Quinta-feira, 19 de Fevereiro, 2015


Gorillaz, Dare

A dança de cadeiras de final de mandato dos senhores directores regionais de estruturas que se diziam implodidas interessa-me muito pouco, pois não passa da enésima versão de um filme demasiado visto.

Então o Juncker pede desculpa na mesma altura em que os gregos “radicais” se rendem quase por completo à real politik das semânticas?

 

osculares.

Ou outras geometrias.

 

Sub

 

uma oficina portuguesa, alegadamente – o caraças, andei por lá a recolher números de série  e já os transmiti à procedência –  da Mercedes – terá achado interessante atentar. Como detesto atentados, procedi a que a GNR conhecesse e a Câmara teve que limpar.

mercedes

Mas explicava-me o Sargento que, se não fosse colocada a poia num caminho público, meia dúzia de metros ao lado do que é meu, a Lei dita que seria eu a pagar pela pouca-vergonha.

Tive sorte.

 

 

… falou-se bastante na diferença entre um projecto de alegada descentralização que mais não passa de uma retirada de competências das escolas para os municípios e uma verdadeira descentralização das decisões para as escolas, dando-lhes verdadeira autonomia. Isto foi muito sublinhado pelos directores presentes e por este presidente de CG que aqui escreve.

Na sua intervenção de encerramento, o presidente do CNE desafiou as escolas a definirem, num próximo debate, exactamente quais são as competências que as escolas querem manter, as que não se importam de perder porque só as sobrecarregam e aquelas que gostariam de ter e não têm.

Informalmente, disse-lhe que isso é muito fácil de fazer, porque é só desobrigar as escolas de muita burocracia e dar-lhes a capacidade de decisão em matérias que, no presente, legalmente lhes estão quase proibidas ou em que a margem de gestão é mínima.

Só que pode ser que exista uma diferença semântica quando falamos em “autonomia das escolas” porque eu entendo por isso exactamente “autonomia das escolas” e não “autonomia das direcções executivas” ou “autonomia d@ director@” por muito bem que desempenhem os seus cargos e são muit@s que o fazem e eu nunca tenho problemas em reconhecê-lo.

Só que… como eu vou (re)descobrindo, há pelo país que até já tenha demasiada autonomia unipessoal ou de mini-grupo, muitas vezes com as chamadas costas quentes pelas redes locais e regionais de poder e amiguismo variado, sentindo-se acima de qualquer tipo de legalidade porque consideram que nunca lhes acontecerá nada, pois tudo está controlado.

Atitude que também conheci quando, no âmbito do sector privado, se deu aquele caso mediático do grupo GPS.

A “autonomia das escolas” é para mim a autonomia de uma organização partilhada e cooperativa no bom sentido, algo pouco compatível com o modelo único que temos de administração escolar e que desincentiva a colaboração e o confronto de posições sem receios de ricochetes.

Aliás, acho mesmo que é curioso que depois de se andarem a formar directores escolares em imensas matérias administrativas, financeiras e e etc, se queira agora reduzi-los a líderes pedagógicos das escolas e agrupamentos, que é o que restará aos directores nos concelhos em que ocorra a municipalização.

Por isso, antes de discutirmos a “autonomia das escolas” é importante sabermos se estamos mesmo a falar da de autonomia DAS ESCOLAS.

 

 

 

só dois lobitos. Justifica-se um corte de relações.

 

 

… o desgaste pessoal que vai fazendo com que eu tenha começado a reduzir imenso – e até com pesar meu – a aceitação de convites para ir conversar ou debater aqui ou ali temas que muito me interessam.

O meu lamento por ter recusado idas a Odemira (seria já amanhã), Tondela (esteve marcado para Janeiro), Idanha-a-Nova (era para Março) ou mesmo, embora sem decisão final, a Felgueiras. Depois da ida a Aveiro, penso ir a um debate em Lisboa e talvez outro em Odivelas, mas a decisão é mesmo a de reduzir drasticamente um esforço que dá gozo pessoal pelos contactos estabelecidos e mantidos, mas que vai pesando e retirando tempo ao descanso e à família, a grande sacrificada por estas coisas.

Vai sendo tempo de me lembrar que já fui mais novo, que agora tenho mais horas de trabalho e tenho aturado muita gente doida ao longo destes anos e não falo apenas daquele tipo de submarinos que nem dão comissão.

… tendo sido informado que poderia, durante a inquirição e conforme as minhas declarações, passar a arguido. O que não aconteceu, como é natural, pois não cometi quaisquer actos criminais e isso é por demais evidente, no meu escasso entendimento.

O curioso é que uma das duas criaturas que levantaram este processo, me apareceu ontem, apresentando-se “de carne e osso” para me dirigir algumas observações abusivas.

Quando a questionei sobre a razão porque tinha hoje de ir prestar declarações teve a distinta e rematada lata de me dizer de não saber de nada, embora eu hoje tenha disto a sua assinatura e nome na autoria do processo.

E é assim que conhecemos com quem lidamos.

(e este post não tem direito a comentários porque, ao contrário de outras pessoas, eu não tenho tempo para criancices…)

… falou-se que os professores terão perdido a capacidade de liderança e que as chamadas “lideranças intermédias” quase desapareceram enquanto agentes de mudança nas escolas.

Mas então foi feito um esforço de anos para destruir essa capacidade, em particular a que se ergue sobre o reconhecimento dos pares (a malfadada gestão democrática das escolas”), destruiu-se a coesão da classe com os titulares e o modelo unipessoal de gestão, hierárquico e baseado na ocupação de cargos por nomeação e agora espera-se exactamente o quê?

Porque é interessante andar anos e anos a tornar árido o terreno e depois dizer-se que não crescem lá frondosas florestas.

E querem “escolas da cidadania” quando elas se organizam na base da obediência e do respeitinho pela hierarquia?

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