2010


O desalento que levou os médicos a sair do país e a não acreditar no regresso

Principais resultados do Relatório dos Exames Nacionais 2010

Todo este processo precisa ser muito mais rápido… agilizado como se diz agora.

… e os 48 milhões de “aéreos”?

Cabras vão prevenir incêndios florestais [Agosto de 2010]

Por Dia Aposentaram-se 11 Professores/Educadores em 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

São publicados cerca de 1 milhão de livros por ano. Este blog foi visitado cerca de 5,200,000 vezes em 2010, o que equivale a 5 vezes o número total de livros publicados em 2010

 

Em 2010, escreveu 5495 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 16985 artigos.

O seu dia mais activo do ano foi 8 de Janeiro com 35 visitas. O artigo mais popular desse dia foi O Acordo De Princípios Para Revisão Do ECD – Voltando À Versão 1.0.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram profslusos.blogspot.com, blogs.publico.pt, saladosprofessores.com, google.pt e publico.pt

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por a educação do meu umbigo, educação umbigo, a educação umbigo, paulo guinote e educação do meu umbigo

 

Worst Gear of the Year: 2010

  • 10 Epic Gadget Fails

Com nove quilos de azeitonas faz-se um litro de azeite. Os mercados dizem que é com dez…

No ano passado pagava-se a jorna a 25 euros às mulheres e a trinta aos homens; não tem a ver com sexismo, apenas com a diversidade do trabalho.

E cada quilo entrava no lagar a 25 cêntimos; este ano é a 20 cêntimos, enquanto as mulheres recebem a 30 euros e os homens a 35 euros – quando há sorte de os achar.

Isto num governo dito liderado por aquele que não voltarei a nomear e por um ministro ps da agricultura que nem das pescas é.

O não-ano em que a letargia permitiu que nada de importante, em especial na perspectiva do funcionamento das escolas, fosse feito e apenas avançasse, com o beneplácito dos acordantes, o irrelevante na sua formulação mais enxertada?

Em que a Educação se entregou nas mãos das Finanças, procurando uma espécie de modelo low cost de elevado consumo?

Em que, de um lado, o Ministério da Educação se desagregou em potentados feudais, em que Leites, Leitões e Capuchas mandam efectivamente mais doi que Alçadas, Venturas e Matas?

E que, do outro, os representantes assinaram o armistício em troca de uma mão cheia de nada – um lugar preferencial à mesa negocial –  e os representados se acomodaram progressivamente à vidinha em troca e coisa nenhuma – o fim ilusório da divisão na carreira?

  • Avaliação na graduação profissional para concurso: Confere.
  • Manutenção dos horários com as regras anteriores: Confere.
  • Falta de técnicos especializados nas escolas: Confere.
  • Manutenção do modelo de gestão escolar, agravando a sua macrocefalia: Confere.
  • Congelamento das progressões: Confere.
  • Suspensão da contagem do tempo de serviço em 2011: Confere.
  • Inexistência de concurso para admissão nos quadros em 2011: Confere.

Apre… Não sei se aguento outro ano com tantas vitórias e tamanha capitulação do ME.

Texto para o Especial Educação do Portal Sapo, Disponível aqui.

Custo reduzido e rapidez na certificação do sucesso parecem-me ser os traços estruturantes da nossa actual política educativa, tal como ela é definida a partir do Ministério das Finanças. E não, não é engano, penso ser consensual que para estes efeitos o Ministério da Educação conta pouco ou mesmo nada perante os imperativos do novo diktat financeiro.

O objectivo deste projecto low cost para a nossa Educação Pública é a obtenção de resultados para consumo estatístico rápido a baixos custos. As Novas Oportunidades, a deslocação de cada vez mais alunos/formandos para vias rápidas de certificação da escolaridade obrigatória (que passou para 12 anos por exigências eleitoralistas e agora se torna difícil financiar) e a nuvem ameaçadora de fim das retenções, procuram garantir a parte da rapidez.

O encerramento de centenas de escolas por ano, a criação de mega-agrupamentos, os entraves ou mesmo congelamento da progressão na carreira dos docentes e o fim de ofertas educativas com um custo por aluno acima do desejável são, entre outras., medidas destinadas a assegurar o embaratecimento do funcionamento do sistema de ensino.

Para além destas medidas, pouco resta: a introdução da Educação Sexual no currículo é pouco mais do que um factóide legislativo e mediático, quase irrelevante perante o esvaziamento da carga horária atribuída e a assepsia do discurso envolvente. O PNL e o PAM entraram na fase de cruzeiro descendente. Os Magalhães talvez apareçam, talvez não. As tão proclamadas Metas de Aprendizagem, que podiam ser algo positivo, surgem desenquadradas de todas as outras medidas que lhes poderiam dar sentido, desde logo uma redefinição dos currículos e dos programas disciplinares.

Perante esta investida, dita racionalizadora, o maior desafio é tentar que a qualidade do desempenho de todos os actores envolvidos não entre em erosão acelerada e o sistema público de ensino não se transforme numa oferta de segunda qualidade para as massas mais desfavorecidas. Nunca como agora se apostou tanto numa Educação massificada, homogeneizadora, despersonalizada, barata e rápida.

Esta é a Educação de massas no seu pior, desde a criança de 6 anos que é obrigada a sair de casa num autocarro camarário para ser deixada o dia inteiro num Centro Escolar imenso, aos professores dos mega-agrupamentos recebidos em pavilhões no início do ano lectivo, sem que os rostos se distingam e os laços humanos encontrem espaço para se estabelecer e consolidar.

O ano lectivo que agora arranca, ainda mais do que o anterior, consagra a continuidade das políticas definidas desde 2005, mas cada vez com roupagens menos onerosas, não existindo qualquer marca própria da actual equipa ministerial. Esta não é uma visão catastrofista da nossa Educação. É apenas um retrato. Sem filtros.

Apelo à navegação (1.ª Bolsa de Recrutamento)

Dizem-me que há critérios que são do mais risível e aconselharam-me a tentar entrar na aplicação com algum contratado só para apreciar o que vai por este país em nome da autonomia. Como termina o mail de quem me escreveu:

O que se está a passar é uma escandalosa injustiça uma aldrabice e uma violação grosseira da ideia de concurso.

Investiguemos, pois…

Olá, viva.

Não é o meu caso mas na minha escola há uma colega nesta situação: pertencendo a um quadro de zona da Madeira, pediu destacamento para o continente por condições especiais (apoio a familiar doente). Aparentemente, entre Açores e Madeira, haverá 20 colegas nestas condições. Estes destacamentos foram deferidos. Praticamente todas as escolas (não posso garantir que não tenham sido mesmo todas) a que estes colegas concorreram colocaram contratados nos horários completos existentes e estes colegas (quadros de zona e de escola, repito) continuam à espera de colocação que, segundo o DGRHE ocorrerá apenas a 13 de setembro.
A dúvida que está instalada é: onde e em que horários?

Abraço

Renato A.

O meu é um horário zero de professor do quadro. O contratado (do meu grupo) renovou o contrato com horário completo.

Impossível, só em termos legais, meu caro. O horário zero não foi declarado, ainda que eu o suspeitasse há muito, só hoje tomei conhecimento. Por outro lado, o contratado ‘reconduzido’ tem horário completo no CNO, não precisou de ir a concurso (não consta das listas da DGRHE).

Alertado por um comentário, limito-me a transcrever, para não ser chamado paranóico, doente mental e antisindicalista. Apenas relembraria um post com poucos dias.

Fenprof denuncia erros no concurso

A Fenprof denunciou ontem alegadas irregularidades no concurso de docentes contratados. “Temos recebido várias queixas, porque foram retirados do concurso 4617 professores que não manifestaram preferência. Mas foram as escolas que os aconselharam a isso, prometendo-lhes a renovação do contrato”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, instando as escolas a “assumir o erro e corrigi-lo”.

Corrida às listas ‘bloqueou’ site

Dezoito mil professores para cobrir as “necessidades transitórias” das escolas

30 mil professores não foram colocados

Professores: contratações revelam sistema educativo «precário e instável»

Sindicatos voltam a exigir entradas no quadro em 2011

O comentador questionador cometeu mais um equívoco perfeitamente dispensável ao recomendar-me a leitura do manual da DGRHE relativo à manifestação de preferências, no sentido de sublinhar que os candidatos só poderiam concorrer a 173 opções e não a centenas de escolas como eu disse na TVI24.

A página que ele me recomenda é esta:

Ora bem: se o questionador tivesse um pouco mais de atenção, uma coisa são opções e outra escolas a que se concorrer. Ao inserir-se um código de QZP ou de concelho está a concorrer-se a todas as escolas desse concelho ou QZP, o que significa muito mais do que as 173 opções.

Entende, caro questionador e, por tabela, cara serena?

Só a introdução dos códigos dos 23 QZP, por exemplo, com a opção de horários completos, significa que o candidato concorre a todas as escolas com o seu ciclo de ensino no país. Logo, largas centenas, realmente não sei o número correcto, mas para o caso do 3º ciclo, penso mesmo que mais de mil.

Será isto tão difícil de perceber para alguém que critica o desconhecimento alheio quando, afinal, parece ser quem efectivamente não percebe os mecanismos reais do concurso?

Claro que não concorri, nem preenchi a aplicação, mas ao menos sei ler e pensar, sem estar a tentar desdizer por desdizer, como alguns que, desse modo, apenas revelam – talvez por prematura instalação – da realidade apenas se conhecerem os salpicos.

Agora imaginemos que o questionador é alguém com responsabilidades no esclarecimento de colegas contratados, com dúvidas sobre os mecanismos do concurso… Belo aconselhamento…

  • Que esforços fez o ME para baixar os níveis de contratação?
  • Se este era um concurso para necessidades transitórias, como poderiam baixar os níveis de contratação, num contexto de alargamento da escolaridade?
  • Os quadros das escolas e agrupamentos estão sub-ocupados por responsabilidade de quem? Não será dos órgãos de gestão que, tendo possibilidade de abrir vagas em 2009 não o fizeram?
  • Afinal, é melhor que os níveis de contratados se mantenham (existindo mais desemprego) ou que aumentem (reduzindo o desemprego), num ano em que não  há concurso externo para os quadros?
  • Têm a certeza que está mesmo previsto – já que em actas negociais o compromisso não está expresso, mas apenas a intenção de analisar a possibilidade – um concurso de ingresso para 2011?
  • O quinto ponto deste documento (entre outros) está escrito em que língua (popotês, albinês?)?

No site da DGRHE.

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