexto em que se desenrolam.
4. Contextualizar o aparecimento de movimentos milenaristas (ideia de fim de mundo; moralização dos comportamentos).
5. Reconhecer que a generalidade dos movimentos populares apenas pretendia evitar alterações à ordem senhorial estabelecida..

4. Conhecer e compreender a expressão da crise em Portugal e relacioná-la com a formação de uma nova dinastia.

1. Caracterizar os problemas sentidos em Portugal durante o reinado de D. Fernando, relacionando-os com a situação europeia.
2. Identificar o problema da sucessão ao trono no contexto das relações entre as coroas portuguesa e castelhana.
3. Explicar o descontentamento popular e suas expressões.
4. Descrever os momentos decisivos da afirmação da independência do reino.
5. Relacionar a chegada ao poder de uma nova dinastia com as alterações operadas no seio da sociedade portuguesa, sobretudo ao nível da renovação da nobreza e da afirmação de certos estratos da burguesia.

5. Conhecer e compreender as situações de “disfunção social” verificadas no século XIV com as ocorridas nos nossos dias

1. Caracterizar algumas das situações de “disfunção social” mais frequentes na Europa durante o século XIV.
2. Descrever problemas sociais atuais.
3. Apresentar algumas das diferenças e das semelhanças entre as dificuldades causadas pela “Crise do século XIV” e por crises recentes.

O que diz o programa em vigor (e não alterado):

ProgramaHist7ProgramaHist7b

E o que diz um documento, mais extenso, designado por Plano de Organização do Ensino-Aprendizagem?

O seguinte:

ProgramaHist7XIVProgramaHist7XIVb

Ali em baixo fala-se em 5 aulas previstas num tempo em que a disciplina de História não tinha ainda sido secundarizada pelos comentadores camelos e outros dromedários.

Ora bem… o ministro pode achar que estes documentos nada valem, que estão desactualizados… mas então assuma um novo programa para a disciplina e dê condições aos professores para o implementarem.

Não se coloca a inventar metas em cima de um programa com mais de 20 anos, como se nele coubesse tudo.

Não nomeie um grupinho de amigos de amigos, que são indiscutivelmente sabedores de História (eu reconheço nestas metas todas as marcas de uma boa formação típica de um período que acompanhei bem de perto e muito superior às bolonhices actuais), mas que parecem estar na estratosfera acerca do ciclo de escolaridade que temos pela frente, da idade dos alunos e do tempo curricular disponível.

E não me venham com conversas eduquesas ou anti-eduquesas porque isto nada tem a ver com isso. Isto deveria ter a ver com planificação e desenho ou desenvolvimento curricular, com didáctica específica e com mais coisas e não com a exibição de um menu riquíssimo de metas para demonstrar que se sabe.

Eu adoraria ver quem definiu estas metas a planificá-las com algum sentido dentro do espartilho de tempos lectivos com que lidam os professores que vivem no mundo real.

Em termos de conhecimentos e do seu desenvolvimento para além desta enunciação, lecciono estas metas com uma perna às costas, um olho tapado e sem recurso a tecnologias. Gosto imenso desta parte da matéria. Podemos levar duas semanas com aulas dia sim, dia não só a tratar da difusão da Peste Negra pelo mundo mediterrânico, analisando as consequências sociais, as atitudes culturais, as respostas profilácticas ou de combate à epidemia, a desertificação dos campos (as lost villages, por exemplo) e o afluxo descontrolado às cidades, onde as ruas das taipas nascem para encerrar os pestíferos de forma cruel e inútil. Abordar o imaginário medieval da doença, a relação com o corpo, os hábitos de higiene, assim como a relação entre os efeitos desta doença e a desagregação dos laços de solidariedade que caracterizam a crise do século XIV.

Mas não é isso que está em causa.

O que está em causa é o DELÍRIO de quem quer replicar a Capela Sistina no tecto da minha arrecadação.

São 191 metas… com um  fetiche muito especial pelo número 5 e, em menor grau pelo número 3. Algo que já se notava nas metas para o 7º ano.

O simbolismo do número 5 é muito curioso… seja como 5º elemento ou 5ª essência… o sopro da vida… 🙂

Acho que boa parte do pessoal que passa aqui conhece o essencial do meu trajecto na docência… até por estar aqui. Resumindo… acabei a licenciatura no ano benfazejo de 1987 quando nasceram os Ramos de Formação Educacional dos quais discordei, acabando por não fazer o dito cujo que me teria dado lugar no quadro logo ali por 1990.

Fui contratado até final da década de 90, quando entrei para qzp, fazendo um ano depois profissionalização em serviço e, graças à antiguidade, me vi isento de cumprir o 2º ano da coisa, evitando assim muitas da pedagogices e didactiquices associadas.

Mas… mas… acompanhei a profissionalização, via RFE, da cara-metade cá de casa, licenciada em História (Variante de História da Arte), vítima da coisa no início dos anos 90, quando a crescente praga eduquesa tinha começado a dominar os nichos de Ciências da Educação de Universidades outrora vetustas.

Pelo que conheço bem o drama que era escolher então os verbos destinados a enunciar aquilo que os alunos deveriam fazer, saber, saber fazer, ou fazer sabendo, sei lá. E se deveriam estar no presente do indicativo ou no infinitivo impessoal.

Uma risota.

É um dos aspectos caricatos da teoria pedagógica de um certo período que, ao que parece, não terminou. Até porque se deveria ter em atenção vários aspectos como a não repetição de certos verbos, atender-se ao seu encadeamento lógico, etc, etc, tudo isso que em teoria é giro, mas que na prática é a modos que uma forma de encher papel, grelhas e gastar bullets.

Estas metas de aprendizagem da História são filhas ou enteadas dessa forma localizada de estar no mundo da Didáctica da História e da Didáctica em geral.

Nota-se muito nelas essa influência, assim como se nota que numas partes (falo especificamente das 185 metas para o 7º ano) houve cuidado com a não repetição e relativa ordenação lógica das operações decorrentes, enquanto em outras nem por isso, sendo delicioso notar como certos verbos só aparecem a partir de dado tema (lembro-me, por exemplo do salientar e do caracterizar, ausentes nos primeiros subdomínios, onde avulta o localizar, desaparecido mais para diante e não por falta de utilidade). Percebem-se bem os tiques de cada autor.

Mas adiante.

Deixo em seguida a tabela dos 29 verbos usados, frequência absoluta e peso relativo no todo, aproveitando para explicar que considerei o relacionar na vez em que aparece saber relacionar (era uma regra de outrora não duplicar verbos nestas enunciações) e que não contabilizei os verbos que não iniciam as metas, aparecendo no meio delas. Espero não me ter baralhado em nada, pois usei os comandos do acrobat para me tratar da coisa, fazendo uma verificação humana a olho.

Tirem as vossas conclusões. Eu acho-os pouco eduqueses, pois há um peso relativo baixo daqueles que eu associaria às competências do saber fazer de que o António Duarte falou num comentário.

Para outra ocasião fica o divertido exercício de desmontar a errada, equívoca ou divertida aplicação de alguns deles.

Verbos

Tenho uma especial predilecção pela trindade “O Tempo das Catedrais”, “O Ano Mil” e “As Três Ordens e o Imaginário do Feudalismo”.

De forma subsidiária, para outro tema,  “O Cavaleiro, a Mulher e o Padre”, etc, etc. Já a presença de Le Goff e d”A Civilização do Ocidente Medieval” nota-se mais para diante…

Anoto as afinidades na formação, em meados de 80, entre História da Nova de Lisboa e Coimbra.

Anoto ainda o regresso ao programa de História dos anos 80 que era realmente bem interessante. Que isto dificilmente se podem considerar metas para o que actualmente se faz parece ser mero pormenor.

Compreender as relações entre o clima de insegurança e o predomínio de uma economia ruralizada na Alta Idade Média e com a organização da sociedade medieval
1. Relacionar a recessão económica com as invasões bárbaras e a nova vaga de invasões entre o século VIII e o X.
2. Caracterizar a economia europeia da Alta Idade Média.
3. Justificar o reforço do poder dos grandes senhores (proprietários e líderes militares ou religiosos) perante a incapacidade régia em garantir a defesa das populações, salientando o duplo poder senhorial sobre a terra e sobre os homens.
4. Caracterizar a sociedade trinitária medieval, salientando a divisão em ordens consoante a função e o nascimento, a existência de imobilidade social, as profundas clivagens entre ordens privilegiadas e não privilegiadas e o papel da igreja na manutenção da ordem vigente.
5. Explicar o quotidiano das ordens sociais medievais, salientando o poder e riqueza do alto clero, o poder militar nobre e as difíceis condições dos camponeses.
6. Justificar a existência de relações de dependência entre as ordens privilegiadas.

Estou este ano, por contingências diversas mas com imenso prazer, a leccionar pela primeira vez em mais de uma década, o 7º ano de escolaridade de História. Três turmas, duas regulares e uma de PCA. Até 1992 leccionei 3º ciclo mas depois disso só de forma muito ocasional.

Tenho, portanto, uma noção do que foi evoluindo entre o que se fazia mesmo no arranque do programa ainda em vigor (tendo chegado a fazer em coautoria um manual de 7º ano que julgo agora plenamente enquadrado, pois à época foi considerado demasiado complexo), como a coisa foi sendo simplificada e amputada à medida que os tempos lectivos foram minguando e como está neste momento.

Também é importante o facto de, há poucos meses, ter participado na planificação para as aulas do 3º ciclo na minha escola e saber quantas semanas tem o ano lectivo e quantos tempos lectivos cada semana.

Por isso, vamos lá considerar que são 38 semanas com 3 tempos de 45 minutos (ou um de 90 e outro de 45). Isto dá um máximo de 114 tempos lectivos.

Descontemos um punhado de feriados. Vá lá… apenas 4. Ficam 110 tempos. Descontemos 12 tempos para realização de testes (dois por período, coisa pacífica) e 3 tempos para discussão da avaliação no final de cada período. Já temos apenas 95 tempos disponíveis. Imaginemos que não se fazem quaisquer outras actividades que não sejam as ditadas pelas metas, nem saídas para visitas de estudo, nem quaisquer interrupções decorrentes de outras actividades extra-curriculares na escola (visitas de outras disciplinas, desporto escolar, etc). Imaginemos ainda que nem se falta uma única vez porque todos temos saúde de ferro, nenhum parente a precisar de apoio ou algo vagamente… humano.

Temos 95 tempos de 45 minutos.

Quantas metas define o programa para o 7º ano?

Apenas 185, distribuídas por 4 domínios.

Com o detalhe delicioso dos 4 primeiros subdomínios terem todos 25 metas numa simetria assinalável, entre comunidades recolectoras e produtoras, neolítico, mundo helénico e Roma.

Se as metas fossem coisas elementares poderíamos considerar que a coisa seria exequível nos limites da aceleração exponencial do modelo de aulas expositivas sem qualquer discussão, debate, esclarecimento de dúvidas, análise de documentos e todas aquelas minudências que fazem parte do ensino, mesmo do não-eduquês.

Mas não.

As metas são coisas deste tipo:

Conhecer o processo de hominização

1. Localizar as regiões do mundo onde foram encontrados vestígios dos processos de diferenciação da espécie humana, destacando a importância da arqueologia, bem como o carácter provisório e limitado do conhecimento científico.
2. Identificar as principais fases de evolução desde o Australopithecus ao Sapiens Sapiens, realçando a lentidão do processo.
3. Enumerar as mutações fisiológicas correspondentes a cada estádio de desenvolvimento da espécie humana, salientando a importância da interdisciplinaridade para o estudo destes processos.
4. Reconhecer o fabrico de instrumentos, o domínio do fogo e linguagem verbal como conquistas fundamentais.
5. Saber relacionar esta problemática com questões tratadas pelas ciências da natureza e pelas religiões (evolucionismo/criacionismo).

Pela tabela de tempos disponíveis isto tudo deverá ser dado em 90 minutos, mais um bocadinho de outra aula de 45. Se for em 90+45 minutos já ficamos em défice.

É pá… está bem… é do género despejanço a metro… como é possível que certos doutores façam nos anfiteatros académicos, sem direito a questões ou interrupções.

Já percebemos…

Eles nunca viram uma aula de 7º ano, a não ser em visita guiada… ou então em regime de ouve e não bufes.

(nota final: em boa verdade num ano lectivo, com sorte, sem ser numa realidade alternativa com tempo elástico, conseguem-se 80 aulas/tempos de 45′ “de matéria”… o que significa que as metas acima descritas devem estar contidas numa aula de 90 minutos).

Para o 7º ano, não sendo descabido relembrar que os alunos não deram, nesta fase, nada sobre identidades nacionais no século XIX (aliás nem no programa existe tal conteúdo previsto para o 8º ou 9º ano):

5. Conhecer e compreender as ligações entre as leituras historiográficas sobre os processos de formação dos reinos bárbaros e as identidades nacionais existentes desde o século XIX.

Gosto muito daquela das “leituras historiográficas” sobre a formação dos reinos bárbaros… a sério que sim.

Sente-se passar por aqui um perfume de Wallerstein, entre uns bons laivos de História Comparada aos saltos…

Gosto particularmente da aplicação do verbo “confirmar” no ponto 4, pois os alunos já sabem da coisa, apenas confirmam.

1. Comparar o regime político ateniense e espartano com as democracias e as ditaduras totalitárias do século XX.
2. Verificar a criação pelos gregos, no seguimento dos fenícios, de uma economia-mundo relativamente integrada com os respetivos centros, semiperiferias e periferias.
3. Confirmar a importância da língua como fator de unificação dos gregos e como vetor de transmissão de cultura erudita até aos nossos dias.
4. Confirmar a cultura e educação gregas como fundamentais para a evolução futura dos sistemas culturais ocidentais e ocidentalizados.
5. Verificar a relevância e a dimensão geográfica atingida pelo helenismo no seguimento das conquistas de Alexandre Magno.

É impressão minha ou o Relvas não conseguiria equivalência a isto?

5. Interpretar as diferenças e desigualdades sociais como elemento estruturante das comunidades humanas, do neolítico aos nossos dias.

2. Descrever a religião politeísta grega, destacando o papel jogos como expressão de religiosidade e factor unificador do mundo helénico.

Aceita-se que isto está gralhado. No mínimo.

No Público Online:

Metas de aprendizagem: Questões de Conteúdo e de Método

Metas de Aprendizagem: Modos de Usar

… mas duvido que o actual MEC saiba o suficiente de História para ter um simples “Bom” numa ficha de avaliação feita com base nas metas para o 7º ano, em especial no caso da Antiguidade Clássica.

Muito menos miúdos de 12-13 anos, com 2 aulas por semana.

Mesmo sendo a História, como a Educação, uma áreas de que todos percebem alguma coisa.

Nuno Crato garante: novas metas curriculares são “simples”

Conseguem a proeza de não ter qualquer docente da disciplina ou sequer com experiência de leccionação no 2º ciclo. Mas formaram um grupo de trabalho, como é costume, com evidente distância em relação ao assunto que iam apresentar e limitaram-se a replicar, com escassas excepções (mais no século XX), aquilo que já existe, numa estratégia completamente distinta da que foi usada para o 3º ciclo, como se de um corte se tratasse entre os dois ciclos.

Não discordo das opções, mas nada acrescenta ao que já é feito.

Não me meto nos conteúdos, que não são assunto sobre o qual perceba o suficiente.

Mas gosto de uma coisa: a unificação do programa dos 2º e 3º ciclos… Como eu gostava que em História fizessem o mesmo, em vez de apresentarem para o 2º ciclo uma coisa sem qualquer novidade e para o 3º um plano de estudos para um curso superior dos antigos.

… saiu erradamente com a indicação de serem as metas curriculares de História para o 3º ciclo.

Podem confirmar aqui: 3C_EB_Historia_7_8 – proposta; 2013.mar.06.

Já percebi porque será necessário um exame de ingresso na docência. Os certificados bolonheses em História, a avaliar pelos planos curriculares e bibliografia que consultei recentemente para os 1º e 2º ciclos de estudos, dificilmente estarão em condições de leccionar o 7º ano.

Pessoalmente acho as metas extremamente estimulantes, para além de densas, mas para uma carga horária de 200 minutos por semana.

Quanto à autoria… entendo que é útil que seja feito por um grupo de colegas e amigos. Mas… fica assim com o aspecto de… projecto de investigação… fechado.

Despacho n.º 15971/2012

(…)

Artigo 3.º
Regime transitório
1 — As provas finais nacionais de Português a realizar pelos alunos dos 4.º e 9.º anos, em 2012 -2013, e pelos alunos do 6.º ano, em 2012 -2013 e em 2013 -2014, mantêm como referência os programas em vigor, aplicando -se supletivamente as Metas Curriculares de Português.
2 — As provas finais nacionais de Matemática, a realizar pelos alunos dos 4.º, 6.º e 9.º anos, em 2012 -2013 e em 2013 -2014, mantêm como referência os Programas em vigor, aplicando -se supletivamente as Metas Curriculares de Matemática.
3 — Para efeitos de realização das provas finais, entende -se por aplicação supletiva das Metas Curriculares a sua utilização na medida em que esclarecem e priorizam os diversos objetivos dos programas, sem entrar em conflito com estes.
4 — Nos exames nacionais a realizar por alunos do ensino secundário que não iniciaram este nível de ensino tendo as Metas Curriculares como referência obrigatória, estas devem ser utilizadas apenas na medida em que esclarecem e priorizam os diversos objetivos dos programas, sem entrar em conflito com estes.

Vai dar borrasca, isso vai.

Porque não se definem metas curriculares no último ano do currículo. O 1º ciclo não começa no 3º ou º ano,. por exemplo. Há algum trabvalho de planificação, por muito que o MEC não o entenda.

E mais grave ainda quando se trata do 12º ano…

Mas o que interessa isso? Definir anualizações e implementá-las a finalizar o ciclo quando se introduzem exames pela 1ª vez ou quando está em causa a entrada na Universidade…

Isto é da mais profunda incompetência pedagógica e um enorme desrespeito por alunos e professores.

Aguardam-se alguns protestos cenográficos e a anormalidade continua como norma.

Desde que se priorize, está tudo bem, ?

Alunos do 5.º ano não podem dar erros de ortografia

Não podem mesmo? A sério? E o que lhes acontece  se derem? Só para saber o que lhes faço…

E olhem lá esta parte… tão gira…

Os professores de Matemática do Ensino Básico terão um caderno de apoio às metas curriculares com os suportes teóricos que sustentam os objetivos pretendidos. No 1.º ciclo, os temas são introduzidos de forma progressiva. Começa-se por “um tratamento experimental e concreto caminhando-se faseadamente para uma conceção mais abstrata e sistematizada dos diferentes conteúdos e procedimentos”.

Uma sebenta para os profes. Tem desconto para o pessoal da SPM. Os da APM pagam sobretaxa.

Informação chegada por mail.

O MEC tomou a decisão em adiar por um ano a adopção de todos os manuais escolares destinados ao 8.º ano de escolaridade. Esta decisão foi tomada devido ao facto de se estarem a produzir novas metas curriculares, que serão aprovadas no 1º trimestre de 2013, a Ciências Naturais, Físico-Química,  Inglês, História e Geografia. Também será adiada a adopção dos manuais respeitantes às disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química (10º ano). Para este nível de ensino estão a ser elaborados novos programas e metas curriculares que serão apresentados no 2ª trimestre de 2013. Estes novos documentos curriculares estarão em vigor em 2014/2015.

E o que fazer com as disciplinas e anos que escolheram manuais com base nas metas anteriores. O manual é apenas um auxiliar para o professor, mas é muito mais do que isso para os alunos…

… a implementação dos novos programas de Matemática e Português.

Há novas metas curriculares para Português, Matemática, TIC, EV e ET

 

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