A Falar Sozinho


… com o que eu aqui escreva do meu quotidiano.

Ainda não perceberam duas coisas:

  • Eu conheço bastante bem os limites da minha liberdade.
  • Essas pessoas ainda não perceberam que há limites para a sua interferência na minha liberdade.

Mas não perceberam uma coisa, ainda mais importante: se não se pusessem com “bocas”, dia sim, dia não, eu nem sequer teria escrito isto.

Tratem da sua vida e não me chateiem e tudo desliza com suavidade…

 

Há bocado, por exemplo.

Num cruzamento, um tipo buzinou-me sem que me apercebesse da razão do seu descontentamento, pelo que parei, abri o vidro e da forma mais educada possível para quem ia almoçar perguntei o que se passava.

Resposta da criatura ao volante daquelas carrinhas enormes que comprovam que vivemos acima das necessidades (dele): “Já viu que se eu não tivesse parado no Stop ainda lhe batia!?”.

O que vale é que graças a uns restos de neurónio, ao acabar de verbalizar a parvoíce, apercebeu-se e nem sequer ficou para desfrutar do meu sorriso.

Meus irmãos, naquele tempo, que já lá vai, os Gigameus entraram em guerra com eles próprios e a coisa estava indecisa, ora ganhavam uns grandes vitórias, ora ganhavam os mesmos vitórias grandes, já que a vitória principal estava velha de dá-las e a têvê era só para os que tinham incenso para Suores, O Velho, o deus de Sócrides, O Armón.

Adiante, pois foi naquele dia que Kü saiu à rua pela primeira vez, talvez por alguém lhe abrir a pele de Astor que cobria a entrada e saída da tenda, talvez s/ mulher Jezebel, que ficara viúva de Xü, um general de milícia marítima, filho de Phisa e neto de Käli Mera, bastardo de Kü, o Grande, e de Kü, o Nalgas, uma confusão de adn porque a gaja era muito conhecida.

Vai daí, Astor não gostou da piada e fez queixa a Sua Excelência O Senhor Procurador Substituto, aquilo de lhe mexerem nas peles era uma afronta e, fu-fá-fi fu-fá-fá por lhe terem arrancado um dente, deu bosta.

Pior foi quando, depois de sair à rua – íamos aí – ter aparecido um krishna a cantar: – “Hare Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Krishna, Krishna Krishna, Um Bay É.”

Irmãos, o gajo já nem foi ao oráculo, ponham-se na pele do gajo e do Astor, que continuava a gritar que as peles eram dele, muito dele, e não da sogra, uma meretriz de Oxford e coiso, de sua graça N’Og Eirü, filha primogénita de Prophenit, que não quis dar o nome.

[continua]

nocr

Um ministro demite-se e é substituído: desata tudo quanto mexe a falar da remodelação, parte a favor, parte contra.

… sempre que a inércia é mais forte que tudo o resto.

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