A Nova Escravatura


Crato quer professores a fazer exame nas universidades a 20 de dezembro, sábado

O Ministério da Educação quer realizar a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades a 20 de dezembro, em instituições do ensino superior. Em 2013, boicotes e greves marcaram o dia da prova.

E quem vigia?

Os superiores? Os poli-ramiros de Santarém?

Aguarda-se prosa do próprio, no Observador, a elogiar a coragem de Crato, por ter usado esta estratégia de fuga.

 

Chávez nosso, que estais nos céus comunas, porque é que tardam os restantes a celestiar?

 

 

… quando vai correndo bem e dá a entender que acabará em bem.

Ministério da Educação prolonga prazo de inscrição na prova de avaliação de professores

Professores sem vínculo têm até 2 de Dezembro para se inscrever na prova. Até agora, há 37 mil inscritos.

(…)

De acordo com a nota, inscreveram-se até ao momento na prova cerca de 37 mil professores contratados — num total de cerca de 45 mil em condições de fazê-lo. “Atendendo às especificidades dos candidatos, foram alargados os locais de realização da prova e prorrogado até dia 2 de Dezembro o prazo de inscrição na mesma. Os docentes já inscritos poderão alterar o local inicialmente indicado se assim o pretenderem”, lê-se ainda.

O apelo do MEC e das organizações representativas dos professores para que os contratados se inscrevam está a ser um sucesso.

Boa malha!

equidade alfabética

 

The faces of modern-day slavery – in pictures

According to official estimates there are 21 million people trapped in some form of slavery. From people enslaved by debt to migrants trapped by labour and child brides, we explore the reality of slavery for many people in the modern world.

 

Viciei-me nessa leitura, mais e mais – como é costume nos vícios. O pior era o pagamento do condomínio, que tinha que ser logo, logo.

Afundara-me definitivamente no sofá, alheio aos grunhos que chegavam, indiferente – e ainda mais – às metades cromossomicadas que saíam, aquela síncope de sinais abismava-me, puxava-me, arrepelava-me todo e  com tudo;  aquilo tomava-me, aquilo revelava-se-me! De vez!

Mas havia o condomínio das escadas e da lâmpada fundida. Todas, todas!

Sem electricidade em casa, mais de todo desempregado não havia, todo eu me arranquei do sofá para as escadas e li de fósforo e mais. Mais outro e outro.

E somente um desesperado tentaria ler, ia ser o meu suicídio adiado, todo küte e mais de vez!

E mais, novamente, sentia nunca cavalgar Tróia nem burricar Helena. (esta parte foi para demonstrar possuir na estante uns livros e mais pó)

)continua(

Nem sequer terá sido Maria de Lurdes Rodrigues quem primeiro quis fazer isso, mas foi quem o expressou de modo mais firme. Aliás, em tempos disseram que qualquer ministr@ que lá chegue tem coisas que deve fazer.

Uma delas é tentar exterminar as reduções ao abrigo do artigo 79º do ECD.

O Governo vai acabar com a redução do horário em sala de aula (redução da componente lectiva) para os professores no topo de carreira. Segundo fonte do PSD esta é uma medida que está a ser trabalhada há seis meses pelo Executivo e que faz parte da reforma do Estado, na qual o Ministério da Educação terá de atingir uma poupança de mil milhões de euros.

São encaradas como um privilégio e um encargo para o estado, desconhecendo-se os efeitos de desgaste físico e psicológico que são específicos da docência, em particular do Ensino Básico, mas cada vez mais de um Secundário (a)largado ao desvario.

@o palermas que assim pensam, ou são professores superiores, daqueles que não conseguem trabalhar com dois decibéis acima da norma e uma agitação causada por comichão em dois alunos, ou então nunca deram aulas e, quando confrontados com o desafio, dizem logo deus me livre, tinha lá paciência.

A medida está a ser trabalhada há seis meses?

É mentira!

A medida está a ser trabalhada, no mínimo, há mais de seis anos, desde a preparação da revisão do ECD publicado em Janeiro de 2007.

É daquelas coisas que @s antig@s ministr@s deixam em cima da mesa do almoço de transmissão de pastas aos que chegam.

É daquelas coisas que é preciso fazer.

É daquelas coisas em que é preciso quebrar o poder corporativo dos sindicatos e dos professores.

E passa por ser sinal de coragem, aplaudido por meia dúzia de arrasta-rabos pelas cadeiras das direcções de alguns jornais, em particular em secções especializadas em ciências económicas ocultas e em finanças do absurdo, gente com o horário que quer, paga para fazer mal o que outros fazem de borla, que é explicar o passado e obscurecer o futuro.

Obrigar um professor com 55 ou 60 anos a fazer um horário lectivo completo na forma em que ele actualmente está, sem contemplar nessa componente muito trabalho com alunos como o apoio a alunos com NEE, é um absurdo para quem conheça as condições de trabalho na maioria das escolas e é uma proposta que apenas visa colher o apoio entusiasmado de abutres e hienas.

De necrófagos, portanto.profe

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