Basta-nos gente que não se refugie em amnésias convenientes e inconsciências inconsistentes.

Churchill, antes de resistir ao desvario imperialista e racista de Hitler foi, ele próprio e em outra escala e contexto, um imperialista e dificilmente não o consideraríamos racista em relação a África.

Basta-nos é alguém que saiba superar as suas insuficiências do passado e se erga à altura de cada momento histórico, compreendendo que os tempos mudam e quais são as suas circunstâncias.

Infelixmente, o nosso actual PM apequena-se a cada dia que passa com a sua forma confrangedora de encarar o seu passado, típico de um certo arrivismo politico jotista. Não é muito pior, nem muito melhor, do que tantos outros que lhe apontam o dedo.

Bastaria muito pouco para ser diferente, bastaria saber assumir-se sem lamechices, sem queixumes, sem qualificar como pérfidas maldades coisas perfeitamente comuns na luta política enlameada de que fez e faz parte o seu discurso recente, ao fechar as jornadas para lamentar do seu partido.

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