Estamos a evoluir para a decadência total

Estamos a cada dia que passa, a mais evoluir e muito rapidamente, para uma decadência generalizada.

Como é evidente, ter saúde é essencial, mas também nos ajuda a “ter vida” e ser feliz haver dinheiro suficiente que nos proporcione alguma qualidade de vida. Quando ter qualidade de significa unicamente “ter, sempre mais ter”, como “posse” exacerbada, entra-se num túnel que pode obviamente ficar obstruído. No nosso caso estamos com o túnel já quase tapado, mesmo que não tenhamos nunca, querido “tudo ter e mais ter”! Exceptuando umas pequeníssimas aberturas, que deixam passar cada vez menos “gente”, e os mais os acima, ou, os fora dos esquemas normais, todos estamos a caminho da decadência!

Assim, vamos de penúria em penúria, sem esperanças convincentes de sequer vermos luz a meio do túnel. Claro que “isto” influi na saúde, que se vai deteriorando em todos os aspectos, e cada vez mais no aspecto mental. Logo, a decadência mental já não é só característica do envelhecimento, começa a surgir em força, em qualquer idade.

Sendo que, democraticamente, implica que vale tudo, uma vez que estamos a “viver um dia de cada vez” como estamos constantemente a ouvir, e como os outros abraçam a selvageria, a falta de respeito, a falta de os mais básicos princípios elementares de boa conduta entre cidadãos minimamente civilizados, chegou a vez de todos o fazermos, em força.

E, a aproximação galopante do ser humano ao mais selvagem dos animais é por demais evidente. As faltas de respeito, o desleixo, o egoísmo, o egocentrismo, sobrepõem-se a qualquer hipótese de nos restruturarmos em parâmetros de convivência salutar, numa sociedade plural.

Assim, cada um, quando não tem dinheiro, como não terá saúde, uma vez o que a “não” sente, e essencialmente a mental vai-se consciente ou nem por isso, esvaindo, pode-se abertamente desrespeitar tudo e todos, já nada se tem a perder, ainda para mais “vivendo um da de cada vez”. E, vamos, até com algum prazer, cavalgando intensamente a grosseria.

O desrespeito geracional, essencialmente de jovens para com velhos é evidente, só não vê quem não quer. E a ajudar, as mulheres- em força as mais jovens – assumem a igualdade com os homens, como o direito a neles mandar, e, estes assustadamente, aceitam-no, e esta rede de desconstrução do que existe, sem ser substituído por algo de edificante, positivo e salutar, é cada vez mais, o nosso quotidiano.

E, com este viver o” tal dia de cada vez”, evoluímos rapidamente para a referida decadência, passando a um estado, tão desnecessário, de quanto pior, melhor, que por certo nos levará a recuar décadas e décadas, nunca só no aspecto económico e financeiro, mas na estrutura civizacional e de relacionamento interpessoal, que nos caracterizava como Pessoas!

Augusto Küttner de Magalhães