A Bolsa E A Vida


Quando um cidadão português preenche o IRS, no meu caso, tenho de indicar a remuneração-base de 3 091,82 e não os 2 870,00 que correspondem à realidade salarial do trabalhador.

Como se pode proceder de forma a que milhares de cidadãos vejam reposta uma forma simples de “justiça fiscal” que diga respeito a tabelas salariais verdadeiras e não a tabelas salariais antigas, virtuais, falsas?

(…)

Uma coisa é pagar todo o género de taxas + ainda a  da ADSE calculadas sobre remunerações ilíquidas de3. 091 euros x 14 meses = 43. 274  euros (remunerações que foram reduzidas em Dezembro de 2013, em decreto, de 3 091 euros para 2 870 euros) e outra completamente diferente é pagar todas as taxas sobre o valor de 2. 870 euros  x 14 = 40. 180  euros.
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Se todos fizerem as suas contas, chegam a valores ‘surreais’ de taxas.

Resgate do BES pode lançar défice de Portugal para os 7,5%

 

– Come a sopa, senão vem aí o banco mau!

 

– Qual deles? E qual sopa, se não há sopa?

 

… mas evitem recorrer ao espirito santo, porque o que tinha a dar já deu ao engenheiro e a este que está, ainda antes de ter estado. E nós é que pagaremos tudo, digam o que disserem e eles já o sabem há muito.

A capa da Sábado é  só fumaça, para encobrir outros fumos. Alguns tropicais.

… porque agora quase tudo passa por movimentos financeiros virtuais e eles sacam-nos o dinheiro na mesma.

A verdade é que, não tarda muito, estaremos todos a pagar as merdas feitas por aquele senhor que dizia que os portugueses eram uns preguiçosos.

E esta senhora das Finanças mais o seu ex-aluno acabarão a desdizer-se com o maior dos desplantes, na base do “perigo sistémico”.

Ajuda pública ao BES “só em último recurso”

A ministra das Finanças quis passar uma mensagem de tranquilidade sobre o BES. O banco está “capitalizado” e “nada” indica que precise de dinheiro público devido aos problemas do GES. A CGD também não está “ameaçada”.

O Banco Espírito Santo está bem e só em “último recurso”, e depois de se provar que é mesmo indispensável, é que poderá receber ajuda do Estado.

Esta foi uma das garantias deixadas pela ministra das Finanças, chamada pelo Bloco de Esquerda à comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

… porque o holy ghost está prestes a enterrar-nos a todos ou quase todos (há sempre os que sabem e e se escapam a tempo das hecatombes) e já é difícil fazer mais cortes para desenterrar outro banco do buraco.

Isto deu para o BPN sem vergonha na cara, para o BCP de forma encoberta, para o Banif porque era mais pequeno, mas duvido que agora ainda exista dinheiro a sacar à malta que consiga disfarçar os alçapões de Angola à América, passando pelos paraísos fiscais daqui e dali.

Lembram-se daquela enorme guerra que nos anos 80 e 90 se centrou na necessidade de garantir aos funcionários públicos a “liberdade” de escolher a instituição bancária onde o Estado lhes deveria depositar o salário?

Como sabemos todos, era uma guerra destinada a assegurar o redireccionamento de boa parte desse dinheiro para as instituições privadas que se desenvolviam em Portugal e que não olhavam a meios e argumentos para demonstrar o “sucesso” da sua gestão.

Após estes anos, o que temos?

Na maior parte dos casos, instituições falidas, quantas vezes a partir de negociatas de dentro, a necessitar que seja a “Caixa” a meter-lhes dinheiro para se safarem, a mesma Caixa que ao longo dos tempo fizeram os possíveis por erodir, sacando-lhes clientes e metendo-lhe administrações altamente partidarizadas para assegurarem os financiamentos “certos” aos negócios “certos”. E, claro, nem é bom falar na imensa tramóia do BPN que muita gente enriqueceu, mas que nada tem a ver com o seu declínio…

Agora, depois de lhe privatizarem as áreas de funcionamento mais lucrativas, como os seguros, também insistem no argumento da privatização, num processo que faz lembrar um BCP ou BES (ou mesmo Banif) às avessas. Ou seja, meter na Caixa os privados que interessam, como naqueles bancos se meteram os emissários políticos certos a partir do poder político público.

O que interessa é, com a malta bem presa pelos mecanismos actuais de funcionamento das finanças privadas quotidianas, colocar os gestores certos onde eles podem gerir o dinheiro alheio, com escasso risco de serem efectivamente responsabilizados por toda a porcaria que façam.

E ter um bento (mas não paulo) na SIBS a pressionar por mais taxas pela utilização de serviços que embaratecem as operações bancárias, ao mesmo tempo que escreve sobre ética nos negócios.

Ide roubar para a estrada que é mais honesto…

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