Se os adultos se não querem fazer impor, vamos piorando a cada dia que passa!

Hoje num local público, bem acolhedor, uma visita de estudo, muito necessária de um grupo não excessivamente grande, de crianças entre os 8 e os 10 anos, com vários “responsáveis” a tomar “conta”.

Supõe-se, que estas visitas são educativas, são para as crianças verem o que tem que ser visto e interagiram com a cultura, com locais onde se aprende a não perder referências, a abrir horizontes, a ver mais que televisões e redes sociais, quando quase todos os “nossos” valores já estão de rastos.

Pois, a criançada parecia que estava num parque de diversões e ninguém queria, sabia ou lhe apetecia fazer ordem. E a democracia é o respeito por todos e cada um, não a selva, do salve-se quem poder. E, a aprender desde o berço!

Com todo o risco de ser visto como um animal em extinção, pré-histórico, como um monstro, atrevi-me a ir falar com os “encarregados” e pedir-lhes para fazerem alguma ordem naquela desordem, para se imporem.

Como seria de imaginar olharam-me como um bicho fora de moda, e disseram-me que como são tantos, não podem fazer nada.

Com a miudagem a olhar para mim, qual monstro acabado de aparecer das brumas, os “responsáveis” acharam por bem fazer impor-se, ao que parece, de momento ter resultado.

Se cada um de nós achar mais simples, mais confortável, mais na moda, mais na onda, não fazer valer as nossas posições, não fazer respeitar para ser respeitado, vamos, o que parece ser uma fatalidade ,de mal a pior a cada dia que passa.

Se desde miúdos não houver vontade de impor limites, e achar-se que a selvajaria é o exemplo a seguir, caminhamos para uma sociedade, ainda mais sem princípios.

Se cada um achar que nada pode fazer, que deixar andar é o melhor que tem a fazer, de facto podemos começar desde já, a assumir que o nosso retrocesso civilazicional será desastroso.

Se é isto que queremos, das nossas crianças, dos nossos jovens, dos futuros adultos, seja.

E com começamos, também e já, a poupar em talhares e pratos e passemos todos a comer com as mãos, e no chão. Comecemos, também, e já, a economizar nas casas de banho, e tal como vemos diariamente com muitos cães “domésticos”, passemos a fazer as nossas necessidades em plena rua, em pleno jardim. E assim sucessivamente!

E ,pronto de selvagens em selvagens, vamos descendo o nível – já tão baixo – até ficarmos à altura dos animais mais selvagens que pela Terra andam. Mas seja, é fixe!

A. Küttner de Magalhães