A anexação da Áustria pela Alemanha em Março de 1938
Num tempo em que a História e a Memória, insistentemente não passam dos acontecimentos mais mediáticos e mediatizados da semana anterior, talvez fosse chegado o época de querermos todos aprender com o passado, não muito longínquo, mas também não excessivamente recente, para não ter que estar sempre a repetir os mesos erros.
A unificação da Europa não tem sido fácil, e tendencialmente parece estar a ser cada vez mais difícil. Sempre havendo que haver diferenças inerentes a cada País que faça – faz?- parte da chamada União Europeia, para “isto” não se continuar a desfazer a cada dia que passa, haveria que não passarmos o tempo, a alegremente sempre dizer mal uns dos outros, e agora já não é Norte contra o Sul, é o próprio Sul conta parte do mesmo.
A Europa sempre teve dificuldade em se entender. E foi sempre um Continente de Guerras, de partilhas à força e na última Guerra tivemos o louco, o fanático austríaco que dominou, primeiro em eleições lives, e depois pelo Nazismo a Alemanha a caminho do anexar a Europa à força das armas.
Não conseguiu felizmente. Pena hoje não estarmos a conseguir voluntária e pacificamente, fazê-lo. Ficaremos a perder, todos, até a Alemanha, para já, mais ou menos democrática.
Bem, mas para recordar a História e a Memória e em mais um mês de Março, temos que ir forçosamente a Adolph Hitler que nasceu na Áustria, foi posto de lá para fora por menos correctas posições e combateu na I Guerra Mundial como cabo já na Alemanha. E entre as duas Guerras – a II por si originada – em 1933 tornou-se chanceler da Alemanha, em eleições livres, e depois quis uma raça pura, excluindo todos que não tivessem uma certa altura – não a tendo o próprio- religião, cor de olhos, e tudo oque se possa imaginar para uma superior raça pura.
E a 12 de Março de 1938 deu-se o Anschluss que foi a “anexação “ da Áustria pela Alemanha. Convirá também não esquecer, que na Áustria já havia muitos Nazis que colaboraram e regozijaram-se com este “acto “ do seu ex-compatriota.
Os que não concordaram, e claro judeus, ciganos e mais “diferençados” – não raça pura – se não foram conduzidos para campos de Concentração, para o Holocausto, conseguiram fugir. Não tendo que para aqui puxar casos familiares, e se calhar nem o devendo fazer, faço-o pela Memória e pela História de muitos – não minha que ainda não a esqueci -, dado minha mãe, minha avó terem para cá fugido e meu avô para Londres.
E se não quisermos lembrar estes acontecimentos e evidentemente, sem ter que fazer festas ou festinhas, mas lembrando unicamente, escrevendo, fazendo passar às gerações mais novas, “isto” esquece ou parece uma “coisa” que aconteceu na época dos dinossauros, e a Guerra acabou faz agora 70 anos e não foi assim tão distante, dado que foi aqui na “nossa” Europa. E se quisermos esquecer tudo, mesmo havendo quem ainda reste directa ou indiretamente desse tempo, vamos, talvez reviver ao vivo e a doer novamente, tudo.
E não será só a Ucrânia em Guerra, mas mais Europa na mesma situação dramática. E continuemos, jovialmente, em vez de pensar no Anschluss, a ter estes nossos políticos e estas as nossas políticas destes últimos tempos que de tão maus e más, só conseguirão que venha outra guerra, para a Europa se desfazer de vez.
Augusto Küttner de Magalhães
12 Março.2015
Março 12, 2015 at 11:15 am
“(…) até a Alemanha (…) mais ou menos democrática.” Deve ser piada.
Março 12, 2015 at 11:18 am
Quanto à anexação (!) da Alsácia e da Lorena pela França, da Prússia Oriental pela URSS, de Danzig pela Polónia, nada.
Março 12, 2015 at 11:22 am
Hitler apenas pretendia a extinção da raça ariana. Ao reduzir a diversidade da poole genética estava a criar condições para enfraquecer a raça.
A Alemanha Mais-ou-menos Democrática também já foi anexada. Mas o governo acabou nas mãos de uma alemã de leste.
Os dinossauros extinguiram-se na Primeira Grande Guerra Fria. Não se adaptaram ao piso gelado, escorregavam e batiam com a moleirinha.
Março 12, 2015 at 11:24 am
«Os que não concordaram, e claro judeus, ciganos e mais “diferençados” – não raça pura – se não foram conduzidos para campos de concentração, para o Holocausto, conseguiram fugir.»
O sr. Magalhães já nos mostrou o suficiente da sua fraca competência de escrita. O excerto acima, de onde foi deliberadamente omitida a referência aos comunistas, revela um “historiador” tendencioso, sectário, em última análise mentiroso, daqueles que andam por aí a empestar e a tentar branquear e rescrever a História, com objectivos inconfessados.
Um “escritor” medíocre fundido com um “historiador” manipulador é mais uma demonstração da validade da teoria fafiana de que estamos mergulhados em bosta do Kü.
Março 12, 2015 at 11:26 am
Os comunistas era mais no outro lado. O Hitler só apanhava as sobras.
Março 12, 2015 at 11:30 am
#3
«Os dinossauros extinguiram-se na Primeira Grande Guerra Fria. Não se adaptaram ao piso gelado, escorregavam e batiam com a moleirinha.»
Pode ajudar a explicar a existência do senhor Magalhães: ser um desses dinossauros e, também ele, ter batido com a moleirinha em qualquer coisa dura.
Março 12, 2015 at 11:40 am
Quem foi o tal “Adolph”?
Março 12, 2015 at 11:51 am
#7
Um gajo de que os contribuintes alemães gostavam.
Março 12, 2015 at 11:54 am
#1
Explica lá a piada. Não sejas egoísta para te rires sozinho.
Março 12, 2015 at 3:07 pm
Cruzes, o que vai por aqui, já não sobra textículo!
Março 13, 2015 at 12:29 am
“escrevendo, fazendo passar às gerações mais novas”
Um Melício!
Março 13, 2015 at 7:54 am
Sempre com tanto, mas tanto conteudo o 10 e o 111.
Viva o que escreve, deve ser como ensina…………………logo???????????????????????????????
Março 13, 2015 at 7:54 am
Muito obrigado 6
Março 13, 2015 at 7:55 am
Sempre em grande 4……excelemte, deve ter 20 como histriador!!!!!