… e fui contactado na minha escola por uma pessoa muito simpática, assessora de uma embaixada que não interessa muito agora, para me auscultar sobre o que eu achava da situação na área da Educação em Portugal por essa altura, a do pós-acordo das pizzas.

Fui bastante pessimista. Mesmo muito.

Quase a terminar, a conversa evoluiu para a situação política global e foi-me perguntado se o actual PM (que então já se adivinhava vir a sê-lo a curto ou médio prazo) estaria em condições de ser o responsável por levantar o país e a política do descrédito em que se encontravam.

Respondi que não, que não via nele essa capacidade, até por causa daqueles que o enquadravam, mas verdade se diga que também não via ninguém, no PSD ou fora dele, com essa capacidade.

Já nesses tempos, achava que o pântano estava de óptima saúde e sem sinais de dar parte de fraco.

E nem sabia que o então ainda potencial PM era amnésico em relação aos seus rendimentos e inconsciente quanto às suas obrigações contributivas.