Adesivagem


Não me pediram, neste caso, anonimato da escola. Penso mesmo contribuir para um louvor…

Caros colegas.

Em face de algumas questões entretando levantadas sobre a presença na escola sede no dia da greve (dia 27 de junho), cumpre-me esclarecer o seguinte: a obrigatoriedade de se apresentar ao serviço na escola sede do agrupamento às 09h00 (para cumprir um horário de trabalho compreendido entre as 09h00 e as 17h00)  aplica-se aos colegas que não tenham, até ao momento, qualquer serviço distribuído para o dia de amanhã. Se algum colega tiver serviço distribuído apenas da parte da tarde terá, também, de se apresentar na escola sede às 09h00. Para tomarem conhecimento do serviço a desempenhar ao longo do dia de amanhã os professores terão de se dirigir à Direção.

Relativamente à presença em Conselhos de Turma da EB 23 agendados para amanhã, importa clarificar o seguinte: colegas que participem em Conselhos de Turma marcados para as 08h00 de amanhã terão de comparecer na escola às 08h00.

No período da manhã todos os professores deverão assinar a folha de presenças, disponível nos serviços administrativos, às 09h30m. No período da tarde, todos os professores deverão assinar a folha de presenças, disponível nos serviços administrativos, até às 14h00.

Com os melhores cumprimentos.

António Almendra

Diretor do Agrupamento de Escolas do Bairro Padre Cruz

Retirei a identificação da escola-sede e das restantes escolas deste agrupamento por pedido expresso de quem me enviou o mail. Mas, que me desculpem, isto é coisa pouco magrebina.
Caros Colegas

como sabem, amanhã, é greve geral. Precisamos de saber números de adesão para os comunicar superiormente.

Assim:

1. os colegas que têm serviço de aulas, trabalhos com alunos ou outros na ES ********** deverão assinar a lista de presenças até às 10 horas, junto do Sr. *********;

2. os colegas que exercem funções na ES Infante *********** mas não teriam trabalho para amanhã deverão contactar os representantes de disciplina / coordenadores de departamento para continuar o trabalho de análise do despacho de organização do ano letivo e sugestões, iniciado na 3ª feira; estes colegas devem também assinar a lista de presenças até às 10 horas, junto do Sr. **************;

3. os colegas que se encontram a corrigir exames deverão também assinar a lista de presenças até às 10 horas, embora não tenham, obviamente, que permanecer na escola;

4. os colegas que exercem funções na EB ************ deverão continuar o trabalho de terça-feira e assinar a lista de presenças até às 10 horas;

5. se os docentes referidos em 3 e 4 encontrarem a EB ********** fechada, deverão dirigir-se à ES ************** onde assinarão as listas de presença e continuarão o trabalho de 3ª feira;

6. os docentes do 1º ciclo deverão dirigir-se à EB ªªªªªªªªªªªª para desempenhar as funções que lhes estão destinadas nesse dia; se a  escola não estiver aberta, deverão dirigir-se à ES **********, onde assinarão a lista de presenças e permanecerão até terminarem o trabalho programado para esse dia;

Abraço

 

M

O programa da parte da tarde é um mal disfarçado debate para promover o ensino dual com duas das poucas empresas que poderão dar-lhe um empurrão…

Sinto falta de um ramirílio num qualquer painel destes… ali pelo meio das experiências de sucesso.

Agit-Prop

… dos livros sobre a avaliação do desempenho docente. Eu sei que é uma oportunidade de negócio, mas… será que estes colegas… também andaram pelas manifestações… também assinaram moções?

Nas livrarias, começam a aparecer e, para o caso de falharmos, chegam os anúncios por mail.

Na outra versão da ADD, também aconteceu isto. Em alguns casos, pela pena de quem se tinha insurgido contra aquilo que…

O PCTP/MRPP, liderado por Garcia Pereira, decidiu reconsiderar no apelo ao voto em branco e resolve agora defender o voto em Manuel Alegre, juntando-se ao PS e ao BE.

Acho piada um parecer não o vincular.

… porque tem um efeito tranquilizante e é pessoa de boas falas, que explica as coisas como elas devem ser explicadas.

“As escolas ficam com as mesmas turmas, os professores que tinham e as secretarias mantém-se abertas. Também não haverá nenhuma redução do pessoal não docente”, segundo Albino Almeida.

Apesar das garantias da tutela, o presidente da Confap apelou às associações de pais para que “monitorizem” os mandatos das comissões administrativas provisórias, para verificarem se os poderes conferidos pelo Ministério da Educação “não são ultrapassados”.

Depois, a realidade é que complica tudo

Eu anão tinha dito que bastaria uma reuniãozinha para as coisas mudarem todas? Já deixou de ameaçar com providências cautelares para passar a monitorizar…. daqui a semanas passa certificados de bom comportamento às CAP…

Refiro-me, no fundo, ao duo Francisco Santos-Miguel Pinto, insignes representantes das posições pró-sindicais (leia-se pró-Fenprof) no que vai restando da blogosfera docente.

Veteranos de imensas refregas, para eles a proposta de Isabel Alçada nem merece comentários de maior. Francisco Santos é cândido o suficiente para confessar que prefere o branco velho e o tinto nesta altura, enquanto o Miguel é mais sibilino, dando a entender que quem reagiu é pacóvio [sic] e o que escrevi nos dois últimos dias é para não perder audiências [deve existir alguma confusão, eu não tenho publicidade no blogue, não perco nada se descerem as entradas…]. Claro que, com a frontalidade habitual, não me nomeia directamente, mas é algo já habitual.

Tudo o que se disse e escreveu sobre as matérias em apreço teve apenas o mérito de suscitar a exorcização de alguns fantasmas ideológicos e, reconheçamos, até permitiu alimentar boas conversas de “silly season”.

É por isso que sinto uma espécie de formigueiro quando leio ou ouço dizer que os autores das propostas recuaram com o rabo entre as pernas logo que soaram as trombetas da contestação. É que só cai no engodo quem quer ou quem não pode dar-se ao luxo de perder clientela. Pensava eu que escrever mais do que meia dúzia de parágrafos sobre o assunto seria suficiente para colocar os pontos nos iis e dizer que o rei vai nu. Certo? Errado!

Balha-me Deus!

Mas, ao fazerem isso, o que evitam é pronunciar-se sobre o âmago do assunto. E porquê? Porque ambos, o Miguel desde sempre e o Francisco desde que começou a ler umas coisas, adoptaram um discurso fofinho, delicodoce, parente muito próximo do eduquês, só que ligeiramente disfarçado, por embaraço. Se criticassem a proposta de Isabel Alçada seria fácil encontrar textos ou comentários onde defenderam posições similares. Assim, é mais fácil fingir que não se passa nada.

Porque também não é nada difícil fazer a ligação entre a produção eduquesa na sua vertente pseudo-emancipatória e um núcleo de (ex-)sindicalistas de esquerda que transitaram para a vida académica ou para grupos de trabalho dependentes do ME.

Outra coisa que tão dilectos defensores da classe docente – numa postura esclarecida, entenda-se – não comentam é o facto de desde ontem estarem em funções dezenas de CAP pelo país em mega-agrupamentos criados de forma ilegal, mas sobre os quais, tal como com a aprovação do 75/2008, se faz alarido inicial, mas depois se entra numa estratégia de compromisso. Aliás, seria muito interessante, fazer um inventário de quem aceitou entrar para estas CAP e perceber se também por aqui, embotra em menor grau, não terá havido a deriva pela tomada de posições.

Isto não é uma questão de utilização certa ou errada do tempo – cada um faz com o seu o que entender e com o prazer que disso retira – é uma questão de opção por ignorar certos assuntos como se fossem secundários, enquanto se arma alarido em torno de epifenómenos ou se fazem queixinhas poeque não houve pow-how para tratar de agulhas e alfinetes.

Sendo assim, ME e alguns sectores sindicais confluem – de novo – na tentativa de abafar um assunto incómodo. Para ambos…

Mas eu continuo a achar que a Ministra precisa de ir a Gaia para tocarem fanfarras a sério:

Confap: “Fim dos chumbos será a maior reforma no ensino desde o 25 de Abril”

Grilos mais pequenos acasalam com o dobro de fêmeas

Sessenta e quatro câmaras de vídeo acompanharam centenas de grilos numa extensão de 2.500 metros quadrados no norte de Espanha, cada um com uma etiqueta de identificação presa nas costas. Os cientistas observaram assim, com uma intensidade sem precedentes, o comportamento dos insectos num habitat natural.

Estudar insectos na natureza é difícil porque eles são pequenos, de movimentos rápidos e inclinados a voar. Neste estudo, os cientistas registaram mais de 250 mil horas de vídeo, acompanhando duas gerações de grilos que não voam, noite e dia, ao longo de dois anos. Também usaram amostras de ADN para rastrear os números de descendentes.

Incrivelmente, descobriram que machos menores e subservientes acasalam com o dobro de fêmeas do que os machos maiores e dominantes.

 

[cool]

Gri-gri-gri-gri-passa-me aí o remédio da asma-gri-gri-…

E confesso que fui um pouco mais acutilante nas declarações, inclusivamente sobre a relevância do CNE nos dias que correm, transformado numa prateleira semi-dourada onde algumas personalidades, por muito estimáveis que tenham sido ou pretendam ser, vão abrilhantar o seu currículo:

Governo acusado de recompensar professora que apoiou avaliação

Armandina Soares foi uma das poucas professoras que deram a cara no apoio ao modelo de avaliação proposto pelo Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues. Este mês foi nomeada pelo Governo para integrar o CNE

A nomeação de Armandina Soares para o Conselho Nacional de Educação (CNE) está a gerar polémica entre os professores. Isto porque a sua escolha é vista como uma recompensa por a directora do Agrupamento de Escolas de Vialonga ter sido uma acérrima defensora da política educativa da anterior ministra. E também porque é encarada como um sinal de que há a intenção de continuar na mesma linha.

O CNE é um órgão consultivo, instituído nos anos 80 com o objectivo de ajudar o Governo a tomar decisões. Inclui dezenas de representantes de várias instituições e sete membros nomeados directamente pelo Governo (ver caixa). Entre os sete novos conselheiros, designados a 14 de Dezembro para um mandato de quatro anos, está Armandina Soares.

Para o professor Paulo Guinote, autor do blogue Educação do Meu Umbigo, esta nomeação é uma “recompensa pelo apoio que foi dado à política do anterior Governo”. Paulo Guinote lembra que Armandina Soares deu a cara pelo grupo de 13 professores que publicamente apoiaram o modelo de avaliação proposto pela equipa de Maria Lurdes Rodrigues. “Foi recompensada com a ida para o Conselho de Educação, o que, atendendo ao seu currículo, pode ser considerado inesperado”, diz.

Para Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), a escolha de pessoas que foram defensoras “acérrimas” da política educativa da anterior ministra vem reforçar a convicção de que “uma das intenções do actual Governo é prosseguir com as mesmas políticas na educação”, apesar de lhes ter dado um novo rosto ao mudar a ministra.

Já Mário Nogueira, da Fenprof, considera a nomeação “adequada”. “O Governo indica pessoas porque lhes reconhece mérito ou porque se identificam com as suas políticas. Neste caso é a nomeação de alguém que o Governo sabe que esteve e vai estar sempre do seu lado, mesmo quando não houver argumentos”, conclui. O Ministério da Educação, por seu lado, não comenta as nomeações.

Armandina Soares é docente há 37 anos e já tinha sido distinguida pela tutela com o Prémio de Mérito Liderança em 2007. Em 2004 foi agraciada pelo presidente Jorge Sampaio com as insígnias de grande-oficial da Ordem de Instrução Pública.

Estou com pouco tempo para preencher o post com links a remeter para tudo o que foi aqui ou acolá escrito sobre a questão dos rankings e a relação que eu e o Reitor começámos a estabelecer com a posição em relação à ADD pelos órgãos de gestão.

A teoria/tese seria a seguinte: tendo este modelo de avaliação do desempenho docente sido justificado com a necessidade de melhorar o desempenho dos professores e, indirectamente, o desempenho dos alunos, até que ponto a adesão/adesivagem ao modelo, em particular no seu modelo extensivo não foi prejudicial para os resultados escolares dos alunos, pelo desperdício de tempo e energia?

Foram apresentados casos que demonstram que escolas em que adopção do modelo de ADD foi feita com algum entusiasmo levou à perda de posições nos rankings, em termos relativos e absolutos, relativamente a escolas em que a ADD foi levada a cabo nas calmas.

Alguns comentadores, com destaque para o MAT, encresparam-se um bocado e disseram que isto era a ogica da batata e que seria possível demonstrar o contrário.

O MAT fez um estudo, estimável e que merece atenção, demonstrando que em alguns casos, escolas não adeptas do modelo de ADD também desceram nos rankings.

E exigiu em diversos momentos um pedido de desculpas da minha parte.

É aqui que entra a necessidade de um pouco de rigor e de leitura popperiana.

Vamos lá a tentar entender-nos: a teoria inicial é que o modelo de ADD seria um instrumento para a melhoria do desempenho dos docentes e indirectamente dos alunos, logo dos resultados escolares.

Se é possível fazer análises que provam que escolas com o modelo de ADD a ser aplicado extensivamente desceram de forma sensível no ranking, isso significa a falsicabilidade daquela tese. Nem sequer digo – como Popper – que basta um exemplo contrário para destruir qualquer teoria científica, porque me parece pacífico que a Educação não é uma Ciência, nem pouco mais ou menos, como o H5N1 também já sublinhou num par de comentários.

O facto de podermos fazer análises completamente discordantes, a partir de amostras seleccionadas a olho, com base geográfica ou outra, basta para demonstrar que a implementação do modelo de ADD não trouxe qualquer melhoria significativa ao funcionamento das escolas, no que ao desempenho dos alunos diz respeito. E isso até é possível com casos emblemáticos de aplicação do modelo de ADD.

Ou seja, tal como em outros anos houve escolas a subir, outras a descer e algumas a manter. A implementação da ADD não trouxe qualquer melhoria sensível a nada. Entre as escolas que mais adesivaram e as que menos adesivaram, o balanço tenderá a ser inconclusivo, na melhor das hipóteses para os prosélitos (e não acólitos) da euipa ministerial que está de saída e o seu dilecto primeiro-ministro.

E ao contrário do que alguns comentadores querem fazer crer não é a teoria da adesivagem que está em jogo! O que está em jogo é o balanço da mais agressiva política educativa desenvolvida nas últimas décadas e que serviu, quando deu jeito, para justificar sucessos parciais, mas já se esquece quando se trata de fundamentar os insucessos.

Que fique claro: o que deve estar em causa é a avaliação da política ministerial, infelizmente só possível depois das eleições porque os dados sobre os resultados dos exames, disponíveis desde que a sua classificação foi feita, só foram libertados depois das eleições legislativas e autárquicas.

Cirurgicamente.

Porque se assim não fosse teria sido visível o esplendor do declínio do sector público do ensino no final de um mandato para esquecer, tamanhos foram os erros cometidos e não admitidos por esta equipa ministrial que fez uma aposta em mais escola, mas não em melhor escola.

… que eu quase abdico de dizer que a teoria é minha e não dele.

Teoria Da Adesivagem

Imbuído de um forte espírito científico, continuo a tentar confirmar um postulado que acabei agora mesmo de formular: A adesivagem é inversamente proporcional à qualidade do ensino.
Para testar este postulado e numa ténue aproximação ao popperiano princípio da refutação crítica, procuro saber se se confirma ou infirma a seguinte tese:
Os alunos das escolas cujos PCEs andaram ao lado e à frente do M.E. na defesa e aplicação do modelo de avaliação do desempenho, num exercício de pura adesivagem, deveriam ter obtido PIORES resultados.

A escola do adesivo-mor, confirma a tese…

Procuremos então observar os resultados dos exames na escola de um gestor qualificado e empenhado na adesivagem às políticas do ME.
Procuremos um gestor com créditos. De preferência premiado.
E quem mais qualificado e mais premiado que o “líder que aceita as dificuldades como desafios“? Quem mais qualificado que o gestor escolar que ganhou o Prémio Liderança do ME?
Folheia-se uma, duas, três… Olha, olha aqui está a Escola Secundária Quinta das Palmeiras. Este ano ficou em 362º lugar do ranking com uma classificação média de 10,38 valores.
No ano passado, antes do líder ter aplicado o modelo de ADD – o tal que, entre outras ilusões, ia melhorar os resultados escolares – e, naturalmente, ter ganho o prémio do M.E. a mesma escola ficou num honroso 204º lugar com uma média de 11,09 valores. Muito melhor que em 2009!!!
Mais uma unidade de gestão, neste caso gerida por um gestor premiado, que viu os resultados escolares piorarem depois de tanto empenho em aplicar o modelo de ADD.
Começo a temer que não seja possível refutar a minha tese…

Comprei diversos jornais, com diversos rankings que, no caso do Ensino Básico, não verifiquei se todos dizem o mesmo. Escolhi um jornal para fazer uma comparação, não interessa qual, para não dizerem que estou mesmo a apontar o dedo a alguém em público, embora quem conheça certamente saiba ao que e a quem me refiro.

Conheço bastante bem a realidade das escolas em causa, que são vizinhas, do mesmo concelho, em duas delas da mesma freguesia, com comunidades educativas envolventes muito similares.

Mas têm práticas e estilo de gestão muito diferentes.

A escola onde a prioridade foi a preservação do ambiente de escola e a ADD não foi uma preocupação, sem aulas assistidas nem pretensões meritórias, a classificação final dos alunos ficou no primeiro terço da tabela, pouco a seguir do 400º lugar, bem bom para a população estudantil que serve.

A 500 metros há outra escola, com director precoce, adsivado até à medula e com tiques de tiranete, e implementação da ADD logo no primeiro período, escola de onde é prática enxotarem os casos problemáticdos para aqueloutra. Encontra-se 500 lugares abaixo na talela quase a caminho do 1000º lugar.

Ainda no mesmo concelho há ainda mais um escola, com director vitalício, com adesivagem ecvidente e muita coreografia para o exterior, mas péssimas práticas a vários níveis, desde logo ao nível da evidente desresponsabilização dos alunos pelo seu desempenho disciplinar e escolar. Está quase no fim da tabela, a bordejar o 1100º lugar. Assim como também aderiu com rapidez ao modelo de ADD do ME.

Nada disto surpreende. Quem conhece estas realidades de perto, sabe que a adesivagem de muitos directores impantes de prosápia vai a par de práticas que devem muito à eficácia e a um efectivo serviço aos alunos. Por muito que digam o contrário.

A verdade é que os alunos têm o mesmo perfil socio-económico (retirei desta equação uma escola TEIP próxima) e os docentes não são assim tão diferentes, pois já muitos circularam pelas diversas escolas. A haver diferenças são principalmente ao nível da liderança.

E a pressa e ímpeto na adesivagem são inversamente proporcionais à qualidade do desempenho. Outras comparações como esta seriam interessantes de fazer. Avaliar até que ponto a implementação, em especial da versão complex da ADD, corre a par com im pior desempenho dos alunos nos exames. Até que ponto a ADD nada melhorou, apenas agravando o que era mau.

O que vejo ao meu redor é muito sintomático. Pena que estes senhores directores, tão bons, tão eficientes, tão competentes, não sejam efectivamente responsabilizados pelo mau desempenho – repetido – das suas unidades de gestão.

As desculpas que gostam de arranjar não colhem. Pena é mesmo que a tal da accountability não funcione nestes casos.

Dizem-me que na página 23 do DN de hoje, Albino Almeira reclama um lugar no Conselho Económico e Social porque quer ter uma palavra sobre o Orçamento de Estado, pois é parceiro (leia-se, Confap) do Estado desde 1997.

Pois. Sabemos.

Se por parceiro entendermos quem recebe subsídios e está sempre ao lado das posições do subsidiante e aparece sempre que é necessário, tem toda a arazão, com destaque para as suas gerências.

Mais comentários são dispensáveis perante tamanho desplante.

Uma recomendação: porque não trata Albino Almeida de criar uma conferderação parental para o ensino privado? Era mais coerente e assim poderia ser um duplo parceiro…

Mail reencaminhado:

Na Escola Secundária Seomara da Costa Primo Amadora, o prazo de entrega dos objectivos individuais, foi alargado ate 30 de Julho.
O director informou que receberá a ficha de quem não entregar os objectivos,  mas estes professores não serão avaliados.

Sinceramente, muito me espanta que se possam definir objectivos já em período de férias. Neste caso o SE Pedreira achará que a lei se está a cumprir?

É a resposta do Presidente da Comissão Executiva Instaladora da EB 2/3 de Macedo de Cavaleiros ao pedido de Certidão de Teor motivado pela notificação, com o anúncio das penalizações, dirigida a 70 docentes, por não terem entregue os Objectivos Individuais.

Note-se que esta resposta é de calibre bem superior às dadas pelo Ministério da Educação, mesmo se alega como base da sua fundamentação o nº 4 do artigo 40º do ECD para justificar a introdução dos OI no simplex, o que é de duvidosa validade.

Este exemplo serve ainda para demonstrar como, pelo país, há muito bom órgão de gestão pronto para sacrificar os colegas a troco do sossego da tutela.

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Junto vos envio a cópia da Nota Informativa que, apareceu na sala dos professores deste Agrupamento, depois de 72 professores num total de 120 terem entregue os seus OI. Depois de algumas reuniões os professores pareciam determinados a não entregar os seus objectivos, mas no último dia do prazo para entrega, 20 de Fevereiro, e contra o que se estava a prever, fomos surpreendidos pela entrega dos objectivos da maioria dos professores.
O grupo dos 48, 12 do 1º ciclo, 3 da pré e os restantes do 2º e 3º ciclo, sentimo-nos de certa maneira traídos, mas animados a continuar a luta.
Soubemos entretanto que a pressão e intimidação por parte do Executivo, junto de alguns colegas tinha sido enorme.
Entretando, surge esta Nota Informativa e claro com o clima que entretanto se instalou, de medo, mais alguns colegas se juntaram aos apelos do Executivo.
Neste momento não é fácil saber o número dos resistentes. No 1º ciclo, só 3 professores continuam coerentes com as posições que sempre defenderam, avaliação sim, mas não este modelo. Todas as educadoras entregaram os seus objectivos.
A força que tenho e tento transmitir aos meus colegas vou muitas vezes “buscá-la” aos vossos blogues, que diariamente acompanho.

Até já

(colega devidamente identificada, mas…)

valp

Recebi este mail que publico, por evidente interesse em confirmar o papel esclarecedor do Conselho de Escolas. As Maiúsculas são todas do texto original, assim como as falhas de concordância. Muita atenção às partes destacadas.

Prezados Colegas:
Conforme tinha anunciado, realizou-se a reunião entre O Senhor Director Geral dos Recursos Humanos, a Assessora da Senhora Ministra da Educação, o Senhor Presidente do Conselho das Escolas e dois dos três Coordenadores das regiões do Conselho das Escolas. Esta reunião efectuou-se a pedido do Presidente do Conselho das Escolas e teve como fundamento o esclarecimento sobre algumas questões abertas e sobre as quais pairavam algumas dúvidas de interpretação e implementação no âmbito do processo de avaliação do pessoal docente.

Transcrevem-se algumas questões colocadas que espero, ajudem a implementar os normativos e de certa forma a amenizar alguma ansiedade que todos nós sentimos.

– É decisão do Conselho Executivo fixar ou não os objectivos;
– Sem a entrega dos objectivos não há progressão;
– A auto-avaliação deverá ser recepcionada mas não será considerada na avaliação se não houver a entrega dos objectivos;
– Os docentes sem componente lectiva têm de fazer tal como todos os outros, formação para progredir;
– Os docentes deverão ser avaliados seja qual for a quantidade de horas que leccione na escola;
– Os docentes com actividade lectiva em mais que uma escola/agrupamento devem ser avaliados nas escola/agrupamentos onde exerce;
– Coordenador/avaliador que não entrega objectivos, deve avaliar?  Esta decisão é do Presidente do Conselho Executivo;
– É possível delegar a avaliação em docentes cujo índice é menor do que o dos avaliados ;
– Os docentes em quem foram delegadas competências para avaliar podem manter a condição mesmo que não tenham docentes para avaliar;
– Os docentes a quem foram delegadas competências de avaliador são avaliados nos mesmos termos dos coordenadores;
– Aos Vice -Presidentes dos Conselhos Executivos podem ser estabelecidos objectivos. No entanto aconselha-se alguma prudência porque brevemente sairão algumas recomendações para avaliar os elementos dos Conselhos Executivos. Será necessária formação para que estes docentes satisfaçam as condições de progressão;
– Os docentes que concluam o tempo de serviço para progressão, terão que aguardar pela conclusão do módulo de avaliação para progredirem. O efeito da progressão tem efeitos de retroactividade;
– Em nenhum concurso do presente ano, a avaliação deste módulo contabilizará;
– Os docentes sem actividade lectiva poderão ser avaliados em toda a escala de avaliação sendo apenas contabilizada a actividade que executa;
– Os docentes que para além da actividade lectiva exercem outra actividade/função, (Ex. Dren) pode optar pelo modelo de avaliação (docente/SIADAP);
– Os docentes que se encontrem em licença de maternidade são todos avaliados sejam do quadro ou contratados;
– Os elementos dos Conselhos Executivos não entram na contabilização das cotas;
– Os docentes da Educação Especial ou outros docentes dos apoios educativos poderão solicitar a atribuição do Muito Bom ou Excelente desde que tenha
actividade com os alunos:
– As cotas são estabelecidas em função do número de docentes existentes em cada um dos quadros;
– O arredondamento das cotas faz-se por defeito;
– Os docentes que apenas sejam avaliados pelo Presidente do Conselho Executivo manterão a pontuação atribuída por este mas só terá a atribuição máxima de Bom;
– Os docentes contratados deverão ter a sua avaliação concluída em 31 de Julho;
– Os Presidentes do Conselho Executivo, Coordenadores, Docentes avaliadores terão que avaliar até à cessação de funções ou deixar todos os elementos necessários à concretização do processo avaliativo.

Ainda com o propósito de maior ajuda aos intervenientes no processo de avaliação, foi disponibilizado pela tutela um conjunto de perguntas e respostas que envio como anexo.
Esta minha iniciativa apenas pretendeu ajudar/colaborar com os colegas. Espero tê-lo conseguido.
A todos, apresento os meus cumprimentos,

O Coordenador da Comissão Norte do Conselho das Escolas
José Mesquita
Conselheiro ao Conselho das Escolas pelo Distrito do Porto

Anexo: faqs_add.

A minha ansiedade está toda amenizada.

ourem1ourem2ourem3

OS DEZ MANDAMENTOS DO CANDIDATO A  PRESIDENTE DE UMA D.R.E.:

1º.  Pertencer ao partido que está no poder.

2º.  Ser do partido do poder.

3º.  Fazer tudo o que quer o líder do partido do poder.

4º.  Enviar  muitos despachos às escolas.

5º   Redigir os despachos numa língua de registo popular, para ser compreendida por um grande número de pessoas.

6º   Nunca desistir, seja com razão, seja, sobretudo, sem ela.

7º   Ser fiel e respeitar sempre a vontade dos superiores hierárquicos.

8º  Nunca se importar com o que pensam e sentem os inferiores hierárquicos.

9º  Ouvir com muita atenção as ordens superiores.

10º Exercitar o mais possível o autodomínio perante a descoberta pública do erro.

C.R.

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