… fiquei a saber que qualquer pessoa pode chegar a um multibanco e, com os dados dados por uma empresa (PT, EDP, Galp), dar ordem para ser feito um débito directo a partir de um NIB sem fornecer mais elementos.
O banco recebe a indicação da empresa e assume que ela fez verificação dos elementos e prontos…. alguém pode ser lixado em muito pouco tempo a partir do momento em que o NIB seja do conhecimento alheio.
Se da outra vez tive acesso à identidade da esperta, agora só indo falar com a PT.
Já cancelei tudo e estou com curiosidade de saber o que acontecerá quando o débito não for autorizado e a conta não for paga…
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Março 10, 2015 at 7:08 pm
Quer dizer que os dados dos vigaristas estão protegidos?
Março 10, 2015 at 7:11 pm
#1,
Não. Apenas que o banco os desconhece, mas apenas a PT os pode facultar.
Março 10, 2015 at 7:14 pm
Então o sistema esta muito bem feito… está, está…
Março 10, 2015 at 7:15 pm
Quando interrogam os banqueiros, eles nunca sabem de nada 😀
Março 10, 2015 at 7:16 pm
Confirma-se que os vigaristas se dão bem com os bancos.
Até os dirigem…
Março 10, 2015 at 7:17 pm
Há aspectos de responsabilidade legal que não estão salvaguardados neste modus operandi. Esta resposta do banco tem ar de ser “chapa 11” para o primeiro nível de reclamação dos clientes lesados, a ver se pega. Mas em tribunal é totalmente indefensável.
Março 10, 2015 at 7:22 pm
#6,
Eu ando aqui com uma reclamação que já fiz quanto a uma resposta há coisa de um mês e tal.
Da outra vez soube todos os elementos porque o pagamento automático era para a DECO e parece que há empresas que beneficiam de um estatuto especial de confiança. Neste caso, perante a resposta, inquiri o funcionário se alguém que conheça um NIB qualquer pode fazer isto e ele ficou sem saber bem o que me responder.
Em devido tempo irei à minha sucursal original e as coisas logo se esclarecerão melhor.
Março 10, 2015 at 7:29 pm
É de arranjar o NIB do Passos, Cavaco, Sócrates, Portas…
… e fazê-los pagar umas contas a algumas instituições de caridade. 🙂
Março 10, 2015 at 7:42 pm
#8,,
Em tempos circulou o NIF de uns quantos… 🙂
Março 10, 2015 at 8:24 pm
Há tempos preveniram-me desta possibilidade e aconselharam-me a consultar regularmente as minhas autorizações de débito directo no “home banking”, para evitar males maiores.
Já lá cancelei algumas, mas nunca por fraude, felizmente.
Março 10, 2015 at 8:32 pm
Sim agora é assim: não somos noós que criamos o débito a empresa que o pede.
Março 10, 2015 at 8:46 pm
O Grande Irmão pensou em tudo!
Março 10, 2015 at 8:46 pm
Tredecim!
Março 10, 2015 at 9:51 pm
Há aqui qualquer coisa que está mal contada.
Um banco não pode pura e simplesmente começar a sacar dinheiro de uma conta com base numa ordem dada por quem não tem poderes para tal e depois descartar-se de responsabilidades dizendo que assume que a outra empresa deveria ter feito não sei o quê.
A responsabilidade pelas contas bancárias é sempre do próprio banco, e quando falha a táctica de empurrar para a outra empresa, podem até sugerir que a culpa é do próprio cliente, que andou a divulgar o NIB a quem não devia ou que não consulta regularmente os seus débitos directos.
Ora a verdade é que um NIB é apenas um número de conta, não é, ou não deveria ser, nenhuma informação secreta, e a sua divulgação pública pode ser necessária em variadas situações, como aliás sucedeu no caso em apreço.
O que esta situação demonstra é, uma vez mais, que os bancos portugueses são deixados à rédea solta, fazem o que querem e o que não devem, e os supervisores e reguladores são muito bem pagos para fingirem que cumprem as suas obrigações.
As fraudes do BPN ou o BES são apenas a multiplicação, a uma escala imensa, deste ambiente de impunidade que se vive na banca portuguesa em que os grandes estão sempre garantidos enquanto os pequenos não se livram de chatices, ou de desfalques se não estiverem dispostos a chatear-se…
Março 10, 2015 at 9:55 pm
Não entendo isto. Ainda recentemente optei pelo crédito directo para pagar as minhas contas da EDP e Galp. Foi o cabo dos trabalhos, durou alguns meses até ficar regularizado, com trocas de emails entre mim e estas empresas. Houve um mês, lá para Outubro, em que me cortaram o gás, alegando que eu não tinha pago. Quando os confrontei com a carrada de emails enviados para regularizar esta situação, disseram-me que o banco não lhes tinha enviado a autorização. Lá fui ao Banco, assinei, trouxe a autorização e enviei-lhes novo email. De facto, não foi com a PT, mas aconteceu-me isto mesmo. Cheguei a chatear-me com a Galp por porem tantos entraves.
Março 10, 2015 at 10:00 pm
#15
Lá está, um sistema que complica a vida a cidadãos honestos e cumpridores, mas com vulnerabilidades de que qualquer oportunista ou vigarista atento se pode aproveitar.
Março 10, 2015 at 10:01 pm
Sobre este assunto, telefonei para um dos bancos com que trabalho. A resposta que recebi foi a seguinte: “A entidade que está a proceder ao débito directo é obrigada a fornecer toda a informação relativa ao contrato que existe, e que a autoriza a retirar dinheiro da nossa conta.
Depois, devemos agir judicialmente, no sentido de se apurar quem são os culpados.”
Março 10, 2015 at 10:08 pm
#15,
Eu não tenho DD com a GALP porque não me merece confiança nas contas… Há anos em que aparecia um 13º pagamento de contador e taxas em Dezembro para apresentarem melhor resultados e depois justificavam-se que só cobravam uma vez entre Janeiro e Fevereiro.
Quanto a proceder a DD no MB vou confirmar,, mas essa opção já me apareceu.
Com a PT as coisas têm sido, em regra, mais descomplicadas e rápidas.
#17,,
Eu voltarei lá,, até para verificar se a reposição da verba aconteceu e vou à sucursal onde abri conta e aí costumam ser muito prestáveis.
Março 10, 2015 at 10:10 pm
E há aqui outra coisa: apesar de o sistema ser o mesmo, os bancos não são necessariamente todos iguais.
Quando ouço ou leio queixas do género de algumas que aqui vão aparecendo, não posso deixar de pensar que alguns frequentadores deste espaço estão realmente mal servidos com o banco que escolheram e talvez devessem pensar a sério em mudar.
Fazer funcionar o mercado, a concorrência, dizem que é bom…
Que eu já tenho quase tantos anos de cliente bancário como os que levo de vida e felizmente ainda não tive tantas e tão graves queixas a fazer do meu banco ou dos seus funcionários…
Março 10, 2015 at 10:12 pm
Há coisas estranhas que acontecem e que, ao contrário do que pretende o nosso actual PM, são devassas totais da privacidade.
Basta dizer que a generalidade dos funcionários com acesso a terminais de dependências bancárias têm total acesso às nossas contas, despesas e pagamentos feitos, etc, etc.
Que fica o registo disso? Certo, certo, mas nós sabemos disso como?
Não há qualquer privacidade no acesso aos dados individuais e quem quer saber,, sabe. e basta um telefonema daqui para ali e é melhor ficar-me por aqui, pois…
Março 10, 2015 at 10:18 pm
Eu ainda estou na fase de “mastigar” a resposta que o Banco de Portugal me deu a uma reclamação feita na dependência de um banco aqui perto de mim, pois percebi que se estão a ****** valentemente para as queixas de clientes pouco diferenciados..
Março 10, 2015 at 11:49 pm
Encontrei a seguinte informação:
“17 – Desconfio que uma autorização de débito em conta não foi efetuada por mim. É o meu prestador de serviços de pagamento que vai provar a sua existência e regularidade?
Sim. A prova da existência e regularidade das autorizações de débito é da responsabilidade do prestador de serviços de pagmento do devedor.”
(Retirado de “Portal do Cliente Bancário” – Banco de Portugal- “Débito Direto -Perguntas frequentes”)
Março 10, 2015 at 11:56 pm
O Banco de Portugal deixará de ter imensa piada quando for sério.
Março 12, 2015 at 11:34 pm
a) Uma pessoa para ordenar um DD num MB precisa de um CD, certo?
b) Esse CD só está associado a uma conta (que tem um NIB) e todas as operações que executar “recaem” (à falta de melhor palavra) automaticamente sobre essa mesma conta.
Dúvida: como raio mesmo é que alguém num MB, com um qualquer CD, ordena um DD sobre outra conta?!
DD – débito directo
MB – Multibanco
CD – cartão de débito
NIB – número de identificação bancária
Março 24, 2015 at 12:55 pm
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=182197
Parece que o esquema anda a generalizar-se.