refazer do vento que me regenere
e renegar do vento a depressão violenta
concerto para piano e orquestra
e coisas que cegam por ausência extrema
tal e qual como daquela vez contínua

teutónicas as musas fluem desorganizadas
num charco de infusões de urtigas brandas
brancas como olhares perecidos de cancro
ou azúis ou verdes pântanos e todas pretas

ide consolá-las ó meu sonho de noites claras
ouvi o ronronar espreguiçado do fero da obliquidade
na balança que vos for mais infiel e gritai
com dores que a realidade está inclinada
para todas as dimensões que se contam depois