Não é de agora, nem sequer original.

O problema é que não se percebe bem se é incompetência pura (nem que seja em saber escolher assessores que não sejam ainda mais idiotas do que o assessorado) se é uma tentativa manipulação grosseira e desastrada da realidade num tempo em que tudo isto se pode desmontar em muito pouco tempo.

A terceira hipótese é a mais lastimável e ridícula… a de alguém que ignora profundamente aquilo de que fala, que pede dados para lhe “fundamentarem” as posições, os quais lhe são dados por gente com escassos escrúpulos, tudo envolto numa enorme espertice saloia mesmo à relvas.

Não adianta que quem tem mais acesso a dados e fontes estatísticas se desculpe com sites noticiosos. Apenas revela a vergonhosa falta de qualidade de tudo isto.

Nos tempos do estudo tipo-FMI assisti em primeira mão a isto mesmo, mas a verdade é que o que o fez (e que passava e passa por ser “muito bom”) acabou em comissário europeu, portanto deve ser uma espécie de fase para se chegar a algum cargo lá fora.

Afinal, Portugal não foi o país da zona euro que mais ajudou a Grécia

Pub14Fev15

Público, 14 de Fevereiro de 2015