Basta-nos gente que não se refugie em amnésias convenientes e inconsciências inconsistentes.
Churchill, antes de resistir ao desvario imperialista e racista de Hitler foi, ele próprio e em outra escala e contexto, um imperialista e dificilmente não o consideraríamos racista em relação a África.
Basta-nos é alguém que saiba superar as suas insuficiências do passado e se erga à altura de cada momento histórico, compreendendo que os tempos mudam e quais são as suas circunstâncias.
Infelixmente, o nosso actual PM apequena-se a cada dia que passa com a sua forma confrangedora de encarar o seu passado, típico de um certo arrivismo politico jotista. Não é muito pior, nem muito melhor, do que tantos outros que lhe apontam o dedo.
Bastaria muito pouco para ser diferente, bastaria saber assumir-se sem lamechices, sem queixumes, sem qualificar como pérfidas maldades coisas perfeitamente comuns na luta política enlameada de que fez e faz parte o seu discurso recente, ao fechar as jornadas para lamentar do seu partido.
Março 5, 2015 at 4:30 pm
e também relembrar alguns jornalistas da área económica que são como…..os cataventos……………
Março 5, 2015 at 7:37 pm
E é tão fácil exigir aos outros aquilo que o próprio não foi, alegadamente, capaz de fazer…
Escrutinar o cidadão comum é aceitável e exigível, mas escrutinar o actual primeiro-ministro ou o seu antecessor é impensável: pois que estão ambos acima de qualquer suspeita; pois que isso é devassa da sua vida privada; pois que isso é “bisbilhotice”; pois que isso é… blá, blá, blá…
É absolutamente incompreensível e lamentável esta esfarrapada argumentação que, na verdade, nem chega a sê-lo. Deveriam ser os próprios a facultar a consulta e/ou a publicar toda a informação que esclarecesse cabalmente todas as suspeitas que sobre si recaem.
Se estão efectivamente inocentes e se cumpriram todos os seus deveres e obrigações legais, contributivas e fiscais, o que os impede de o fazer???
A este respeito, veja-se, por exemplo, o que se passa no sistema político norte-americano, nomeadamente o tipo de escrutínio a que estão sujeitos os políticos, os candidatos a políticos e todos os restantes titulares de cargos públicos relevantes.
Mas por cá parece que isso não interessa a ninguém, sobretudo parece não interessar aos que alternadamente têm vindo a governar o país: PS e PSD, pelo menos nisso, são exactamente iguais. Infelizmente e para mal de todos os cidadãos comuns que, pela sua condição de “comum”, não têm qualquer benesse nem desculpa se se esquecerem de algum dever legal, contributivo ou fiscal…
Sem pudor, que eles já nem isso merecem: “Ide morrer longe!”
Março 5, 2015 at 10:01 pm
Precisamos, urgentemente, de governantes e decisores, que cumpram e tenham cumprido os seus deveres cívicos e legais…
Precisamos, urgentemente, de gente de carácter e de conduta ética e moral.
Quero lá saber se são perfeitos ou imperfeitos!- conversa da treta!
… quem se propõem a ser governante, dirigente e decisor de um país e das suas instituições tem que ser, hoje como ontem, um cidadão cumpridor e honesto!
Pedidos de desculpa por não serem perfeitos… peçam ao pai, à mãe, aos filhos, à família, ao cão e ao gato… No que me toca: tenham vergonha na cara, demitam-se e desapareçam!
Março 5, 2015 at 11:13 pm
Boa noite!
As questões laterias sobre categorias absolutas, como a perfeição, podem convir a quem se sente apanhado, mas não creio que interessem tanto como as questões práticas.
Outro dia fou Juncker a desmentir Passos Coelho sobre as intervenções do governo Português nas reuniões europeias sobre a Grécia.
Estamos melhor agora, como afirmam Passos e Portas?
Analisando os dados do Eurostat, podemos verificar que em apenas quatro anos, de 2009 a 2013, o indicador “Severely materially deprived persons” de Portugal cresceu dois pontos percentuais, passando de 9 para 11%. Conclusão do governo? Estamos melhor, a receita austeritária é para continuar.
Na Espanha, este indicador passou de 3% para 6% no mesmo período. Outra vitória da austeridade.
Sintomaticamente, o nível na Islândia, que também sofreu uma crise financeira para implementou uma política menos submissa aos credores, não cresceu (mantem-se em 3%).
Fontes: Dados de 2013
Dados de 2009
Março 6, 2015 at 12:01 am
Felizmente temos um cidadão que nos redime a todos, que resgata toda a Pátria da Miséria Moral, tanto por palavras como, e principalmente, pelo exemplo…
http://portadaloja.blogspot.pt/2015/03/o-recluso-44-da-licoes-de-moral.html
Março 8, 2015 at 6:52 pm
Completamente de acordo, Guinote.
Não me agradou o pitismo “Infelixmente” mas, como não temos de ser perfeitos nem imaculados, que se lixe!