ADSE


Está tudo  a correr bem?

Ainda não vos aconteceu descobrirem que, por artes mágicas, vos anularam a inscrição, sem explicações e ilegalmente porque não sei quê, a CGA não mandou os descontos?

Era para acabar, mas agora parece que é para ficar, notando-se que para os operadores privados até já é um óptimo modelo… em especial se… aumentarem progressivamente as contribuições e…  privatizarem a sua gestão?

Há é que saber ler nas entrelinhas… e reparar como aqueles articulistas e comentadores que advogavam o fim de um sistema “salazarista” subitamente se calaram…

Pub16Fev14

Público, 16 de Fevereiro de 2014

Fui ao dentista com a petiza e larguei os 50 euros da praxe pela rotina de 25 minutos, depois de me perguntarem qual era o meu seguro de saúde, para aplicarem a tabela.

Não, sinhôra, sou da privilegiada ADSE, deslargo a massa logo à cabeça.

No Centro de Saúde da aldeia não há dentista e o médico de família não destartariza.

Agora, depois de fotocopiar a factura, vou escrever os meus dados no verso (afinal as bases de dados nunca nos conhecem pelo número e nome que vão na frente da coisa), mais a minha morada (porquê, não sei, nunca me mandaram nenhum cheque).

Se tudo correr bem e não embirrarem com um qualquer detalhe um dia destes recebo um reembolso aí para coisa de 16 euros. A criança pode fazer duas num ano. Um luxo. Um privilegio.

Chiça, pá, que egoísta privilegiado que sou.

O país não pode comigo.

Parasita, eu sou.

Anexo:

A comparticipação em consultas está condicionada às seguintes situações:
a)- Consulta prévia a sessões de tratamento subsequentes;
b)- Consulta de observação não seguida de tratamento.
4 – A radiologia das estruturas dento-alveolares, se for realizada pelas entidades referidas no número 1, não necessita de prescrição.
Na radiologia dentária não se prevê valorização do número de incidências.
5 – Quando um tratamento tenha vários valores, por técnicas ou especificações diferentes, se não vier identificado como figura na tabela, será comparticipado o de menor valor.
6 – Os recibos deverão ser acompanhados de nota discriminativa de todos os actos efectuados, com a indicação das respectivas datas e dos dentes ou elementos em causa, passada em papel timbrado do prestador dos cuidados de saúde.

Já se está a ver o que se prepara com a tentativa de transferência da competência sobre o pessoal docente para as autarquias, não está?

Teremos umas quantas autarquias ávidas pela coisa a voluntariar-se como exemplares e a fazer acordos com o Governo, para depois servirem de luminárias para a hecatombe geral…

Milhares de funcionários públicos excluídos da ADSE

Governo e câmaras não querem pagar os encargos com a saúde dos funcionários transferidos que já têm facturas devolvidas pela ADSE.

Há uma nova classe de funcionários públicos que não pertence a ninguém. Desde o início deste mês que, ao tentarem preencher os formulários no site da ADSE para enviar os recibos com as despesas de saúde, obtêm a mesma resposta do sistema informático: “O funcionário não pertence aos serviços.” Serão cerca de 10 mil auxiliares de educação, administrativos, cozinheiros e outro pessoal não docente das escolas transferidos do Ministério da Educação para 112 autarquias. O governo quer que as câmaras passem a pagar os encargos com a ADSE; os autarcas rejeitam essa responsabilidade, acusando o outro lado de quebrar os contratos de transferência de competências a vigorar desde 2009.

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O Projecto Legislativo sobre a ADSE