A Europa já nem à Rússia se iguala

A Rússia de Putin tem demasiadas saudades da URSS, e mesmo tendo uma economia frágil e apesar de ser o maior país do mundo -em tamanho – está em pleno declínio demográfico, tudo factores potencialmente negativos.

Porém, o gás natural da Rússia e meia dúzia de multimilionários de lá que andam a gastar dinheiro por cá, pela Europa, nunca deveriam ser a razão, como se entende ser, para esta Europa em decomposição, se vergar perante a futura URSS.

Como é evidente, passados 100 anos sobre o início da 1ª Guerra Mundial, de modo algum se pretende mais uma, longe disso, se bem que o ser humano goste muito de tantas coisas resolver à pancada. Para além de que, a Europa – hoje – não tem um mínimo de unidade em qualquer aspecto e muito menos no militar, para “batalhar” com quais outras forças armadas, nem com as russas, que não são nada de moderno, bem pelo contrário.

E, a Nato unicamente subsiste enquanto os EUA acharem que deve existir, se estes saíssem aquela ficaria inexistente, face à ineficácia da Europa, que se anula a cada dia que passa.

Tudo isto, reacende-se agora face à Crise na Ucrânia, que de certeza absoluta passará, no mínimo a Crimeia, rapidamente a fazer parte integrante da Rússia.

A desunião desta Europa, sonho malgrado de União, é tão mais evidente, já não só para nós europeus, como para todo o mundo neste tempo globalizado, que, quando a Europa que deveria ser um espaço de unidade, de crescimento, de desenvolvimento, de futuro, o não é e não se faz respeitar internamente, logo, impossivelmente o conseguira fazer para o exterior.

A nível militar um exemplo recente da nossa inoperacionalidade, foi evidente no fim dos poderes do ditador Kadhafi na Líbia, aqui tão perto, onde não conseguimos mais que enviar e por iniciativa desgarrada da França um ou dois F16, que tiveram quer ser apoiados pela aviação dos EUA, para não ser uma vergonha. E na Ucrânia nem isso, e se calhar os EUA vão fazer!

Sem sombra de dúvida que se cá dentro, nesta Europa, não nos sabemos minimamente entender, como queremos que Russos ou quem mais possa ser, acreditam que o possamos fazer.

E, a Rússia vai-nos ganhar, com ou sem recuperação formal da URSS, na Ucrânia e em mais países que estão sobre a sua antevisão e já foram satélites soviéticos.

Foi isto a que tristemente esta Europa, que podia ainda ter alguma influência num mundo global, conseguiu, chegar, anulando-se a cada dia que passa, até ao estertor final!

Augusto Küttner de Magalhães