A Banquinha


Prejuízos do BPI atingem os 114 milhões de euros

Já sei, já sei… pedem dinheiro emprestado a outros “accionistas de referência” estrangeiros e quando derem por isso… temos outro banco angolano, ou francês, ou chinês, em Portugal.

E, já agora, há uma coisa que me chateia um pouquinho que é chamar “banqueiros” a meros gestores bancários.

…mas é certo que não dará demissões, nem no BdP, nem no Governo e nem por sombra de nuvem por Belém.

Entretanto, a imprensa vai fazendo o trabalho de casa, com algum atraso, diga-se de passagem, pois ninguém desconfiaria dos salgados (nem dos ulricos, já agora…) e se desconfiasse, tinha medo das consequências de dar isso a conhecer.

E parece ser pacífico que as declarações de muita gente antes do aumento de capital do BES foram feitas já com perfeito conhecimento da situação catastrófica do grupo e do banco.

~Pub18Out14

Público, 18 de Outubro de 2014

Resgate do BES pode lançar défice de Portugal para os 7,5%

… e preferem comprar ao desbarato o que poderia vir a ser caro.

Ao mesmo tempo que falam na elaboração dessa estratégia “a médio prazo”, acrescentam que já foi “encetado um processo para a rápida venda do banco, gerido pelo Fundo de Resolução e pelo Banco de Portugal”. Assim, dizem, entenderam “ser agora oportuno passar o testemunho a uma outra equipa de gestão”.

O problema não é estes saírem dos cargos, é perceber-se que o governo e o Banco de Portugal são marionetas nas mãos dos ulricos&…

Até na mais discreta toalha, cai a nódoa da ganância.

Pub16Ago14

Público, 16 de Agosto de 2014

Depois de tudo o que sabemos – e que eles já sabiam há bastante tempo – percebe-se melhor que apenas queriam mais um pote para lamberem o mel e nos deixarem a pagá-lo.

É, realmente, muito interessante recordar todos aqueles que defenderem essa medida, ainda muito recentemente, e questionarmo-nos sobre o porquê…

Revogada a garantia soberana ao BES Angola

O Banco Nacional de Angola aplicou medidas de saneamento extraordinário ao BESA que vão retirar a garantia emitida pelo Tesouro do país, avaliada em mais de 4,3 mil milhões de euros.

… mas evitem recorrer ao espirito santo, porque o que tinha a dar já deu ao engenheiro e a este que está, ainda antes de ter estado. E nós é que pagaremos tudo, digam o que disserem e eles já o sabem há muito.

A capa da Sábado é  só fumaça, para encobrir outros fumos. Alguns tropicais.

… no acesso às negociatas do regime.

BPI com prejuízos de 106,6 milhões de euros no primeiro semestre

Resultados do banco foram penalizados por menos-valias na venda de dívida portuguesa e italiana.

Não me ocorre mais nada de interessante em relação a este grande negócio do regime do que aquilo que nem chega a um trocadilho.

A desgovernação do PS já tinha feito o take-over do BCP, agora foi a vez dos laranjinhas.

Em qualquer dos casos, tudo em consequência do evidente “rigor ético” do capitalismo de sucesso nacional.

Se a estes casos juntarmos os casos mais cabeludos ainda (embora de menor escala “sistémica”) do BPP e BPN… percebe-se o pântano a que não escapam outros… como o Banif… entregue ao amado centrão.

Mota Pinto será chairman e Ricardo Salgado ficará à frente do Conselho Estratégico do BES

Sinto que, por estas horas, há reacções orgásmicas em muito empreendedor de duplo apelido, mas que ainda não tinha todo o pedigree para aceder às massas espirituais.

Quanto a mim, a relação chegou a existir, mas finou-se há muito.

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Ambos os livros são escritos por jornalistas. Que – consta – deveriam saber apurar os factos. Faz parte do ofício.

Mas… parecem ter dado com realidades alternativas.

Aguardam-se livros sobre o apogeu e queda de Ricardo Salgado.

Jardim Gonçalves lança livro e ataca: Só tenho adversários sem escrúpulos

(…)

Na biografia, da autoria de Luís Osório, e que envolveu cinco anos de conversas, Jardim Gonçalves adianta que foram muitos os que se aproveitaram da alteração da estrutura acionista do banco.

“Arrisco dizer que não tenho inimigos, só adversários sem escrúpulos. O que Sócrates tinha contra mim? Nada. Mas fez muito contra mim. E Constâncio? Nada tem. E contra mim o que fez? Tudo. Como Carlos Tavares, Miguel Sousa Tavares e Marcelo Rebelo de Sousa que, semanas a fio, me atacaram com uma agressividade suspeita. O que tinham contra mim? Rigorosamente, nada. Quanto ao Ricardo Salgado tratou-se tão somente de aproveitar o momento para que o BES ultrapassasse o BCP e se tornasse um banco predominante. Todos defendiam os seus próprios interesses e amizades”, adianta numa das passagens do livro.

Livro coloca BCP na origem do resgate ao país

(…)

BPN e BPP concentraram, Nos últimos ano, todas as atenções, mas foi o BCP que determinou as decisões políticas que conduziram o país até ao resgate internacional.

A tese está exposta no livro “Jogos de Poder”, do jornalista paulo Pena, que explica como a banca acumulou lucros alimentados pelo endividamento das famílias e do país, à sombra do imobiliário e dos negócios garantidos pelo Estado. O desfecho da história é conhecido: três anos de austeridade e a maior crise que o país já viveu.

“A versão que nos venderam é que andámos a viver acima das nossas possibilidades”, defende o autor, para quem a “crise é muito mais complexa e resulta, sobretudo, do evidente resgate à banca do centro da Europa.”

Os bancos portugueses tinham pedido muito dinheiro emprestado aos congéneres alemães e franceses e os investidores internacionais estavam atentos às contas públicas para saberem se o Estado “tinha condições para acomodar a banca, caso viesse a falir”.

Não foi apenas o BPN ou o BPP. Todos os bancos contribuíram, segundo Paulo Pena, mas há um que se destaca: o BCP. O maior banco privado vivia a sua própria crise quando surge o “subprime” e o “crash” de Wall Street, em 2008. Na administração do BCP, assistia-se a uma dança de cadeiras, entre Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal.

… e tentar controlar muita gente em muitos aspectos da vida política…

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Expresso, 23 de Maio de 2014

O estilo de Mário Crespo é muito próprio, nem sempre concordo com as suas posições, mas é um estilo de jornalismo incómodo, mesmo se selectivamente incómodo, como muitos outros. Uma pessoa gosta de quem gosta e desgosta de quem desgosta.

Como em outras alturas, reagiu mal quando se sentiu afastado ou limitado no seu programa na SICN.

Mas, analisando a publicidade esplendorosa ao BIC (o comprador do que resta do BPN por tuta e meia, com o Miga Amagal como esta de fego) no Expresso, talvez reconsidere… é bem verdade que quase toda a banca”de referência” está lá em peso com mensagens de esperança na retoma (até o Santander-Totta, aparentemente o menos alinhado com este desgoverno), mas há ali um destaque que vai da primeira página até à página 3.

E olhem que não é nada que, mesmo de forma ténue, há uns tempos, não chegue aos próprios blogues com o recado de “vê lá se não acabas por parecer racista, que eles são muito sensíveis a isso”.

Mesmo se devem andar com saudades do porreirismo do Constâncio.

Bancos obrigados a reforçar imparidades por grandes clientes

(…)

A instituição liderada por Carlos Costa levou a cabo, no ano passado, uma inspecção ao crédito concedido pelos oito maiores bancos (Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Montepio e Crédito Agrícola) a 12 grupos económicos e cuja recuperação do valor emprestado depende da capacidade dos negócios desses grupos gerarem fluxos de caixa (‘cash flows’) suficientes para assegurarem o serviço de dívida.

O Banco de Portugal diz que entendeu ser necessária fazer esta avaliação para “confirmar a prudência dos valores estimados para os níveis de imparidades constituídos”. A análise, feita com referência a Setembro de 2013 e tendo em conta uma amostra de 8,4 mil milhões de euros associada a 227 entidades, obrigou os bancos a reforçarem as imparidades e provisões em 1.003 milhões de euros.

Neste valor está incluída a provisão de 700 milhões de euros que a Espírito Santo Financial Group, a ‘holding’ que detém o BES, foi obrigada a criar por imposição do Banco de Portugal para fazer face a riscos potenciais que possam surgir na área não financeira do Grupo Espírito Santo, ou seja, garantir de que os clientes BES que subscreveram papel comercial de empresas do grupo são reembolsados.

… consumindo produtos, fazendo mexer o mercado.

Governo quer limpar balanços dos bancos para “libertar crédito para as empresas”

Como certas empresas – leia-se bancos – com as contas no vermelho mais avermelhado de sempre têm dinheiro para fazer páginas e páginas e encartes e capas de publicidade nas publicações teoricamente mais caras.

Podem falar em investimento.

Depende do que se entende por isso.

Vamos lá a ver uma coisa… um banco é uma instituição que recebe dinheiro das outras pessoas, certo?

E que neste momento dá juros para aí de 1 a 2%, certo?

O Banco Espírito Santo (BES) apresentou um prejuízo de 517,6 milhões de euros no ano passado, resultado que contrasta com lucros de 96,1 milhões em 2012, anunciou nesta quinta-feira a instituição liderada por Ricardo Salgado. O banco atribuiu a passagem de lucros a prejuízos de 2012 para 2013 com a quebra do produto bancário, que teve uma descida de 26,3%, e com o “reforço das provisões para imparidades”, que aumentaram 18,6%.

Prejuízos dos bancos privados aumentam para 1,56 mil milhões em 2013

… mas como são ulricos & salgados.

Infografia: Prejuízos da banca sobem 65% e já superam mil milhões de euros

 

Maiores bancos portugueses perderam 4,3 milhões por dia

… com as suas opiniões maravilhosas sobre o que deve ser feito no país. Agora chegam-se à frente contra o Tribunal Constitucional, por causa da reforma do Estado que ele querem menos pesado, excepto quando é para capitalizar a banquinha nacional quando está aflita. Há outros que deveriam pensar duas vezes antes de abrirem a boca sobre “esforços”, sabendo-se o que se sabe sobre as instituições que dirigem e ainda existem porque… enfim… porque ainda sairiam mais caras do que o BPN…

Quando ao seu homem no Governo, já começou a baralhar-se todo, dando o dito pelo não dito como o seu grande líder sobre as pensões, enquanto lá fora se fazem contas ao que não existe, já existindo.

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