O tipo decidiu ir ter com a Cristina um pouco mais aperaltado e colocou um cachecol com griffe e que custa os seus 400 euros.

A “direita inteligente” gritou que ai-jesus que o gajo é da esquerda-caviar.

Claro que é, mas é assim que vocês gostam deles e delas, pázinhos… ou não sabemos como vocês desdenharam (mas vibraram) com a ausência de gravatas e gostam tanto de amesquinhar quem não se veste com as vossas etiquetas? Dizem logo coisas daquelas muito delicadas, que aprenderam à saída do berço, como se estivessem a falar com as vossas sopeiras ou jardineiros.

Nem questionaram a pipa de massa que deve ter custado aquele blusão quase motard-chic da Cristina que deve andar pelos milhares bem medidos. Porque isso, para estas mentes iluminadas, é natural e faz parte dos privilégios da casta dominante.

Por cá é a mesma coisa…

E, já agora, alguém teve o cuidado de explicar que os 400 euros de um cachecol daqueles é muito menos do que recebem certos budas sentados para ir a reuniões do tipo eurogrupo ou parecidos como “consultores” ou “especialistas”? Nem é preciso eurogrupo, basta uma empresa de família cá do burgo.

Basta uns negóciozitos, quantas vezes com escritórios ou etc de vultos da esquerda mais tradicional e burguesa, com pergaminhos e brasão. Que nisto do perfume os filhinhos d’algo não escolhem mãos.

O que fez mal o Yanis?

Foi não ter os tintins de assumir que ele veste o que bem entende com o dinheiro que ganha.

Atirar as culpas para a mulher que lhe terá dado o cachecol como prenda é que não está com nada.

É um bocado medricas.

Era assumir que gosta de alguns adereços especiais para se adornar e não se acagaçar com as críticas, entrando a justificar-se por via conjugal.

Afinal, o Yanis é ainda um menino nestas coisas.

 

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