O relatório tem coisas bastante interessantes, no bom e mau sentido. Uma delas é basear muito do seu conteúdo no diagnóstico feito por 12 especialistas.

Vamos lá ver uma coisa… a questão da retenção ser um “problema” nem é problema. O “problema” é mesmo optar-se por considerar que a maioria das opiniões destas 12 pessoas deve ser a base de um diagnóstico completo.

Certo, ninguém está a dizer que se fossem 24 ou 36 seria melhor o diagnóstico ou que deveria escolher-se a opinião de uma minoria esclarecida.

Mas quer-me parecer que, embora sendo transparente a metodologia, a mesma carece de alguma fundamentação mais densa (porque foram estes considerados “especialistas” e não outros é a mais evidente).

E claro que a questão da “cultura da retenção” me é especialmente cara quando se baseia em sete opiniões. sendo que em matéria de agrupamentos de escolas se ouviram quase só testemunhos do velho condado de Coimbra, entre o Tejo e o Douro (sim, eu sei que Ponte de Sor e Arraiolos ficam do lado de riba-do-tejo de quem vem a cavalo de Portucale).

Por acaso não haveria meios para fazer um inquérito alargado, nem que fosse por mail ou online a uma centena de agrupamentos, seleccionados entre os que têm mais e menos insucesso, bem como melhor evolução deste indicador?

Ficam aqui os elementos, sem mais considerações, relacionados com a “cultura da retenção” que tem ocupado algum do pensamento e do discurso do presidente do CNE nos últimos tempos, já se percebe agora melhor porquê.

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