Arqueologia


Estou a tentar fazer uma listagem de todos os acrónimos que invadiram a Educação para aí nos últimos 20 anos. Do género PCT, PTT, PEI, CEI, NEE, CEF, EFA, PIA, PIT, PAPI, ADD, ACND, etc, etc.

Ou de expressões e referências crípticas que se tornaram correntes como “o 319”, “9º+1”, “o 115”.

Se me puderem ajudar, muito agradecia.

 

 

Era uma vez um desmultiplicado em vigia de exames…

 

… com uma vassoura enfiada ainda limparia os corredores…

Prova oral na escola de José Sócrates

[…] onde Sócrates ‘estuda’
.

© Olinda Gil – “marilu”

Os exemplos poderiam ser outros, pois as referências são variadas. Colhi estes porque estavam mais à mão na estante. Fazem parte da corrente de sociologia da Educação que a partir dos anos 50 na Inglaterra e dos anos 60 nos EUA e França, acusaram o sistema de ensino de reproduzir desigualdades, de estar formatado para servir os interesses das classes dominantes e manter as classes dominadas num estado de apatia e controle ideológico, através de mecanismos de classificação e selecção em ambiente escolar.

Foi uma corrente que, em especial nos anos 70, se cruzou com a denúncia do neocolonialismo, etc, etc. Podemos sempre afirmar que, apesar do olhar ideológico comprometido, as intenções de emancipação dos oprimidos eram as melhores.

Uma coisa é certa: ainda escreviam com clareza o que pensavam e ao que vinham. Ler estas obras é um exercício relativamente simples, mesmo para leigos e mesmo que discordemos de algumas passagens e raciocínios.

Isto não se confunde com o que, mais tarde, se convencionou chamar eduquês. Apenas forneceu as bases teóricos e a contextualização histórica para uma evlução específica do discurso pedagógico.