Antecipação


 

Está uma bicha que vai colocar o guizo no pescoço do gato.

 

Está aqui o nicho para o mercado das Alcáçovas, têm é que os fazer mais leves e que não balancem com ruído.

 

Entrou em pré-compra esta semana e nos locais do costume daqui a uns 15 dias. São cerca de 100 páginas escritas de forma rápida no final do Verão e muito pouco consensual em algumas partes, pelo que devo ser enviado para vários Infernos de uma só vez.

E como se pode ver, sou um sportinguista muito tolerante em matéria cromática.

Já agora… o pagamento é feito pelo trabalho… não recebo em função das vendas.

KLivro

Resumo do índice:

Indice

Após anos de maus álbuns em que o Uderzo insistia em fazer tudo e só desenhava bem, é possível que o novo Astérix recupere um pouco do brilho perdido.

Asterix

… por causa da Notícias Magazine. Parece que vem lá o segundo professor mais jeitoso e fotogénico do país. A menos que à última da hora também tenham adiado a coisa. Como os outros.

Acabadinhas de fazer para servirem de entretém enquanto se espera pelo filme de acção da suaré.

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Isto hoje vai ser um orgasmo colectivo nos comentadores políticos, eles próprios políticos, em tudo o que é televisão. opm sorte, até andará lá por alguém com alguma lucidez (espera que alguém tenha convidado o J. Adelino Maltez, o único capaz de aliar análise a sério e humor sibilino…).

Assistentes Técnicos 28 Mil + 50 Mil Assistentes Operacionais + 40 Mil Docentes para se aposentarem nos próximos tempos

O ano de 2011 foi em matéria de Educação um tempo de continuidade, de muitas indecisões, indefinições e meias decisões. Enquanto o final do mandato de Isabel Alçada acentuou o seu carácter de período transitório, de que a História pouco guardará, o início do ministério de Nuno Crato foi, com alguns paliativos iniciais, de mera continuação de quase tudo o que vinha a ser feito desde 2005.

Na reorganização da rede escolar, no estatuto da carreira docente, no modelo de avaliação, na gestão dos concursos de docentes, mesmo nas mitigadas propostas de reforma curricular procuraram-se soluções não muito agressivas mas que pouco se distinguiriam de um qualquer governo cujo projecto para a Educação fosse apenas conter custos. Só a revogação do documento sobre as Competências do Ensino Básico e uma investida sobre as Novas Oportunidades, já com 2011 a terminar, foram medidas com uma marca específica e coerente com o discurso anterior de Nuno Crato, crítico da governação do sector nos últimos anos.

Mas ficam muitas dúvidas sobre o futuro e a perturbação é incontornável num sector fustigado por um conflito permanente desde 2005. Antes de mais é muito importante perceber como se traduzirá no concreto a recente proposta de reforma curricular do Ensino Básico e Secundário, apresentada como simples “etapa” de um processo mais longo e ponderado. Será desta vez que se avança para uma reformulação dos conteúdos programáticos, de um modo articulado entre ciclos, de modo a evitar desnecessárias repetições, e tendo em atenção os tempos lectivos disponíveis ou essa “etapa” ficará na gaveta?

A reorganização da rede escolar continuará a ser feita sem respeito pelas Cartas Educativas e Conselhos Municipais de Educação, acentuando macrocefalias locais e as assimetrias entre interior e litoral, espaço urbano e espaço rural, com a constituição de unidades de gestão incompatíveis com relações pedagógicas de proximidade entre a escola e as famílias?

O modelo de gestão escolar continuará monolítico, sem admitir alternativas às lideranças unipessoais e marcadas por uma matriz hierárquica e autoritária, em que a responsabilização e a autonomia são conceitos meramente enunciados e não praticados?

A avaliação do desempenho, sem grande sentido num período de contracção salarial e de longo congelamento das progressões, irá retomar os equívocos e disfunções do passado recente, visto que no essencial é apenas mais uma nova simplificação do modelo que tem funcionado tão mal?

As aprendizagens dos alunos no Ensino Básico continuarão a ter uma avaliação externa assimétrica, com a Língua Portuguesa e a Matemática a parecerem as únicas matérias dignas de atenção?

Os professores continuarão a ser encarados como peças descartáveis, indiferenciadas, meros executores de decisões em que não participam e que não partilham?

Porque é de há muito sabido que não há reformas de sucesso na Educação sem a colaboração de todos os actores em presença. Enquanto tivermos, por exemplo, um Conselho Nacional de Educação a atribuir sempre o ónus do insucesso aos professores e quase nunca às famílias e alunos, enquanto tivermos grupos de opinião ligados ao Governo a fustigar os professores ao mais pequeno pretexto e enquanto a tutela se limitar a declarações de circunstância, sem uma clara solidarização pública, as escolas e os professores não têm forma de recuperar a confiança na tutela, arrasada ao longo de anos. E fica-se sem saber se vamos ter o ano 1 do ministro Crato com que outrora tantos partilhavam ideias, se teremos o ano 7 de um projecto para a Educação que se julgava derrotado nas urnas.

Para além de Marcelo Rebelo de Sousa, uma fonte do MEC comunicou à TSF que o conjunto de História e Geografia vai ganhar uma hora lectiva semanal do 7º ao 9º ano.

O resto será comunicado à população, em geral, e aos agentes educativos, em particular, logo à tarde.

Ainda é um projecto que vai estar mês e meio em discussão.

Em anexo ouviram-se declarações da presidente da APH que disse quase o normal (afirmou ser esse aumento uma reivindicação antiga, embora a verdade seja que se pedia a reposição das horas tiradas para criar as ACND, tendo-se mantido o mesmo programa) e a seguir falou o actual presidente da Associação Nacional de Professores, que sucedeu ao actual DREN no cargo.

Disse que os alunos do 1º ciclo chegam a casa cansados de tanta aula, em especial das AEC. Curioso.

Em tempos a posição da ANP é que as AEC deveriam ser prioritariamente lúdicas (cf. aqui). É essa a presente posição? E como e por quem seriam, então leccionadas?

Brian Setzer, Run Rudolph Run

… que este ano não há prendas para entregar e ainda chegas a tempo de ver o foguetório da Madeira na RTP.

Podem ser só ideias a flutuar, a tentar ver se pegam… ou pode ser mais do que isso:

  • Tentativa de tornear obstáculo legais por forma a que todos os docentes leccionem 22 horas (fazendo com que o artigo 79º do ECD deixe de ter efeito);
  • Introdução da figura de uma espécie de “Director Coordenador” (num modelo algo parecido com a autoridade educativa local dos modelos anglo-saxónicos);
  • As equipas de direcção das escolas podem vir a ser ainda mais reduzidas, em especial com a continuação da concentração da rede escolar;
  • As secretarias das escolas vão sofrer um processo de centralização, tipo “mega-repartições” (de base concelhia em várias zonas do país?).
  • Para a entrega de bué de RAA.
  • Para a saída das colocações (nunca percebi porque não é a 29 de Agosto, por exemplo, deve ser dum bug).

Elenco do novo Governo será apresentado hoje ao Presidente

Entretanto o Expresso, no seu exercício de futurologia, dá como errado o que futurologizou até ontem.

A redução do nº de deputados é boa ideia, pois mais vale poucos e bons, do que muitos e apenas hábeis em conseguir as nomeações  por via das concelhias e distritais dos aparelhos (no Centrão) ou por fidelidade canina ao chefe ou ideário (mais para as extremas).

PSD “encolhe” Parlamento para 181 deputados e muda regras de entrada na função pública

Mais logo, tentarei explicar porque a área da Educação nem (a)parece como sendo das mais problemáticas, pois o trabalho de terraplanagem já está quase todo feito.

China Crisis, Working With Fire And Stell

Leitura sugerida pelo António Ferrão:

Predicting Global Revolutions, Civil Wars and Riots

Obviamente, Chumbo-o!

… há uma semana pelos referentes coiso.

Ao início da tarde recebi alguns documentos com relativo interesse, em especial um deles. Com o conjunto vinha o pedido para não usar exactamente esse, que seria de circulação muito restrita, só mesmo para amigos verem.

Ao longo da tarde recebi o mesmo pacote de documentos – incluindo o tal – de outras origens, sem qualquer pedido de reserva.

E agora?

Será que estaria a violar algum segredo de injustiça caso o publicitasse?

É que há um parágrafo que para mim é delicioso e acaba por fundamentar parte do que escrevi aqui ontem.

Fica só o cabeçalho, não podendo deixar de sublinhar que existe uma crescente porosidade na circulação de informação, resultado de um misto de nervosismo e ansiedade.

De ambas as partes.

Que serão pelo menos duas.

Não, não é antecipação científica à moda do falecido Arthur C. Clarke que para mim sempre foi demasiado certinho na parte da ficção.

  • O que devemos pensar é que, simplificados os procedimentos ou não, os efeitos da avaliação dos docentes irão fazer-se sentir principalmente após as eleições de 2009.
  • Assim como o concurso para docentes em novo estilo, que todas as pistas indiciam ser de horripilar o maior adepto de filmes de terror.
  • E temos ainda a – por enquanto parcial – municipalização do sistema educativo. que até pode surgir em conjunto com o concurso acima referido.

Há que pensar a prazo, neste caso até é a pouco mais do que curto prazo. Mas de qualquer das maneiras vão pensando nisso, para depois não se assustarem com os aliens a saltarem por todos os lados.