Ai FaNEca!


Sim, falo hoje, e também, sobre o programa de ontem do Canal 1 cujo tema era: “o que une os portugueses”. Sou portuguesa de voz que baste, inundada de um perguntar que não me larga.

O que une os portuguese é, desde sempre, a sabedoria de “fazer” uniões de facto. O “célebre” pastel de nata une-me a qualquer esquimó.

E tudo o mais de permeio. Que já em tempos alguém destacou ser de exorbitante estilismo linguístico.
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Antes o Emanuel. Sempre tem a Susy e desliga-se o som.

Veja-se o trajecto dos anteriores. Mantiveram- se sempre firmes e hirtos. Mas sempre responsáveis. Normalmente, por muito que os acussassem de  isto e aquilo no passado, o futuro aguarda-os com um lugar de senador.

Com jeitinho, até se fazem ordenamentos capilares para se ficar melhor no painel.

A luta segue dentro de momentos. Em devido tempo sairá o guia-anti.

… mas é bem sabido que continuam formosos e estão bem seguros.

Pub12Set13

Público, 12 de Setembro de 2013

… e em vez do touro vermelho foi a nossassenhora a dar-lhes asas.

O comentador Lourenço é das poucas pessoas com maior auto-estima que o Borges ou mesmo o Relvas juntos.

Todos os dias ele demonstra como Portugal só está mal porque não o puseram à frente das Finanças quando ainda andava de cueiros, pois para ele tudo é simples, linear, evidente.

Na prosa de hoje no Jornal de Negócios somam-se as pérolas em catadupa numa estreita coluna de 5 parágrafos.

Vejamos esta:

Quando preparava o livro “Basta!” um alemão, ao ver o gráfico do desemprego jovem na Europa (onde se nota a divisão clara entre os países do centro/norte e os do sul), perguntou-me: “Como é que vocês não vêem o problema? Todos os países do Sul têm desemprego jovem acima de 35%, contra 10% no centro/norte”, atirou,”É óbvio que têm um problema na Educação e no mercado de trabalho…”.

Phosga-se, pá! O alemão é um sobredotado.

Aliás, só mesmo “um alemão” para conseguir, ali apenas com um gráfico feito pelo excel do Camilo, fazer o diagnóstico, passar um atestado de burrice a “vocês” (nós) todos e identificar um problema que mais ninguém terá visto, a não ser – claro – o enorme visionário Camilo Lourenço.

Rai’s parta esta tugalhada que não consegue perceber o que “um alemão” vê com tanta clareza… que há uma diferença nos níveis de desemprego do centro/norte (se fosse centro/sul seria em Almada) e o sul da Europa, que é algo em  que nunca alguém reparou, nem sequer que temos um problema no mercado de trabalho (chama-se desindustrialização, contou-me “um austríaco”) e outro na Educação (consultei “um suíço” e ele garantiu-me que é a falta de ensino dual aos 13 anos).

É que basta “um alemão” olhar para “o gráfico” e já está toda a crise nacional resolvida, bastando a Camilo Lourenço verter isso em livro e a piolheira nacional render-se-lhe.

Porque até hoje, ninguém, em Portugal, tinha percebido que temos um problema de desadequação da formação de nível secundário e superior em relação ao mercado de trabalho.

Foi preciso “um alemão” ver o rascunho da opus magnum de Camilo Lourenço.

E a partir d’agora está tudo em pratos limpos, ó cambada de asnos meridionais!

Sublinhando que a maioria passará pelos professores.

Mas podemos sempre acreditar que existirá uma vinculação ultra-extraordinária.

Governo quer reduzir a metade número de contratos a prazo no Estado

(…)

Na proposta de legislação entregue esta segunda feira aos sindicatos da função pública, o Executivo exige que, “até 31 de Dezembro de 2013, os serviços e organismos das administrações, directa e indirecta do Estado, regionais e autárquicas reduzam, no mínimo, em 50% o número de trabalhadores com contrato de trabalho a termo resolutivo e ou com nomeação transitória existente em 31 de Dezembro de 2012, com exclusão dos que sejam cofinanciados por fundos europeus”.

Isto significa que metade dos trabalhadores do Estado com contrato a prazo não deverão ver o seu vínculo renovado no decorrer do próximo ano.

A entrada no quadro não será uma perspectiva realista tendo em conta o congelamento de admissões actualmente em vigor.

A administração central (incluindo os hospitais EPE) tinha 85.640 trabalhadores a termo em Junho passado. A maioria sob a alçada dos Ministérios da Educação (perto de 51 mil), da Saúde e da Defesa.

A menos que o plano seja empurrar muita gente para a aposentação com brutais reduções… ou ficar até toda a sanidade se esvair…

Governo antecipa aumento da idade da reforma para 65 anos na função pública

Um Yes, Prime Minister no seu estado mais básico, o da emília patroa.

Imagem colhida no mural de Pedro Piedade Marques

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