Se não fosse este Presidente? Mas é!

Se, é sempre muito arriscado estar-se a pensar “se isto não tivesse acontecido, como teria sido”!

E como o que foi, lá foi, e a realidade passada é inalterável, apesar que mesmo vivida por quem a conta, poder ser recontada de várias formas, por pessoas distintas, e até pela mesma.

Assim, se o candidato que hipoteticamente poderia – apesar do distanciadamente – ter sido outro Presidente da Republica se o actual não tivesse ganho democraticamente, na prática e a bem de todos nós, saberia (ou conseguiria) fazer melhor? Se! Talvez não!

Isto quererá dizer que para além de não se poder viver mais que uma vez o mesmo tempo, temos o que temos – o que merecemos? Talvez. E com “isso” vivemos.

Sendo que, num momento de tão grande desesperança, não deverá o actual Presidente da Republica ficar – como parece que fica – incomodado quando 99% dos portugueses acham que deveria “estar, aparecer! mais!” Quando o País sufocar, já nada a fazer!

E, mesmo que leia e assuma os poderes Presidenciais com demasiadas limitações, por certo se actuasse mais ajudaria a mais ajudar, o País. Ou não!

Claro que aqui aparece mais um “se”! Mas este “se” é para a frente, é um “se” futuro. Ainda possível!

Não se pede que se coloque a jeito de ser massacrado por quem mais do que isso não sabe fazer. Era só o que faltaria.

Mas pede-se que talvez fale diferente, e activamente esteja com o País, não só no 25 de Abril, no 10 de Junho, no 5 de Outubro, “por que tem que ser”, mas em conversas directas ao País e aos portugueses num tempo de tantas dificuldades e desesperanças!

Talvez devesse, não à entrada e saída de eventos, mas em local próprio falar-nos, sem pompa nem circunstância e sempre com a posição de Presidente, claro, de um futuro que seja de vida!

Até como economista, como antigo primeiro-ministro, algo que – como acontecimento – até nos lembra demasiado, sobre a panorâmica democrática deste País, que um excelente nosso economista do Porto, anda e com razão, a dizer estar à beira da bancarrota. Estamos com imensas dificuldades já todos as sentimos, mas é o fim, ou ainda não?

Estamos sem rumo, e sem gente que se queira mudar, para dar lugar a melhores. E não é mudar de Partidos de Poder, é de Pessoas nos Partidos – todos, todos – do Poder! É o fim?

Estaremos a ter que insistir sempre nos mesmos e com os mesmos erros até não ter via de saída?

O Presidente da Republica, não governa, não faz leis, não as executa, mas é o Presidente! E tem que sê-lo. Ou não!

Sendo-o, tem que fazer mais, já sabemos que muito mais não pode fazer, mas tem que fazer mais, para não sentirmos o País a cair a cada minuto que passa, e para deleite de alguma comunicação social fica-se pelo disse que disse e quanto pior melhor, e ninguém que ainda pode apontar vias positivas de saída tem espaço e visibilidade para o fazer. Já! Sem demagogia!

Quando for tarde já nada haverá a fazer….e o País sufocou….com ou sem Presidente! E parece não estar longe!

Augusto Küttner de Magalhães

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