Adesivagem


Não me pediram, neste caso, anonimato da escola. Penso mesmo contribuir para um louvor…

Caros colegas.

Em face de algumas questões entretando levantadas sobre a presença na escola sede no dia da greve (dia 27 de junho), cumpre-me esclarecer o seguinte: a obrigatoriedade de se apresentar ao serviço na escola sede do agrupamento às 09h00 (para cumprir um horário de trabalho compreendido entre as 09h00 e as 17h00)  aplica-se aos colegas que não tenham, até ao momento, qualquer serviço distribuído para o dia de amanhã. Se algum colega tiver serviço distribuído apenas da parte da tarde terá, também, de se apresentar na escola sede às 09h00. Para tomarem conhecimento do serviço a desempenhar ao longo do dia de amanhã os professores terão de se dirigir à Direção.

Relativamente à presença em Conselhos de Turma da EB 23 agendados para amanhã, importa clarificar o seguinte: colegas que participem em Conselhos de Turma marcados para as 08h00 de amanhã terão de comparecer na escola às 08h00.

No período da manhã todos os professores deverão assinar a folha de presenças, disponível nos serviços administrativos, às 09h30m. No período da tarde, todos os professores deverão assinar a folha de presenças, disponível nos serviços administrativos, até às 14h00.

Com os melhores cumprimentos.

António Almendra

Diretor do Agrupamento de Escolas do Bairro Padre Cruz

Retirei a identificação da escola-sede e das restantes escolas deste agrupamento por pedido expresso de quem me enviou o mail. Mas, que me desculpem, isto é coisa pouco magrebina.
Caros Colegas

como sabem, amanhã, é greve geral. Precisamos de saber números de adesão para os comunicar superiormente.

Assim:

1. os colegas que têm serviço de aulas, trabalhos com alunos ou outros na ES ********** deverão assinar a lista de presenças até às 10 horas, junto do Sr. *********;

2. os colegas que exercem funções na ES Infante *********** mas não teriam trabalho para amanhã deverão contactar os representantes de disciplina / coordenadores de departamento para continuar o trabalho de análise do despacho de organização do ano letivo e sugestões, iniciado na 3ª feira; estes colegas devem também assinar a lista de presenças até às 10 horas, junto do Sr. **************;

3. os colegas que se encontram a corrigir exames deverão também assinar a lista de presenças até às 10 horas, embora não tenham, obviamente, que permanecer na escola;

4. os colegas que exercem funções na EB ************ deverão continuar o trabalho de terça-feira e assinar a lista de presenças até às 10 horas;

5. se os docentes referidos em 3 e 4 encontrarem a EB ********** fechada, deverão dirigir-se à ES ************** onde assinarão as listas de presença e continuarão o trabalho de 3ª feira;

6. os docentes do 1º ciclo deverão dirigir-se à EB ªªªªªªªªªªªª para desempenhar as funções que lhes estão destinadas nesse dia; se a  escola não estiver aberta, deverão dirigir-se à ES **********, onde assinarão a lista de presenças e permanecerão até terminarem o trabalho programado para esse dia;

Abraço

 

M

O programa da parte da tarde é um mal disfarçado debate para promover o ensino dual com duas das poucas empresas que poderão dar-lhe um empurrão…

Sinto falta de um ramirílio num qualquer painel destes… ali pelo meio das experiências de sucesso.

Agit-Prop

… dos livros sobre a avaliação do desempenho docente. Eu sei que é uma oportunidade de negócio, mas… será que estes colegas… também andaram pelas manifestações… também assinaram moções?

Nas livrarias, começam a aparecer e, para o caso de falharmos, chegam os anúncios por mail.

Na outra versão da ADD, também aconteceu isto. Em alguns casos, pela pena de quem se tinha insurgido contra aquilo que…

O PCTP/MRPP, liderado por Garcia Pereira, decidiu reconsiderar no apelo ao voto em branco e resolve agora defender o voto em Manuel Alegre, juntando-se ao PS e ao BE.

Acho piada um parecer não o vincular.

… porque tem um efeito tranquilizante e é pessoa de boas falas, que explica as coisas como elas devem ser explicadas.

“As escolas ficam com as mesmas turmas, os professores que tinham e as secretarias mantém-se abertas. Também não haverá nenhuma redução do pessoal não docente”, segundo Albino Almeida.

Apesar das garantias da tutela, o presidente da Confap apelou às associações de pais para que “monitorizem” os mandatos das comissões administrativas provisórias, para verificarem se os poderes conferidos pelo Ministério da Educação “não são ultrapassados”.

Depois, a realidade é que complica tudo

Eu anão tinha dito que bastaria uma reuniãozinha para as coisas mudarem todas? Já deixou de ameaçar com providências cautelares para passar a monitorizar…. daqui a semanas passa certificados de bom comportamento às CAP…

Refiro-me, no fundo, ao duo Francisco Santos-Miguel Pinto, insignes representantes das posições pró-sindicais (leia-se pró-Fenprof) no que vai restando da blogosfera docente.

Veteranos de imensas refregas, para eles a proposta de Isabel Alçada nem merece comentários de maior. Francisco Santos é cândido o suficiente para confessar que prefere o branco velho e o tinto nesta altura, enquanto o Miguel é mais sibilino, dando a entender que quem reagiu é pacóvio [sic] e o que escrevi nos dois últimos dias é para não perder audiências [deve existir alguma confusão, eu não tenho publicidade no blogue, não perco nada se descerem as entradas…]. Claro que, com a frontalidade habitual, não me nomeia directamente, mas é algo já habitual.

Tudo o que se disse e escreveu sobre as matérias em apreço teve apenas o mérito de suscitar a exorcização de alguns fantasmas ideológicos e, reconheçamos, até permitiu alimentar boas conversas de “silly season”.

É por isso que sinto uma espécie de formigueiro quando leio ou ouço dizer que os autores das propostas recuaram com o rabo entre as pernas logo que soaram as trombetas da contestação. É que só cai no engodo quem quer ou quem não pode dar-se ao luxo de perder clientela. Pensava eu que escrever mais do que meia dúzia de parágrafos sobre o assunto seria suficiente para colocar os pontos nos iis e dizer que o rei vai nu. Certo? Errado!

Balha-me Deus!

Mas, ao fazerem isso, o que evitam é pronunciar-se sobre o âmago do assunto. E porquê? Porque ambos, o Miguel desde sempre e o Francisco desde que começou a ler umas coisas, adoptaram um discurso fofinho, delicodoce, parente muito próximo do eduquês, só que ligeiramente disfarçado, por embaraço. Se criticassem a proposta de Isabel Alçada seria fácil encontrar textos ou comentários onde defenderam posições similares. Assim, é mais fácil fingir que não se passa nada.

Porque também não é nada difícil fazer a ligação entre a produção eduquesa na sua vertente pseudo-emancipatória e um núcleo de (ex-)sindicalistas de esquerda que transitaram para a vida académica ou para grupos de trabalho dependentes do ME.

Outra coisa que tão dilectos defensores da classe docente – numa postura esclarecida, entenda-se – não comentam é o facto de desde ontem estarem em funções dezenas de CAP pelo país em mega-agrupamentos criados de forma ilegal, mas sobre os quais, tal como com a aprovação do 75/2008, se faz alarido inicial, mas depois se entra numa estratégia de compromisso. Aliás, seria muito interessante, fazer um inventário de quem aceitou entrar para estas CAP e perceber se também por aqui, embotra em menor grau, não terá havido a deriva pela tomada de posições.

Isto não é uma questão de utilização certa ou errada do tempo – cada um faz com o seu o que entender e com o prazer que disso retira – é uma questão de opção por ignorar certos assuntos como se fossem secundários, enquanto se arma alarido em torno de epifenómenos ou se fazem queixinhas poeque não houve pow-how para tratar de agulhas e alfinetes.

Sendo assim, ME e alguns sectores sindicais confluem – de novo – na tentativa de abafar um assunto incómodo. Para ambos…

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