Acção


Creio em mim. Por causa de V. Exas serem Hipo Ócritas.

Eu sabia que eles iam gostar de alterar tudo.

 

Governo vai obrigar beneficiários de subsídios a trabalhar

O jornal sublinha que a prestação de trabalho será obrigatória, especialmente para beneficiários do rendimento social de inserção.

raticida, muito raticida, todo o que houver!

Obviamente, Chumbo-o!

Este governo está prestes a acabar.  Todos sabemos isso, o governo sabe isso, incluindo o desespero, que também sabe isso.

Mas não é bem assim, nenhum governo acaba completamente, um novo encontra sempre tudo minado de coisas chamadas leis, despachos e, especialmente, quadros  a que chamo de esotéricos.

Para não maçar, que de maçadas estamos fartos, reduzo ao seguinte:

Como é que é possível ser-se quadro numa empresa e achar-se imediatamente com imensos anos de serviço e, em contraponto, por exemplo um professor, com extremos anos de serviço e nunca no quadro?

A Minuta

Publicidade Institucional

Eu acho que está tudo muito esquecido destas coisas e verdade seja dita parece que os esforços de divulgação andam tímidos, não vá alguém desentender-se.

Não tenham demasiada pressa. Não se precipitem. A manifestação de sábado demorou algumas semanas a embalar.

As coisas não se fazem de um dia para o outro. Uma andorinha não faz a Primavera, mas elas também não chegam todas no mesmo dia.

A bola está do «outro lado». É esperar e dar a hipótese de irem reagindo sem perder a face. Não adianta nada partir para um «tudo ou nada».

(estou a ficar com os clichés quase gastos)

Não estraguem a jarra composta aos bocadinhos depois de ter ficado quase toda quebrada no início do Verão de 2005.

Agora que ela está tão bonita, não andem sempre a abanar a mesa.

Se for mesmo necessário, ponham daqueles cd’s de pan-pipes andinas ou de sons da Natureza muito new age. Relaxem um pouco.

E lembrem-se, a jarra e a mesa são de todos.

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Se há coisas que me deixam indeciso entre a irritação e o tédio mais absoluto são as declarações públicas de «notáveis», em forma individual ou colectiva, a diagnosticar sintomas de mal-estar quando a doença já vai avançada. Sejam eles generais que até dirigem organismos dependentes do Estado que criticam (Garcia Leandro), sejam organizações que há 35 anos fazem parte da tessitura do regime e são formadas por quem fez o que há (SEDES).

Normalmente são considerações vagas, vagamente alarmistas e ainda mais vagamente oportunas, pois por via de regra apenas verbalizam evidências que qualquer observador atento percebe sem o recurso a análises muito profundas. Mais aborrecida é ainda a forma como, quando se lhes pede para concretizarem o diagnóstico, apontarem a culpa do mal-estar e soluções para o resolver, se ficam novamente por considerações vagas, fugindo a atribuir responsabilidades e ensarilhando-se no seu próprio discurso. Foi o que se passou nas entrevistas televisivas do general Garcia Leandro após o artigo no Expresso e com as declarações do presidente da SEDES, Vítor Bento, quando a TSF foi falar com ele.

Porque no fundo não querem desagradar. Apenas querem tempo de antena. Uma atençãozinha mediática. Um maior espaço na mesa dos «conselheiros» do regime.

Afinal o que era, não era bem assim. O mal-estar há, mas não há. Não é de agora, é de sempre. Não se percebe se dará alguma coisa ou não. Se a crise social está aí ou não está. Enfim, uma absoluta perda de tempo, espaço de jornal e e ondas hertzianas ou outras.

A verdade é que a insatisfação anda por aí e começa a sair à rua sem pré-enquadramentos organizacionais. E não são só «militantes de outros partidos» (eu gostaria que pessoas sem partido que estiveram no Rato exigissem a José Sócrates o que o ME anda a tentar extrair a Manuel António Pina). É muito boa gente cansada e farta, sem mais paciência para um estilo simultaneamente hard (a arrogância da atitude, a infalibilidade proclamada) mas muito light (a escassa fundamentação e a superficialidade do discurso)

O que se passou ontem em três pontos do país com grupos de professores a demonstrarem o seu desagrado com isto (e é bom que não se usem fórmulas simplistas para definir aquilo que pretendem) é algo que não se enquadra em vulgatas de má sociologia e/ou de ciência política de bar de Universidade ou de restaurante lisboeta ou portuense de 5 estrelas com direito a fumo de charuto. Muito menos em reflexões apressadas, entre a caça e o remanso do monte alentejano.

É a vida tal como ela é, sem ser vista e vivida pelas lentes das pseudo-elites políticas e culturais do portugalinho que se estende por uns quilómetros quadrados de Lisboa, Cascais, Porto ou Coimbra.

E é uma vida que se movimenta de acordo com lógicas imprevistas para os leitores e produtores dessa má sociologia (da inacção) e dessa míope ciência política rendida aos valores light do marketing.

Não é um mal-estar difuso.

São já os gritos da dor de uma doença a sério.

(e agora vou ali ver se perdoo a mim mesmo esta última tirada algo melodramática)

Gestão Escolar: deputada Luísa Mesquita diz que Governo receou confronto com a oposição no Parlamento

A deputada Luísa Mesquita acusou hoje o Governo de “recear” o confronto e as críticas da oposição sobre o novo regime de gestão escolar, ao apresentar um projecto de decreto-lei sobre a matéria, impedindo assim a sua discussão na Assembleia da República.
“O Governo, por alguma razão, não apresentou uma proposta de lei, mas sim um decreto-lei, porque naturalmente receia o confronto e as críticas que possam surgir de todas as bancadas, de todas as áreas políticas e de todos os investigadores”, criticou Luísa Mesquita.
(…)
Deputada pede audição pública

Salientando que esta é a mais profunda alteração na gestão escolar desde o 25 de Abril, Luísa Mesquita requereu ao presidente da Comissão de Educação e Ciência do Parlamento a realização de uma audição pública, com a presença de estudiosos e investigadores. A proposta de Luísa Mesquita é hoje apreciada e votada na referida comissão.
“A questão que se coloca neste momento é a ausência de discussão. Estamos a falar da mais profunda alteração ao que está em vigor desde o 25 de Abril. Considero fundamental que perante uma proposta tão profunda a Comissão de Educação não se afaste dessa discussão”, justificou a deputada.
Luísa Mesquita sublinha que o modelo dos presidentes dos conselhos executivos “nunca foi avaliado” e que a Inspecção-Geral de Educação, no âmbito das avaliações externas às escolas, tem feito “rasgados elogios” ao actual modelo.
A deputada afirma ainda que o modelo proposto pelo Governo traduz a desconfiança em relação aos professores, tal como afirmaram os sindicatos. “Todo o modelo parte instalado na desconfiança sobre quem está nas escolas, ou seja, quem está nas escolas não merece a nossa confiança: os professores, os funcionários e os alunos. Logo, há que introduzir na escola o máximo de elementos estranhos à comunidade educativa”.
Sobre o requerimento a ser discutido hoje, a deputada revelou grandes expectativas na sua aprovação, revelando que o PS afirmou, numa recente audição parlamentar, já ter dado “luz verde” ao seu pedido.

Dependendo do número de presentes e das intervenções se verá como será gerida a ordem de trabalhos proposta.

A ideia é sermos muito concretos com a apresentação da substância e objectivos das iniciativas já em decurso, seja o manifesto-petição que aqui tem sido promovido (manifesto1.doc), que aquele que tem servido de base ao movimento que se reuniu já nas Caldas da Rainha (manifestoc.doc).

Em seguida, e mais importante, será o debate-discussão em torno do que é possível fazer a partir de agora em termos de contestação às medidas em implementação, seja o caótico processo de avaliação, sejam as propostas de novo modelo de gestão escolar, não esquecendo ainda as feridas não saradas pela imposição do ECD ministerial.

Então até amanhã e, se forem confirmadas todas as presenças anunciadas, o auditório da Mouzinho estará bem composto.

Quem puder levar a documentação sobre estes assuntos tanto melhor, de qualquer modo eu levo o portátéle com a base de dados sobre o assunto.

eels, Saturday Morning

O número de assinaturas da petição já é bastante interessante, atendendo a que está acessível apenas há algumas horas. O período de recolha de assinaturas vai estender-se pelas duas próximas semanas.

Logo que possível farei uma listagem de outros blogues que estão a divulgar a petição, assim como a evolução do número de aderentes. Amanhã o trio de autores iniciais vai reunir-se fisicamente pela primeira vez, em parte para alinhar tudo isso.

Desde já agradecemos (eu, a Isabel e o Manuel) a todos os que já aderiram.

Entretanto, como administrador da petição tenho aceso a todos os nomes dos signatários, embora em alguns casos eles surjam como anónimos na listagem pública. De qualquer modo, o serviço permite fazer a descarga da lista com os detalhes indispensáveis para depois fazer seguir o documento para o ME, a PR e outras instâncias.

Já recebi um novo rascunho, com correcções incluídas a partir de alguns comentários, feito pela Isabel Guerreiro e pelo Manuel Baptista, a que espero dar hoje o meu contributo mais activo com base em outras sugestões chegadas por mail. Amanhã ficará, em princípio, online para pequenos acertos e o que mais se puder fazer.