Aprender É Tão Fofinho!


Se sobrevivemos a isto (p.54), sobrevive(re)mos a tudo:

Nestes termos, os aspectos de referência fundamental do professor deixam de ser o programa com os respectivos objectivos e a classificação periódica, para passarem a implicar predominantemente:

  • a relação pedagógica, como encontro intersubjectivo em que todos, enquanto sujeitos, são iguais, abolindo gradualmente a distância professor-aluno pela reciprocidade educador-educando (em que cada um é, simultaneamente, ambas as coisas);
  • em vez dos conteúdos cognitivos dos programas serem a meta a atingir, tornam-se um instrumento ou meio privilegiado ao serviço dos sonhos e carências de cada educando-comunidade e mergulham na vida concreta, tentando libertar-lhe os anseios e abrir-lhe caminhos (pô-la a caminho);

Por favor, quando certos opinadores criticarem os professores porque não são isto ou aquilo, porque o sistema não sei o quê, deveria não sei o que mais, tenham sempre em conta que desde o início da década de 90 nos quiseram inculcar que os professores não são professores e que os aspectos cognitivos da aprendizagem não eram metas a atingir, eram meios para alcançar uma espécie de nirvana, quiçá, kerouaquiano.

Como acham que é possível ser submetido a isto e resistir sem danos (colaterais ou centrais) no sistema nervoso?

Semos heróis por estarmos ainda funcionais, é o que é!

Pior… se fizessemos o inventário de quem depois dava formação nestes tons, ainda tínhamos imensas surpresas, porque isto caiu que nem sopas no mel em alguns ambientes organizacionais que muito PRODEP (I, II e III) consumiram para replicar esta conversa (ens)sonsa.

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