A Verdade Acima De Tudo


Parece que não sabem fazer desmentidos a preceito, alegar inconsciência, inconseguimento ou desconformidade factual…

Ministro da Justiça da Holanda demite-se por mentir ao Parlamento

 

iremos falar de prazos!

 

 

de botox, tenho que aparecer putrefacto em vida para justificar uns goldes de comunicação socialmente extinta?

 

Agradecendo a transcrição ao Paulo Fazenda:

Tenho muita honra em poder dizer que o Sr Ministro da Educação, tendo colocado na altura o seu lugar à minha inteira disposição, para que o Primeiro Ministro pudesse decidir como entendesse, NUNCA EVITOU LAVAR AS MÃOS….. ou melhor, nunca evitou agarrar o problema e nunca procurou lavar as mãos do assunto. E isso só significa que acertei quando o escolhi para ser Ministro da Educação.

Passos Coelho, aos 30 segundos desta peça da RTP.

Passos Coelho volta a dar um voto de confiança ao ministro da Educação

Passos assume que contribuintes podem ter de pagar por eventuais perdas no Novo Banco

Que o PM mentiu, desculpem, prestou declarações desajustadas da realidade, apesar da sua formação em Economia, está mais do que demonstrado.

A técnica é a mesma do costume: reacção inicial a tentar acalmar a malta e depois amargar as coisas às mijinhas.

Falta é agora os liberais que idolatravam o Ricardo Salgado (bilhete na primeira fila para o inefável João Duque) virem protestar contra a solução e organizarem manifs contra o mau uso do dinheiro dos contribuintes para encobrir negociatas privadas.

Ahhh… e espera-se a migração de muitos para a roda da saia do ulrico, que se vai tornar (depois do dirto salgado e antes dele do jardim) o maior recrutador desta gente, caso compre o novo banco.

A legislação relativa à BCE tem autoria política e assinaturas em conformidade.

Passos Coelho tentou refugiar-se várias vezes em mais uma mentira, desculpem, desconformidade em relação aos factos, um inconseguimento factual, portanto.

Em resposta a Heloísa Apolónia, o actual PM afirmou que foram dadas indicações às escolas para manter os professores revogados até chegarem novos e a seguir disse que os procedimentos concursais desta semana foram antecipados em relação ao que seria normal.

Qualquer das afirmações carece de fundamentação.

Passos Coelho invocou “exclusividade”, Parlamento diz o contrário

Em 1999, o actual primeiro-ministro requereu o subsídio de reintegração, de cerca de 60 mil euros, destinado a deputados em dedicação exclusiva. Na altura, apresentou no Parlamento todos os rendimentos declarados ao fisco, para provar a “exclusividade”. Ali não há nenhuma referência à Tecnoforma ou ao CPPC.

Prescreveu?

É bem possível.

Mas…

O processo que me foi instaurado pela Segurança Social. Pelo menos é o que está lá na SSDirecta.

Sempre as nuvens de Agosto parecem menores.

AS MENTIRAS DO MINISTRO NUNO CRATO

 

O salário de professor é vergonhoso; mas eu sou cada vez mais  pobre, preciso do dinheiro.

 

 

A ministra das Finanças insinua que não se recebe dinheiro da troika por causa da decisão do TC, mas esquece-se de dizer que o prolongamento do programa assistencial foi pedido pelo Governo.

O prazo inicial era 17 de Maio e assim foi comemorado pelo vice.

Claro que a ministra Maria Luís faz jogos de linguagem em cima de artifícios da sua responsabilidade. Se é mentir? Para mim, é pior!

PortasZero

… por parte de quem sabe que mente e insiste em mentir para esconder o essencial.

Vejamos apenas algumas mentiras que se tentam repetir e multiplicar como se fossem verdades, quando não passam de bojardas.

1. O país entrou em falência devido às despesas sociais, resultantes de direitos constitucionais que não podem ser mantidos.

A verdade é que o país entrou em derrapagem orçamental há muito tempo, mas não foi apenas por isso e nem terá sido principalmente por isso, mas sim pelo facto de se terem desenvolvido habilidades para encobrir buracos e mantê-los fora do “perímetro orçamental”, ao mesmo tempo que se apostava em obras em regime de PPP que diferiam no tempo os encargos, que se tornaram progressivamente mais incomportáveis.

Parece que muitos especialistas da treta (o Camilo Lourenço é o exemplo mais insuportável, mas há outros que se podem encontrar agora em promoção na Feira do Livro) e articulistas liberais se esqueceram que, desde os governos de Cavaco, se entrou em esquemas de “engenharia financeira” para fazer obras públicas nem sempre muito essenciais, com o argumento de captar verbas europeias, embora fossem necessárias comparticipações nacionais. Essas obras conduziram a bons negócios para quem emprestou dinheiro ao Estado e se alimentou, em especial com Sócrates, de negócios em regime de PPP que não faziam entrar muita despesa nos OE daqueles anos, atirando tudo para mais tarde. Também se parecem esquecer que muitas outras despesas ficaram fora do tal “perímetro orçamental”, mas que eram conhecidas por toda a gente e mais alguém, como os défices das empresas públicas de transporte, não apenas por causa das despesas operacionais, mas em especial por causa das negociatas financeiras desenvolvidas por administrações constituídas por gente que acabou no actual desgoverno.

A verdade é que, durante bastante tempo e de forma a alimentar programas sucessivos de Medina Carreira com gráficos coloridos muito dramáticos, o peso das pensões e dos salários públicos pareceu descomunal porque dos orçamentos estavam desaparecidas muitas outras despesas… desorçamentadas, atiradas para o futuro ou, como no caso do BPN e outras negociatas de contornos muito opacos, porque os decisores políticos decidiram servir de almofada aos “empreendedores de sucesso” que não passavam de aldrabões com fatos de bom corte.

Agora querem-nos fazer crer que a crise orçamental é resultado das “funções sociais” do Estado e que ele deve ser reformado para se tornar “sustentável”. Mas escondem que o que desequilibrou em definitivo as contas foram os negócios comum ao Centrão e aos partidos do “arco da governação” que, em situações cirúrgicas, também beneficiaram (ou beneficiariam no futuro) algumas clientelas fora desse “arco”, em virtude do trajecto do TGV, da implementação de um novo aeroporto (afinal… era mesmo necessário?) e de outros esquemas relacionados com a alteração do uso dos solos por esse país fora.

A treta, é que há meia dúzia de anos os jovens galambas eram todos favoráveis a estes esquemas e agora gritam que eles são isso mesmo, meros truques, com a conivência do Banco de Portugal e da Presidência, ou seja, com o mesmo tipo de conivência de que beneficiaram os governos que apoiavam. Se Carlos Costa faz fretes sucessivos a este governo nas suas posições públicas, Constâncio fez o equivalente ao longo do seu mandato com os governos anteriores.

Comparem os encargos dos juros da dívida contraída para negócios validados por muita gente que agora sabe tudo com aquilo que se paga de pensão a milhares de portugueses e venham-me dizer que são 700 ou 800 euros de reforma que dão cabo das contas do Estado.

E, já agora… relembremos o comportamento “corajoso” de um certo PM que chegou ao poder a dizer que estávamos de “tanga” mas que fugiu à primeira oportunidade e de outro PM que chegou ao poder combatendo uma anterior líder do seu partido (Manuela Ferreira Leite) que tinha explicado que a situação era o que se foi sabendo, mas que ele (Passos Coelho) afirmava ser uma forma errada de encarar as coisas.

Em resumo, mentiu para chegar ao poder e ele – e quem o rodeia – sabe(m) bem disso, mas… a mentira tornou-se uma forma de estar… igual à dos que antes criticavam.

Ambos os livros são escritos por jornalistas. Que – consta – deveriam saber apurar os factos. Faz parte do ofício.

Mas… parecem ter dado com realidades alternativas.

Aguardam-se livros sobre o apogeu e queda de Ricardo Salgado.

Jardim Gonçalves lança livro e ataca: Só tenho adversários sem escrúpulos

(…)

Na biografia, da autoria de Luís Osório, e que envolveu cinco anos de conversas, Jardim Gonçalves adianta que foram muitos os que se aproveitaram da alteração da estrutura acionista do banco.

“Arrisco dizer que não tenho inimigos, só adversários sem escrúpulos. O que Sócrates tinha contra mim? Nada. Mas fez muito contra mim. E Constâncio? Nada tem. E contra mim o que fez? Tudo. Como Carlos Tavares, Miguel Sousa Tavares e Marcelo Rebelo de Sousa que, semanas a fio, me atacaram com uma agressividade suspeita. O que tinham contra mim? Rigorosamente, nada. Quanto ao Ricardo Salgado tratou-se tão somente de aproveitar o momento para que o BES ultrapassasse o BCP e se tornasse um banco predominante. Todos defendiam os seus próprios interesses e amizades”, adianta numa das passagens do livro.

Livro coloca BCP na origem do resgate ao país

(…)

BPN e BPP concentraram, Nos últimos ano, todas as atenções, mas foi o BCP que determinou as decisões políticas que conduziram o país até ao resgate internacional.

A tese está exposta no livro “Jogos de Poder”, do jornalista paulo Pena, que explica como a banca acumulou lucros alimentados pelo endividamento das famílias e do país, à sombra do imobiliário e dos negócios garantidos pelo Estado. O desfecho da história é conhecido: três anos de austeridade e a maior crise que o país já viveu.

“A versão que nos venderam é que andámos a viver acima das nossas possibilidades”, defende o autor, para quem a “crise é muito mais complexa e resulta, sobretudo, do evidente resgate à banca do centro da Europa.”

Os bancos portugueses tinham pedido muito dinheiro emprestado aos congéneres alemães e franceses e os investidores internacionais estavam atentos às contas públicas para saberem se o Estado “tinha condições para acomodar a banca, caso viesse a falir”.

Não foi apenas o BPN ou o BPP. Todos os bancos contribuíram, segundo Paulo Pena, mas há um que se destaca: o BCP. O maior banco privado vivia a sua própria crise quando surge o “subprime” e o “crash” de Wall Street, em 2008. Na administração do BCP, assistia-se a uma dança de cadeiras, entre Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal.

“Se medidas importantes que permitem poupanças do lado dos salários não tiverem conformidade constitucional, novos aumentos de impostos ocorrerão”, afirmou o primeiro-ministro no debate quinzenal desta manhã, depois de ter sido interpelado por Heloísa Apolónia, d’Os Verdes.

“Não posso nunca garantir que, se medidas que são importantes para as poupanças que precisamos de obter” não puderem ser aplicadas, a obrigação de reduzir o défice “obrigará à subida de impostos”, acrescentou Passos Coelho.

E que tal um futuro como chantagista institucional?

O novo pacote de medidas ao Código do Trabalho que o Governo enviou para os parceiros sociais, e que será discutido na próxima semana em concertação social, prevê cortes no salário global recebido pelos trabalhadores, quer nos casos de caducidade das convenções coletivas quer nas suspensões desses contratos, avança hoje o Jornal de Negócios.

Em entrevista, na terça-feira, o Primeiro-Ministro afirmava que o Governo tem trabalho feito no corte dos consumos intermédios, referido uma redução de 1,6 mil milhões de euros na máquina do Estado entre 2010 e 2013.

O que Passos não referiu é que metade dessa correção se deve a um efeito base provocado pelo registo em 2010 dos 2 submarinos comprados quando Paulo Portas era ministro da Defesa, revela o Negócios.

É quer a compra dos submarinos foi contabilizada em 2010, engordando em 880 milhões de euros a fatura com consumos intermédios. No ano seguinte, como já não figuravam na lista, acabaram por ajudar aos número de Passos Coelho.

Excluindo essa operação extraordinária, o Governo cortou até agora 754 milhões de euros em consumos intermédios.

A arte da entrevista é feita destes detalhes, de lembranças e esquecimentos oportunos.

… a Catarina Martins tem razão sobre o valor (ou melhor, da falta dele) da palavra do Pedro, pelo menos no que ao cidadão comum diz respeito.

… caro senhor secretário de Estado adjunto, já que explicitou que são coisas diferentes.

O país tem tido a sorte de ter um primeiro-ministro profundamente realista e transparente em relação às dificuldades do país. E isso é diferente daquilo a que estávamos habituados. Nunca será demais recordar aquilo a que estávamos habituados. Esse contraste entre a instabilidade e a ilusão do passado e a estabilidade e o realismo do presente é fundamental. E ambos têm feito esse trabalho.

O discurso da verdade é politicamente eficaz?

Eu não falei em ‘discurso da verdade’. Falei em sermos prudentes, realistas, transparentes em relação às dificuldades. Uma das coisa que o PM disse foi que estes dois anos seriam muito difíceis e, de facto, verificou-se que foram.

Até os mais hábeis com as palavras tropeçam em si mesmos…

Crato garante que Governo nunca prometeu entregar 30 milhões às universidades

Num almoço-debate que aconteceu nesta quarta-feira em Lisboa, ministro esclarece que aguarda execução orçamental para saber situação real das universidades.

Pelos vistos, isto foi naquele almoço-debate a pagantes… para ouvir isto?

Pelo que se sabe, o que estava em causa não era entregar 30 milhões, mas sim não os cortar.

Aguarda-se reacção do CRUP após terem sido assim os seus membros tratados publicamente como mentirosos.

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