Com quem não vale nem café tomar

Estamos a viver um tempo em que tudo é tão rápido e não poucas vezes tão superfluamente assumido, que implica a mediatização exacerbada de tanto, para tantos e de tantos.

Parece que o mais importante na vida de não poucos, é terem um tempo de televisão – de antena! – que por tão enchido de tantos, passa a ser uma banalização, demasiado banal. Qual telenovela! Nem isso!

E, demasiados actores políticos e não só, se estão a deixar envolver neste folclore – nada mais sabem fazer! Se calhar! – parecendo, nem saber olhar nos outros, na história, nos tempos e ver de tão efémero, tudo é. Ficarão esquecidos ou tão mal lembrados! Tantos!

Sendo que neste imenso mar de pessoas que aparecem em todo o lado , mas com tanta intensidade nas televisões, nas politiquices e não só, claro que os que têm interesse, cultura, competência são cada vez menos, e estes, estranhamente ou nem por isso, são abafados pelos desinteressantes! O nível escorrega e baixa, até cair!

E aqui poderemos pensar, por quem gostaríamos de ser convidados para tomar um simples almoço ou até só um café, para sermos verdadeiros ouvintes, atentos e interessados em quem nos tem algo para contar e ensinar. Bem, cada um por certo terá as suas preferências, e vontades de estar com Pessoas com interesse.

Mas neste leque de políticos e não só, no activo, outros que regressam, outros que se perfilam e mais uns entendidos em tudo e em nada, a escolha será tão, tão reduzida e tão, tão fácil, que só se não tivermos como adquirir um simples almoço ou até um café, é que não teríamos dúvidas em “não” aceitar ser convidados por muitos! Por tantos!

E assim, poucos cafés e pouquíssimos almoços confortáveis como ouvintes teremos. É mau! E não fomos nós que estamos elevados e sabichões, o resto é que caiu…e…a pique!|Não?

Augusto Küttner de Magalhães